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Promotor pede suspensão da função pública de envolvidos

Política Comentários 09 de novembro de 2012

Medida proposta quer impedir agentes e servidores públicos de exercerem as suas funções. Empresários envolvidos poderão ser impedidos de deixar o País


O promotor de Justiça Publius Lentulus Alves da Rocha requereu medida cautelar de suspensão do exercício da função pública, proibição de acesso aos órgãos públicos e de ausência da comarca e do País, a ser imposta contra seis envolvidos na operação La Plata, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás no dia 7 de agosto último, na cidade de Anápolis. A medida foi requerida no dia 22 de outubro, na 1ª Vara Criminal da Comarca, e aguarda apreciação.
O pedido encaminhado ao Judiciário, deverá ser aplicado aos réus Amilton Batista de Farias (presidente da Câmara Municipal de Anápolis), Wesley Clayton da Silva (vice-presidente da Câmara), e os servidores estaduais e municipais Josemar Melo, Mauro Rocha Carneiro, Nasson Laureano da Costa e Sérgio Luís de Araújo Ramos.
Segundo observa o promotor, é imperiosa a aplicação de medida cautelar que garanta a suspensão do exercício da função pública dos réus. “É de se anotar que a gravidade dos atos praticados pelos acusados é incontestável, não só pelo dano causado à administração pública, como, sobretudo, pela concreta demonstração da desonestidade dos investigados”, destacou o promotor.
Em relação aos réus que não ocupam cargos ou funções públicas, Publius Lentulus requereu que eles sejam proibidos de ter acesso a prédios públicos, bem como lhes seja vedada a saída da comarca e do País. São eles: Aylton Moreira Alves, Andréia Juliana Gonçalves Fernandes Silva, Charles Landim Aguiar de Souza, Jairo Moreira Alves, Márcio de Souza Lima, Paulo Sérgio Alves, Rafael Fonseca Rocha e Rosângela Bento Xavier.

A operação
A Operação La Plata foi resultado de uma investigação que apurou a existência de uma organização criminosa atuando em Anápolis, voltada para a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e diversos crimes ambientais cometidos por funcionários do Executivo municipal, integrantes do Poder Legislativo municipal e empresários do ramo imobiliário. (Cristina Rosa / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Autor(a): Da Redação

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