(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Projetos inovadores ganham apoio da UEG para conquistar mercado

Geral Comentários 16 de abril de 2014

Programa de Incubadoras oferece a novos empreendedores consultoria e infraestrutura para desenvolverem seus produtos. Inscrições para novo edital estão abertas até o dia 22 de abril


Pode ser um pequeno projeto em desenvolvimento de uma empresa, ou um rascunho individual, que o Programa de Incubadoras (PROIN) da Universidade Estadual de Goiás ajuda solidificar. São várias as etapas até que o produto seja lançado no mercado. Os “incubados” encontram todo o apoio no Programa como infraestrutura básica e consultorias de suportes operacionais, administrativos, estratégicos, tecnológicos e de marketing.
São muitos os benefícios para um negócio que nasce a partir da incubação. Mas primeiro, é necessário entender que precisa ser algo inovador. O Projeto inscrito pode estar nas áreas de biotecnologia; tecnologia da informação, comunicação e engenharia e arquitetura.
Existem duas fases. A primeira é a pré-incubação, onde são inseridos projetos de pessoas que estão iniciando do zero e que não sabem como desenvolvê-los. A segunda é para empresas que já têm seus projetos em desenvolvimento e buscam apoio técnico e operacional. Nesta fase, o PROIN ajuda a captar recursos, como também, divulgar o produto em feiras de negócios de todo o País. Para se validarem, podem levar até três anos dentro do Projeto.
A incubação exige trabalho duro. Uma vez dentro, os projetos passam a ser avaliados, o tempo todo, por uma equipe de profissionais do PROIN. Eles recebem “diagnósticos” do perfil de empreendedorismo, gestão e finanças. Mensalmente são aplicadas provas que exigem metas dos incubados para que possam passar para as próxima fases, até que estejam prontos para entrarem no mercado.
De acordo com o coordenador geral do PROIN, Bruno Alencar, a maior vantagem em abrir um negócio pela incubadora é a ausência de impostos na fase inicial da empresa e, também, grande apoio de consultorias que os projetos têm acesso no Programa. “Temos como oferecer aqui todo o suporte necessário para que um projeto de um produto se desenvolva, de forma científica e tecnológica, com todo o apoio necessário para sua viabilização”, explicou.
Ao interessado em participar do PROIN é necessário passar por um processo seletivo, que acontece uma vez ao ano. Para 2014, as inscrições já estão abertas e vão até o dia 22 de abril. Os candidatos devem entrar no site da UEG e seguirem as instruções. Até oito novos projetos serão escolhidos e incubados neste edital.
Incubados
Atualmente, existem oito projetos em desenvolvimento no PROIN da UEG em Anápolis. Destes, seis são empreendimentos já incubados e dois estão na pré-incubação. Alguns já começaram a fazer testes no mercado e são destaques em feiras de empreendimentos.
Os sócios Fabiano Ramos e Pedro Ivo já faziam parte da empresa deles quando resolveram participar da seleção no PROIN. Eles desenvolveram um software para empresas que precisam uma ferramenta de comunicação interna e que, ao mesmo tempo, dê suporte de armazenamento de dados de todos os seus clientes. Apesar do empreendimento pronto, eles precisam de apoio para lançá-lo no mercado e ganhar visibilidade.
A parceria com a UEG tem dado resultados. O software foi destaque em uma Feira de Empreendimentos no Rio de Janeiro e foi contemplada, recentemente, com um benefício de cerca de R$ 300 mil, do Governo Federal, para investir no produto. “Com o apoio da equipe do PROIN nós elaboramos um projeto que, concorrendo com todo o País, foi escolhido em um edital do Governo Federal e contemplado, A verba vai ajudar a lançar nosso produto”, contaram.
Outro incubado do PROIN que também foi contemplado com uma verba federal, do mesmo edital, foi o francês, Thierry Conroi. Ele recebeu mais de R$ 400 mil para serem investidos na sua empresa incubada, que está desenvolvendo produtos de suplementação alimentar, a partir de uma microalga, conhecida como spirulina, rica em nutrientes.
Segundo Conroi, que se mudou para o Brasil exclusivamente para investir nas microalgas, o apoio encontrado no Projeto de Incubação da UEG tem sido determinante para sua empresa. Apesar da técnica de cultivar a alga, faltavam, ao empreendedor, noções de marketing e apoio financeiro. “Daqui a dois anos, quero lançar um cereal matinal feito a partir da alga. É um suplemento voltado, principalmente, para atletas. Mas, também, já estamos pesquisando e desenvolvendo cosméticos com princípio ativo da spirulina como shampoo; máscaras; sabonetes, dentre outras coisas”, revelou.
Também inovador, ainda pré-incubado, um projeto que extrai da casca da jabuticaba um corante natural para fazer cosméticos. Uma das farmacêuticas envolvidas, Iriamar Costa Fernandes explica que, inicialmente, o grupo explora, com o apoio do PROIN, o corante encontrado na referida fruta. Mas, a ideia é desenvolver uma linha de cosméticos com matéria prima encontrada no cerrado. “Se fôssemos executar nossos planos fora da incubadora, seria muito difícil. Quando se cria um produto, a parte técnica de sua criação corresponde a 30%. O restante é marketing e visão de empreendimento que é o que encontramos na assessoria oferecida pela incubadora”, disse.
Na área da engenharia, um grupo está desenvolvendo um software que pode significar economia de custo e tempo para as construtoras. O produto tem o objetivo de realizar cálculos e prevenir erros que acontecem nos canteiros de obra. De acordo com um dos sócios da empresa incubada, o engenheiro civil, Vinicius de Oliveira, o software conta com o apoio do PROIN e de uma multinacional para se solidificar no mercado. “Acreditamos que em três anos já teremos uma resposta melhor. Os profissionais da área ainda estão receosos e atrelados a ferramentas convencionais na nossa região”, explicou.

Autor(a): Wanessa Mereb

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

Capitão Waldyr pode ser nome da Plataforma

13/07/2017

Decano da indústria, com uma folha de mais de 60 anos prestados aos classismo e, em especial, à Federação das Indústrias...

Prevista redução de construtores com novas exigências do MC

13/07/2017

A exigência do Ministério das Cidades para que todos os pequenos e médios construtores tenham o Cadastro Nacional da Pesso...

Anápolis presente no Conselho Nacional de Juventude

06/07/2017

A assessora de juventude da Secretaria Municipal de Cultura, Larissa Pereira, foi eleita para ocupar uma das três cadeiras d...

Ubiratan Lopes é empossado na presidência da FACIEG

29/06/2017

O empresário anapolino Ubiratan da Silva Lopes foi empossado na presidência da Federação das Associações Comerciais, In...