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Próximo Prefeito “herdarᔠcidade com economia em alta e muitos problemas a serem solucionados

Cidade Comentários 06 de julho de 2012

Os indicadores econômicos demonstram que Anápolis continua numa boa fase de prosperidade. Isto, entretanto, não quer dizer que os problemas tenham diminuído. Pelo contrário, os desafios se tornaram maiores


As atenções dos candidatos a Prefeito de Anápolis estarão voltadas, não apenas, para o contingente de 241.853 eleitores aptos ao voto (segundo levantamento do TSE, referente a maio de 2012), mas, sobretudo, em projetos para governar a Cidade, hoje com uma população de 338.544 habitantes (estimativa do IBGE, 2011), o maior parque industrial do interior do Estado e indicadores econômicos que a colocam como referência nos cenários nacional e internacional. O desenvolvimento, entretanto, gera uma série problemas e desafios, que o próximo governante terá de enfrentar. E não são poucos.
Conhecida como a Manchester goiana - numa alusão à cidade inglesa que foi um dos berços da revolução industrial - Anápolis vivencia um ciclo econômico de prosperidade. Alguns indicadores demonstram claramente que a Cidade, sobretudo, na última década, deu saltos importantes rumo ao desenvolvimento. Para se ter uma ideia, em 2002, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) teve uma arrecadação no Município, de R$ 141,8 milhões. Cinco anos depois, esta marca pulou para R$ 266,8 milhões e, no ano passado, fechou em 550,2 milhões, segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda. O destaque, em 2011, ficou por conta do setor de indústria, que arrecadou em ICMS, R$ 293,7 milhões.
Outro aspecto relevante é o da balança comercial. Em 2002, as exportações feitas através de Anápolis não passavam de US$ 621,8 mil. No ano passado, as vendas para fora do País bateram a marca de US$ 254 milhões, a melhor da série histórica, desde que o indicador vem sendo divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDIC). As importações, em 2002, tiveram um volume de US$ 50,2 milhões e, no ano passado, veio a marca recorde de US$ 3,1 bilhões. Tudo isso, em consequência de alguns fatores importantes, como a consolidação da indústria farmacêutica (hoje a segunda maior do País na produção de medicamentos genéricos) e da indústria automotiva.
Em relação ao Produto Interno Bruto, os números de Anápolis também impressionam. No ano de 2002, o PIB (que representa toda a soma de riquezas geradas do Município) era de R$ 2,1 bilhões e o PIB per capita (ou seja, a divisão da riqueza entre a população), de R$ 7,2 mil. Em 2009, último dado consolidado, o PIB anapolino foi de R$ 8,1 bilhões e o per Capita, de R$ 24,1 mil.
E ainda tem mais: o número de empregos formais declarados na RAIS, subiu de 47.268 em 2002, para 82.172 em 2010. O número de consumidores de energia elétrica pulou de 113.041 em 2005, para 140.260 em 2011 e o consumo do produto, de 456.570 megawatts para 751.430 megawatts. As residências com ligações de água passaram de 69.428 em 2002, para 101.409 em 2011 e o atendimento de esgoto, passou de 35.429 ligações em 2002 para 51.000 ligações em 2011. Quanto ao abastecimento de água potável, o serviço atingiu a universalização, ou seja, está disponível em todas as regiões de Anápolis, à exceção de quatro bairros irregulares (áreas de invasões).


A outra face da Cidade
Por trás dos números robustos da economia anapolina, no entanto, estão alguns problemas que o próximo Prefeito terá de enfrentar. Um dos mais urgentes é, sem dúvida, na área de saúde. Embora o Município tenha investido em percentuais superiores ao exigido legalmente (15% da receita), a demanda é crescente e uma agravante - uma situação que se repete em várias localidades do País - é que faltam médicos de especialidades como, por exemplo, pediatras; neurocirurgiões; pneumologistas, dentre outros para assegurar o atendimento na rede.
Outro problema que afeta o cotidiano de milhares de pessoas e que deve estar na ordem do dia do próximo mandatário, é a questão da mobilidade urbana, que envolve a situação do tráfego de veículos, a segurança dos pedestres e o transporte de massas para a população. Todas essas questões estão ligadas, de alguma forma, ao aumento expressivo da frota em circulação. Obviamente que, com mais carros, motos, ônibus e gente circulando, o número de acidentes tem crescido e gerado preocupação. Para se ter uma ideia, Anápolis tem a 46ª. maior frota de veículos emplacados do Brasil (de um total de 5.560 municípios) e, até o final deste ano, a estimativa é de que a Cidade alcance uma frota de cerca de 200 mil veículos em circulação.
Embora não seja um problema que esteja afeto ao Município, mas recai sobre ele a realidade do enfrentamento, é a questão das drogas. Anápolis é uma das rotas para o tráfico de entorpecentes. Fora a droga pesada (cocaína, LSD, dentre outras) que passa pela Cidade, onde parte é deixada para alimentar o tráfico e o consumo, há o problema do crack que tem se infiltrado nos mais diferentes segmentos sociais, fazendo vítimas principalmente os jovens. Segundo as polícias (Civil e Militar), quase que a totalidade dos delitos envolvendo furtos, roubos, latrocínios e homicídios, está relacionada às drogas.

Projetos
Outro desafio para o próximo Prefeito será fazer com que alguns projetos estratégicos para garantir a continuidade do processo de crescimento, possam sair do papel. É o caso do Aeroporto de Cargas e da Plataforma Logística, a Ferrovia Norte-Sul e a ampliação do Distrito Agroindustrial. Neste último caso, a preocupação maior é que a criação de um novo espaço para abrigar indústrias é um processo demorado que exige desapropriação e legalização de terras e implantação de infraestrutura (arruamento, sistemas de abastecimento e tratamento de água e esgoto, abastecimento de energia elétrica, dentre outros). Hoje, o DAIA conta com poucas áreas e uma fila de pelo menos 30 empresas aguardando por um local para instalarem as suas plantas.

Autor(a): Claudius Brito

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