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Protestos vão ganhar as ruas e praças de Anápolis novamente

Cidade Comentários 15 de maro de 2015

Protesto divide deve levar milhares de pessoas às ruas. Em Anápolis, ato provocou reações na Câmara Municipal com parlamentares do PT


O Movimento Brasil Livre - Goiás promove neste domingo, 15, passeatas em Goiânia, Anápolis e outras cidades. O objetivo é chamar a atenção da população sobre a corrupção, a inflação e, ainda, pedir o impeachment da Presidente Dilma Rousseff (PT). Em Anápolis, o ato terá concentração na Praça Dom Emanuel, a partir das 14 horas.
Na quinta-feira, 12, por iniciativa do juiz Algomiro Carvalho Neto, aconteceu no Fórum da Cidade, uma reunião com os comandos regionais da Polícia Civil, da Polícia Militar Corpo de Bombeiros e representantes da Polícia Rodoviária Federal e da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte, para se discutirem as estratégias de atuação das forças de segurança com vistas a garantir a integridade de todos os que irão participar da manifestação e para garantir que não haja nenhuma depredação de patrimônios públicos ou privados, assim como confrontos com grupos que não concordam com o movimento.
Milhares de anapolinos são esperados para participarem do ato. Os organizadores e simpatizantes do movimento estão utilizando as redes sociais para convidarem a população para a passeata.
De acordo com um dos organizadores do protesto, o médico Sílvio Fernandes, “o movimento visa estimular a população a entender que todos somos agentes transformadores da realidade. Com isso, pretendemos despertar sobre a importância da ética na política e convocar as pessoas a exigirem dos governantes maior responsabilidade com a coisa pública". Para Murilo Rezende, também integrante do movimento, “este é o momento de demonstrar a indignação com o estelionato eleitoral feito pela Dilma Rousseff e pelo PT”.
O movimento afirma que tem apoio também de outras organizações e grupos, tais como os Caras Pintadas, Vem Pra Rua Nacional e o Brasil Contra a Corrupção e a Impunidade. Também, está sendo organizado um ato para a comunidade de brasileiros em Boston, nos EUA, a ser realizado em frente à Embaixada do Brasil.
Na página do Face book do MBL-Goiás, os organizadores deixaram um “aviso aos oportunistas”, destacando que os microfones, durante a manifestação, não serão abertos à participação “de qualquer político, de qualquer partido ou ex-candidato. Não seremos trampolim de ninguém”. Ao contrário das manifestações que ocorreram no País entre 2013 e 2014, a participação de agremiações partidárias foi deixada de lado, com raras aparições de bandeiras. Os organizadores, também, fazem questão de enfatizar que o movimento será pacífico e que “não haverá presença de black blocs e baderneiros”.

Petistas rotulam movimento de “golpe branco”
As manifestações marcadas para este domingo em Anápolis, e em várias partes do País, tiveram ampla repercussão na Câmara Municipal, durante a semana, sobretudo, por parte da bancada do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, que considera o ato como um “terceiro turno eleitoral” e o rotulam como um “golpe branco”.
O vereador Alfredo Landim afirmou que o movimento, em Anápolis, “irá dar com os burros n’água”. Segundo ele, se insistirem com a tese do impeachment, “o povo é que vai pagar”. O parlamentar petista ponderou que, no Município, não se anda mais de mil metros sem se encontrar uma obra que não tenha recursos do Governo Federal.
Para a vereadora Geli Sanches, que foi eleita, recentemente, para a presidência do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, trata-se de uma “manifestação orquestrada pela oposição”. Conforme disse, a troca de pessoas no poder não vai trazer mudanças para o País. É trocar seis por meia dúzia. “Nós precisamos é unir as forças que emanam das redes sociais e do povo, para encontrar soluções para os problemas”, pontuou, acrescentando que o movimento traz para o cenário político nacional, um “terceiro turno da eleição presidencial”.
Para o Vereador Mauro Severiano, do Solidariedade - partido que é ligado à base da Presidente Dilma Rousseff - o movimento é um “golpe de estado branco” e que, conforme observou, teria por trás, um partido da própria base do Governo (sem citar nominalmente o partido). O vereador Eli Rosa, que é do PMDB, emendou que o seu partido não teria “nenhum interesse em fazer golpe, porque já participa do Governo”.
Por outro lado, a vereadora Mirian Garcia (PSDB) rechaçou a tese de que o movimento seja “orquestrado pela oposição”. Ela enfatizou que os panelaços e outros atos que ocorreram pelo País afora, no domingo, dia 08, logo após o pronunciamento em rede nacional da Presidente Dilma Rousseff, foram espontâneos da população. E, afirmou, ainda, que irá participar da manifestação de domingo, como cidadã, e diz que a orientação do Partido tem sido buscar a oposição com “razão e respeito”.
O vereador Jerry Cabeleireiro (PSC) declarou que é favorável à manifestação que vai acontecer neste domingo, porque os brasileiros, hoje, pagam o preço mais alto dos combustíveis do mundo e também são submetidos a uma alta carga de impostos. Porém, ele se posicionou contra o impeachment da Presidente Dilma Rousseff. “Isso traria um atraso de 50 anos para o nosso País”, ponderou. Para o vereador Wederson Lopes, também do PSC, a “raiz do problema está no Congresso Nacional”. Na sua avaliação, caso não haja uma mudança no Congresso, “o Brasil não vai sair dessa situação em que se encontra”.
O vereador Amilton Filho (SD) salientou que a manifestação é legítima e importante e condenou. Ao contrário, alguns posicionamentos que têm surgido nas redes sociais, pedindo a volta dos militares ao poder. Segundo ele, qualquer tipo de ditadura é condenável e que o melhor regime é a democracia, que deve ser aperfeiçoada e fortalecida.

Autor(a): Claudius Brito

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