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Projeto tem o apoio do Exército, da Marinha e da Aeronáutica

Segurança Comentários 08 de dezembro de 2017

Manifestação ocorreu durante audiência pública realizada no último dia 4, na sala de reuniões da ACIA


A audiência pública realizada no último dia 4 na sede da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, para debater a instalação do Polo da Base Industrial de Defesa de Anápolis, deu um passo importante para acelerar e, também, para viabilizar a execução desse projeto. A avaliação é do presidente da ACIA, Anastácios Apostolos Dagios, justificando que as presenças e o apoio formal de representantes do alto comando do Exército, Marinha e Aeronáutica foi uma inequívoca demonstração de força e de união para a continuidade das ações de preparação para que Anápolis reúna as condições favoráveis para sediar o referido polo.
Proposta pelo deputado Carlos Antônio, que, também, é integrante do Comitê Executivo do Projeto do Pólo de Defesa, a audiência pública foi promovida pela Assembléia Legislativa, sob a coordenação do parlamentar anapolino. O evento reuniu dezenas de empresários, autoridades políticas e militares e de outros segmentos organizados da sociedade, que puderam conhecer, com mais detalhes, os principais objetivos do projeto.
“Por ser um assunto muito técnico e pela falta de conhecimento mais detalhado de seus objetivos, o projeto acabou gerando distorções”, disse o presidente da ACIA, acreditando que, durante o debate, ficou afastada a impressão causada em pequenos segmentos sociais, segundo a qual, este polo visava a instalação de indústrias de armamentos na Cidade. Para ele, com o debate, essa dúvida foi superada “porque o objetivo da instalação é atrair investimentos, indústrias com tecnologia de ponta e promover um salto qualitativo no parque industrial de Anápolis, com o oferecimento de empregos de alta qualificação e de rendimentos elevados”.

CENTRO DE COMPRAS
Anastácios Dagios acredita que o polo terá condições de atrair várias indústrias do setor de defesa por causa das vantagens que Goiás e, particularmente, Anápolis, oferecem, dentre elas sua localização estratégica, crescimento acima da média nacional e ser a sede do maior pólo industrial do Centro-Oeste. “Somam-se a isso, os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo Estadual, o Porto Seco, a Plataforma Logística e toda a infraestrutura que a Cidade oferece aos investidores”, disse. Ele citou, também, como reforço nestes requisitos, o apoio dos governos do Estado e do Município ao projeto.
“Além da instalação do Pólo de Defesa, estamos trabalhando para que Anápolis se transforme em um centro de compras do Ministério da Defesa”, acrescentou, revelando que o governador Marconi Perillo já encaminhou a Assembléia Legislativa uma proposta de redução de ICMS para 4,5% sobre produtos e insumos adquiridos pelo Ministério da Defesa, segundo ele um gasto anual estimado em R$ 7 bilhões. Para Anastácios, essa redução é um diferencial tão significativo que já despertou o interesse do Ministério da Defesa para que a aquisição de variados produtos que consome sejam adquiridos no futuro centro de compras de Anápolis. A sede da ACIA já foi colocada à disposição do Ministério para o início dos procedimentos de compras.
O próximo passo do projeto será a realização de um seminário nos dias 6 e 7 de março, reunindo empresários de todo o País ligados ao setor que oferece produtos e insumos ao Ministério da Defesa, “quando estaremos ‘vendendo’ a este segmento, as vantagens de suas empresas migrarem para Anápolis”. Antes, porém, convidada pelas embaixadas da Suécia e da Argentina, a entidade vai mostrar o projeto de instalação do Polo da Base Industrial de Defesa aos empresários destes dois países ainda este mês. No próximo dia 18, o projeto será debatido também na Federação das Indústrias do Estado de Goiás.

Representantes das Forças Armadas consideram real a viabilidade do projeto.
Durante a audiência, o coronel do Exército Luiz Felipe, representando o ministro da Defesa Raul Jungmann, o capitão de fragata Comandante Guerra, o Coronel Cecato, ex-comandante da Base Aérea, o secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita e o presidente da ADESG - Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - coronel Vila Nova e também o, então, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agricultura, Vander Lúcio Barbosa, declararam apoio formal ao projeto dos respectivos órgãos que representam, assegurando que eles próprios e os governos da União, do Estado e do Município consideram real a sua viabilidade.
Antes, porém, foi feita uma rápida apresentação do projeto pelo deputado Carlos Antônio e pelo advogado Sóstenes Arruda. De uma maneira geral, todas as autoridades que falaram na audiência pública reconheceram a complexidade do projeto, assinalando que ele e as pessoas que estão à sua frente, precisam do suporte das três esferas de governo, sem a influência política e ideológica por causa de sua característica puramente técnica.
Os três representantes das Forças Armadas reconheceram que Anápolis conta com uma infraestrutura pronta para que o projeto seja implantado no Município, afirmaram que o roteiro estabelecido pelos seus idealizadores está correto e que esperam que esta oportunidade não seja perdida. Destacaram, no entanto, que os produtos usados na defesa dependem de alta tecnologia, mas que a Cidade tem condições de receber indústrias do setor, que geram produtos de alta capacidade técnica e tecnológica, proporcionando desenvolvimento, empregos e avanços para a sociedade.
Para a instalação do Centro de Compras, os militares consideram imprescindível a ratificação da proposta de redução do ICMS. “Essa ratificação será um avanço”, disse o coronel do Exército Luiz Felipe, afirmando que ela trará resultados imediatos, possibilitando a compra, pelo Ministério da Defesa, dos mais simples aos mais complexos itens. “É muito possível instalar um centro de compras em Anápolis”, disse o coronel, ponderando que para se obter perenidade nesse projeto é necessário juntar a academia, a indústria e o Estado. Para ele, só assim será possível transformar Anápolis em um grande e forte polo industrial de defesa e transformar a Cidade em modelo com um projeto dessa dimensão.

Autor(a): Ferreira Cunha

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