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Proposta para ampliar o serviço de reciclagem no Município

Cidade Comentários 21 de maro de 2014

O aproveitamento racional de resíduos sólidos é a aposta do Ministério Público e vários parceiros


O projeto “Resíduos Sólidos”, iniciativa do Ministério Público em Goiás e que já funciona em Goiânia, foi apresentado a empresários e lideranças comunitárias de Anápolis na quarta-feira, 19, em encontro coordenado pela Promotora de Justiça Sandra Mara Garbelini, titular da 15ª Promotoria da Comarca de Anápolis, no auditório da Delegacia Fiscal. O objetivo foi mostrar os avanços já alcançados; expor as atuais necessidades e agregar mais parceiros para que a coleta seletiva solidária seja efetivamente encampada pela população local. Para o grupo de trabalho que trata o tema há mais de um ano na Cidade, os resultados foram altamente satisfatórios. Um grande shopping, por exemplo, de imediato, colocou à disposição da Coopersólidos (cooperativa de recicladores) todo o material reciclável gerado pelas quase 200 lojas ali instaladas, acordo que será formalizado entre as partes nos próximos dias. A representante da Companhia Hering afirmou que aquela empresa pretende, também, ser uma colaboradora permanente para a expansão da cooperativa.ACâmara de Dirigentes Lojistas doou um micro-ondas para a cozinha dos trabalhadores. A Ambev e a montadora CAOA Hyundai, também,se comprometeram a verificar uma melhor forma de colaboração. Serão feitos, ainda, contatos com o Banco do Brasil sobre as linhas de créditos existentes para investimento futuro na área.

Situação atual
A cooperativa de Anápolis, atualmente, conta com cerca de 30 associados e foi impulsionada com o início do projeto do MP em junho de 2013, em parceria com o projeto Catasol da UFG e a própria Administração municipal, a partir de audiência pública realizada na Câmara Municipal de Anápolis em abril daquele ano. Na ocasião, foi formado, também, um grupo de trabalho que reuniu representações do MP, UFG, Executivo e Legislativo municipais, catadores de materiais recicláveis e Executivo Estadual, dentre outros colaboradores, quando foi possível reunir os catadores interessados em reativar a proposta já existente de uma cooperativa, organizando-os para o trabalho. Está em curso a sua regulamentação formal junto aos órgãos competentes. De lá para cá, a área onde existia um pequeno galpão para triagem ganhou fôlego ao receber uma nova estrutura, fruto de parceria entre governos Federal, Estadual e Municipal para o trabalho dos cooperados.
Existe, ainda, uma preocupação com quase uma centena de pessoas que coletam, diretamente, o lixo do Aterro Sanitário que, aliás, atualmente atende à maioria das normas ambientais e que, inevitavelmente, deverá resultar na retirada desses catadores daquele local, em cumprimento à Lei n° 12.305/2010, que exige o encerramento dos lixões ate agosto de 2014. Foi possível, por meio de mediação, retirar crianças do local, inserir famílias em programas sociais, fazer o cadastramento de todos, sempre com o anseio para que trabalhem juntos à cooperativa.

Coleta
O trabalho de coleta seletiva já alcança 48 bairros da Cidade. Mas a chegada dos novos cooperados exige que os lucros alcançados possam garantir o sustento a todos. Hoje, os participantes da cooperativa conseguem obter uma renda em torno de R$ 700,00. Segundo os expositores da audiência pública, para conseguir a adesão daqueles que coletam diretamente os resíduos é preciso que eles consigam manter e aumentar o a receita habitual, e que consigam fazê-lo com a devida dignidade, desfrutando de qualidade para a realização de um trabalho que não os exponha à insalubridade. Isto inclui a aquisição de equipamentos mecânicos; de proteção individual; recursos materiais para a montagem de um escritório; capacitação para gestão de negócios; ampliação e integração dos galpões existentes; realização de campanhas de educação ambiental e a adesão de comerciantes na doação de seus materiais descartáveis, mas recicláveis.
A Câmara de Dirigentes Lojistas, com cerca de 1.500 associados, e a Associação Comercial e Industrial de Anápolis, com um quadro de quase 1.600 inscritos, se prontificaram em replicar, via e-mail, as necessidades apresentadas pelo Ministério Público e terão até 04 de abril para o envio de suas propostas de doações e sugestões.Naquela data, o grupo de trabalho se reunirá para avaliar os resultados da estratégia. Antes disso, entretanto, a promotora de Justiça Sandra Mara Garbelini adianta que será feita uma visita ao aterro sanitário, junto com a equipe da prefeitura, e do MP para sensibilizar os catadores para as novas perspectivas.O projeto do Ministério Público de Resíduos Sólidos é coordenado pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, com apoio técnico da Coordenadoria de Apoio à Atuação Extrajudicial, a partir da adesão da 15ª Promotoria de Justiça de Anápolis, que tem como titular a promotora Sandra Garbelini.

Autor(a): Nilton Pereira

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