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Quaresma: Cristãos vivem período de formas diversas

Geral Comentários 28 de maro de 2014

Cada fé adota uma forma de lembrar e repassar os ensinamentos bíblicos vividos por Jesus Cristo desde os quarenta dias que passou no deserto à sua ressurreição


Os cristãos, em sua maioria, estão vivendo a quaresma, período de quarenta dias que tem o propósito de reflexão sobre o tempo que Jesus Cristo passou no deserto, e que antecede a Páscoa, que é a ressurreição dele três dias depois de ser crucificado. Cada igreja vive este período de uma forma, mas para todos os cristãos a Páscoa é a celebração mais importante e leva à reflexão sobre o estilo de vida de Cristo. Para saber como fés diferentes vêem o período, o CONTEXTO falou com representantes das igrejas católica, evangélica e espírita.

Na igreja Católica, a quaresma é tempo de conversão, mudança de vida e principalmente, de reconciliação com Deus e com os irmãos. O período pede uma reflexão de cada membro da igreja sobre o que pode e precisa ser melhorado em suas vidas. Além disso, também é época de orações
intensas e algumas pessoas até abandonam hábitos como comer carne vermelha, ingerir bebida alcoólica, comer doces, entre outros, como proposta de fazer um sacrifício.

O Frei Sebastião Queiroz, da Paróquia Santa’ana, explica que durante o período da quaresma a igreja convida seu povo para uma nova conversão. “A igreja Católica propõe que cada um faça um encontro pessoal com Jesus cristo. Que se liberta de tudo aquilo que o oprime. Com a conversão, as pessoas se tornam missionários do reino de Deus e passam a influenciar outras pessoas para se converterem também. A salvação está ligada à conversão, que não vem somente para os católicos, mas para todos os filhos de Deus”.

Em relação aos sacrifícios que muitos católicos optam por fazer durante a quaresma, Frei Sebastião diz que se trata de uma opção pessoal. “A única indicação da Igreja é que os católicos devem abster-se de carne na quarta-feira de cinzas e sexta-feira da paixão. Mas existem pessoas que deixam de comer carne toda sexta-feira, outras toda quarta e sexta durante a quaresma. Algumas ficam os quarenta dias sem comer carne, o que não é muito recomendável, pois precisamos de proteína. Mas isso é pessoal”, garante.

Os evangélicos também vivem o período da quaresma e Páscoa, mas de uma forma diferente. Na igreja evangélica, o jejum da quaresma deve ser feito com orações, silêncio, confissão e arrependimento. Para eles, o termo importa muito pouco, mas o fundamental é não deixar passar em braço os dias que antecedem a Páscoa. Ou seja, precisam repassar a mensagem para valorizar o que também consideram como a mais importante festa Cristã.

De acordo com o Reverendo, Francisco Jacob de Oliveira Filho, da Igreja Cristã Evangélica, vale sim dedicar um tempo especial para preparação para a Páscoa. Para ele, os momentos sagrados do calendário cristão faz lembrar às pessoas que “nem só de pão vive o homem”. “Este período nos orienta que a vida não é apenas correria e trabalho. Os dias especiais podem ser momentos de encontro do tempo com a eternidade. Momentos nos quais o corre-corre do dia a dia é interceptado pelo sagrado”, reflete.

“Aproveitemos as quaresmeiras, que por sinal estão lindas, os cultos, a Campanha da Fraternidade, nossa leitura diária para cultivar aquela expectativa gostosa da chegada do dia de celebrar com alegria a ressurreição de nosso amado Senhor. Nenhuma das festas bíblicas se equipara em importância e significado a da Páscoa, que representa a garantia da vida, da paz, da esperança, da vitória dos fracos sobre os maus. A vitória do projeto de Deus”, concluiu o Reverendo sobre o período.

Já na doutrina espírita não há celebrações neste período. De acordo com o membro do Centro Espírita e Instituição Caminho da Luz, Inácio de Paula, os espíritas respeitam as tradições das demais religiões, mas entendem que é um ritual litúrgico criado por outra igreja. No entanto, apesar de não ter uma preparação durante a quaresma, segundo ele, a doutrina também prega a mensagem de exemplo de Jesus Cristo. “Buscamos de forma ininterrupta um trabalho de espiritualização. A tarefa é tentar administrar sempre a vida com o máximo de equilíbrio possível, só que sem vinculações com festejos”, disse.

Autor(a): Wanessa Mereb

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