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Qualificação é desafio para se entrar no mercado de trabalho

Geral Comentários 21 de janeiro de 2011

Temporada para quem está em busca de ocupações no mercado de trabalho está boa para quem se dispuser a fazer cursos de qualificação. No setor farmacêutico, a expectativa é de 1,5 mil vagas este ano


O Estado de Goiás registrou, em 2010, um recorde na criação de empregos com carteira assinada, segundo foi divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged, do Ministério do Trabalho. No ano passado, de acordo com a pesquisa, foram criados 82.935 novos postos de trabalho formal, com crescimento de 141% em relação a 2009. Porém, muitas vagas disponíveis ainda deixam de ser preenchidas nas empresas, porque os candidatos não têm a devida qualificação.
Em Anápolis, essa é a realidade de vários setores da economia, especialmente nos segmentos da área farmacêutica e da construção civil, que absorvem um grande contingente de trabalhadores. Para tentar encurtar o caminho entre a necessidade das empresas e os milhares de trabalhadores que buscam uma oportunidade, a saída são os cursos ministrados por diversas instituições que oferecem treinamentos de formação e qualificação. E a temporada de oportunidades já começou.
O SENAI, em parceria com o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), iniciou na última segunda-feira, 17, a primeira turma do curso de Alimentador de Linha de Produção, que visa preparar mão-de-obra para as vagas ofertadas pelas empresas do setor, neste primeiro semestre de 2011. Na próxima semana, a previsão é iniciarem-se mais duas turmas com 25 alunos cada uma. A duração do curso é de 80 horas. O Sistema Nacional de Empregos (Sine) também é parceiro na iniciativa, fazendo o recrutamento das pessoas.
De acordo com o coordenador de Relações com o Mercado, Adiel Sant´Ana, para ingressar no curso o interessado deve apresentar como requisitos o ensino médio completo e ter idade acima de 18 anos. O SENAI vai abrigar, inicialmente, três turmas, mas o Sindifargo busca outras parcerias para ampliar a oferta de vagas, já que as empresas farmacêuticas sinalizaram para este ano a abertura de cerca de 1,5 mil novos postos de trabalho.
O presidente da entidade, Marçal Henrique Soares, trabalha, desde o final do ano, os cursos de iniciação profissional que, agora, foram iniciados na parceria com o SENAI e são oferecidos gratuitamente aos interessados que preencham os requisitos necessários. Trata-se de uma boa oportunidade para quem deseja ingressar no mercado, fazendo uma preparação de alto nível numa instituição que tem tradição e know how. As aulas são ministradas no prédio da Faculdade de Tecnologia “Roberto Mange”.


Construção civil tem grande demanda
Na área da construção civil, teve início a primeira turma do curso de Encarregado de Obras, uma parceria entre o SENAI e o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sicma. A turma, composta por 23 alunos, estará, dentro de duas a três semanas, passando do módulo básico para o módulo técnico. No total, o curso tem 240 horasaula, sendo o mesmo direcionado.
O coordenador de Relações com o Mercado do SENAI, Adiel Sant´Ana, explica que este curso é direcionado aos trabalhadores que já tenham experiência comprovada de pelo menos dois anos como profissional “B” de uma ou mais áreas relacionadas a construção civil.
A diretoria do Sicma vem, há algum tempo, trabalhando para viabilizar este curso em parceria com o SENAI, visando atender à demanda do mercado de trabalho para profissionais neste nível. Inclusive, a entidade participou com sugestões para a formatação do conteúdo programático, fazendo com que os conhecimentos a serem repassados estejam próximos da realidade dos canteiros de obras das empresas.
Além deste curso, o SENAI e o Sicma buscam, também, a formatação do curso de Operador de Máquinas, além de vários outros que serão ministrados ao longo do ano de 2011. Todos têm o objetivo de atender à demanda das empresas, que também estão em busca de mão-de-obra feminina, que é bem atrativa para alguns serviços como assentamento de azulejos. De acordo com o Sicma, hoje o setor está remunerando bem e, devido às novas tecnologias, ficou para trás o mito de que trabalhar na construção civil é uma tarefa pesada. Justamente pelo fato de o setor ter se modernizado é que, também, o mercado ficou mais seletivo.
Na construção civil, não é só a falta de qualificação que tem preocupado os empresários. Há outro problema muito recorrente nos últimos anos: a rotatividade. É que muitos trabalhadores fazem opção em deixar o trabalho para receberem o seguro-desemprego e continuarem trabalhando informalmente. O ideal, de acordo com o Sicma, seria condicionar a concessão do benefício à obrigatoriedade de o trabalhador passar por algum curso de qualificação enquanto estiver recebendo o benefício.

Autor(a): Da Redação

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