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PT assiste a briga da base pela indicação do candidato a vice

Política Comentários 24 de junho de 2012

Representantes de mais de uma dezena de partidos que compõem a ‘base aliada’ do participam de longa reunião que não trouxe nenhum resultado positivo


A poucos dias de se encerrar o prazo para que os partidos e coligações definam os nomes a serem levados para registro, a principal dúvida da sucessão municipal deste ano permanece inalterada, com possibilidades, até, de aumentar. Trata-se da escolha do candidato a vice, na chapa encabeçada pelo Prefeito Antônio Gomide (PT), pré-candidato à reeleição. É que existem vários fatores complicantes, dentre eles, a insatisfação demonstrada por lideranças de alguns partidos que dão sustentação a ele na Câmara Municipal. Para tentar-se chegar a um denominador comum, foi promovida uma reunião entre esses representantes na tarde/noite do dia 20, quarta-feira. Dela participaram 12 agremiações, inclusive o Partido dos Trabalhadores. Depois de exaustivas discussões, chegou-se à conclusão de que uma nova (e talvez última) reunião aconteceria, possivelmente com a presença do Prefeito Antônio Gomide, estabelecendo-se a segunda ou a terça feiras (dias 25 ou 26, respectivamente) para se tentar a definição do companheiro de chapa para o candidato petista.
Convencionalmente, ouve-se das principais lideranças do PT que o parceiro ideal seria o PMDB, pelo fato de já haver esta ligação em nível nacional, com Michel Temmer do PMDB, sendo vice de Dilma Rousseff, do PT. E, em Goiânia, o candidato do PT, Paulo Garcia, que era vice de Íris Resende (PMDB), quando este renunciou para se candidatar a Governador do Estado em 2010, já anunciou que seu companheiro de chapa sairá do partido aliado. Da mesma forma, em Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, do PMDB, deve ter como vice, alguém do PT. Só que, em Anápolis isso não é, obrigatoriamente, obrigatório. Mas, antecipando-se, o PMDB local já apresentou uma lista tríplice (vereador Assef Nabem, empresário Air Ganzarolli e líder ruralista José Caixeta), como nomes para Gomide escolher. E, mais, o PMDB assegurou, através de documento que, caso seja preterido na escolha, vai abandonar a coligação, podendo, até, lançar uma candidatura própria.
Consultado a respeito do assunto, o coordenador da campanha do PT, advogado Céser Donizete disse que o encaminhamento do vice vai depender dos partidos aliados. “O PT já tem o pré-candidato a Prefeito. Agora, os aliados têm de encontrar um denominador comum para indicarem o vice”, justificou.

Desdobramentos
Muito longe da justificativa considera simplista das lideranças do PT, não é bem assim que o assunto está sendo tratado por outros partidos. Na reunião do dia 20, pelo menos três dos representantes partidários (PRT, PSC e PCO) hipotecaram total apoio ao atual vice-prefeito, João Gomes. A alegação é de que, fora do PT, qualquer outro nome indicado provocaria uma cisão no grupo. Outra alegação é de que, em 2008, quando ninguém queria assumir o risco de se candidatar ao lado de Antônio Gomide, à época em baixa nas pesquisas, foi João Gomes o único a encarar o desafio. O próprio PSC, através de seu representante maior, deputado estadual Carlos Antônio, já se manifestou nesse sentido. Segundo a posição adotada, o PSC apoia a chapa, desde que ela seja formada por dois petistas. “O vice não precisa ser, necessariamente, João Gomes. Mas, se for outro nome, de outro partido, queremos rediscutir a questão”, disse o deputado. Também, Durante a semana os representantes do PTB (vereador Domingos de Paula) e do PSB (vereador Sírio Miguel Rosa), fizeram pronunciamentos questionando o encaminhamento da questão relativa ao vice de Antônio Gomide. Alegaram que existiriam interferências das lideranças regionais do PT e PMDB articulando, em Goiânia, a indicação de um nome. E, para complicar, ainda mais a situação, na manhã de quinta-feira, 21, o deputado Carlos Antônio (PSC), em entrevista à Rádio São Francisco, disse que o vice já está escolhido e que será, mesmo, João Gomes, que já ocupa este cargo desde janeiro de 2009. Se assim for, teria sido em vão a série de encontros para se debater o assunto, já que, passados três anos e meio, nada mudou.

Autor(a): Nilton Pereira

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