(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Projeto Social gratuito precisa de mais apoio

Saúde Comentários 22 de fevereiro de 2014

O tratamento, feito com cavalos, é famoso por promover resultados que nenhum aparelho é capaz. O Sindicato Rural de Anápolis que oferece o serviço gratuitamente, mas com vagas limitadas, busca ajuda para ampliar o atendimento para mais pessoas


Com mais de 200 alunos na fila de espera para o Programa de Equoterapia “Carolina Ribeiro” é difícil fazer uma seleção já que, hoje, o Sindicato Rural de Anápolis consegue custear o benefício para, apenas, 20 pessoas. O tratamento, que é oferecido gratuitamente para crianças e adultos com necessidades especiais, enfrenta dificuldades para encontrar parcerias e patrocínios que seriam essenciais com vistas a beneficiar quem aguarda por uma vaga.
A Equoterapia faz a diferença na vida das pessoas que a praticam. O processo é simples e divertido. Com um cavalo e uma equipe de profissionais da saúde, vários exercícios funcionais são desenvolvidos. O animal, ao realizar movimentos tridimensionais (para cima, para baixo, para os lados e para frente e para trás) ajuda o paciente a desenvolver estímulos motores, melhora a postura e equilíbrio, além de promover mais socialização.
De acordo com a coordenadora do Programa de Equoterapia “Carolina Ribeiro”, Nerci Ribeiro, os praticantes têm necessidades especiais e são portadores de síndrome de down; paralisia cerebral; autismo, e paralisia em decorrência de acidente de trânsito. Mas, atualmente, existem apenas 20 pessoas inseridas no projeto e uma fila de espera com mais de 200 pessoas. Para ampliar, ela está em busca de patrocínios, parcerias e voluntários.
“É um projeto caro. Tem as despesas dos animais como remédios e ração. E, também, faltam profissionais: veterinário; psicólogo; pedagogo; fonoaudiólogo, equitador e fisioterapeuta. A Prefeitura de Ouro Verde disponibilizou dois fisioterapeutas e temos alguns voluntários, mas ainda não é suficiente”.
A manutenção mensal do Programa de Equoterapia tem um orçamento médio de R$15 mil mensais, apenas para os 20 alunos. Para garantir que o projeto não corra risco de fechar, as famílias, também, ajudam, fazendo artesanato para vender e contribuindo como podem. Mas, a maioria não tem condições financeiras.
“Na hora de selecionar os alunos é muito complicado. Gera frustrações por querer ajudar e não ter como. Alguns precisam, muito, estar no programa e têm encaminhamento médico que mostra esta necessidade, mas sem alguns profissionais, como o pedagogo, não temos nem como cogitar de colocá-los. Esperamos comover profissionais, empresários e todas as pessoas que possam contribuir com o que puderem”, diz ela.

Bons resultados
Nascida com má formação cerebral, Laura Fernandes de Lima, seis anos, participa do Programa de Equoterapia “Carolina Ribeiro”. Ela demonstra ter encanto e total sintonia com o cavalo ‘Chocolate’. Além disso, a reciprocidade de carinho da menina e os profissionais se exibem durante as sessões.
De acordo com sua mãe, Edma F. S. de Lima, o desenvolvimento da filha melhorou muito depois que ela começou a fazer parte do Programa. “Vejo melhorias na fala, no entendimento e, até, no comportamento. A Laura acalmou, ela era muito agressiva e até me batia às vezes. Hoje, ela está muito mais tranquila”.
Quem também é apaixonada pelo ‘Chocolate’ é a Kamile Vitória, de nove anos. Ela nasceu com má formação no cérebro e não se locomove sozinha. Ela gosta muito de animais, e a oportunidade de conviver com um cavalo é muito estimulante. Além disso, Kamile, também, é muito querida pela equipe.
Sua avó, Josefa Claudina Ramos, vê melhorias no seu desempenho e socialização. “É muito bom vê-la participando do Projeto. Hoje ela tem mais equilíbrio no corpo”, assegura.

Autor(a): Wanessa Mereb

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Cirurgias pediátricas tem fila de espera reduzida

18/08/2017

Já medicado, o garoto J.B.N., 4, demonstrava tranquilidade, ao entrar no centro cirúrgico do Hospital Evangélico, para rea...

Goiás ocupa a terceira posição no ranking nacional em transplante de córneas

18/08/2017

Em Goiás, são realizados transplantes de córneas, rins, coração e medula óssea, sendo que o de córneas é o mais comum...

Franquia Oral Sin se instala em Anápolis

10/08/2017

Acaba de chegar em Anápolis a primeira franquia Oral Sin Implantes. O empresário e odontólogo Leonardo Lara recebe convida...

Município deve receber mais recursos para medicamentos

03/08/2017

Definido no último dia 31 de março, o fechamento das unidades próprias do programa Farmácia Popular deve otimizar a utili...