(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Projeto leva conhecimento e cidadania a mulheres do Copacabana

Geral Comentários 19 de abril de 2013

O curso, na área de construção civil, um segmento até então dominado pelos homens, tem aulas práticas até nas residências das alunas


Desde julho do ano passado, o Campus do Instituto Federal de Goiás (IFG) em Anápolis, deu início ao Mulheres Mil, um projeto do Governo Federal criado há cinco anos, inserido no plano Brasil sem Miséria, que integra um conjunto de ações que consolidam as políticas públicas de inclusão educacional, social e produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O projeto possibilita que mulheres de comunidades com baixo índice de desenvolvimento humano, sem o pleno acesso aos serviços públicos básicos, tenham acesso à formação educacional, profissional e tecnológica, permitindo elevação de escolaridade, emancipação e acesso ao mundo do trabalho por meio do estímulo ao empreendedorismo.
O curso foi dividido em dois módulos: no primeiro, foram desenvolvidos assuntos considerados fundamentais como direito e saúde da mulher, inclusão digital, entre outros; já o segundo módulo é voltado para as práticas profissionalizantes. É justamente na etapa final do segundo módulo, que as mais de 50 mulheres beneficiadas com o projeto Mulheres Mil, em Anápolis, estão vivenciando uma nova realidade, ou seja, a possibilidade de acesso ao conhecimento, à cidadania e a oportunidades de emprego e renda, num universo que até então era dominado apenas pelos homens, em atividades ligadas à construção civil.
“Optamos por dar prioridade às mulheres que moram no residencial Copacabana, que se enquadra do perfil socioeconômico e é bem próximo da nossa instituição, mas mulheres de outros setores também puderam se inscrever”, explica o gestor do projeto, André Valente de Barros Barreto. O período de inscrições e seleção aconteceu de julho a outubro do ano passado, quando as aulas tiveram início, a previsão é de que a primeira turma conclua o curso até o início do próximo mês.
A equipe do projeto, também composta por alunos e ex-alunos do curso de Edificações do IFG que monitora essas aulas, se diz muito satisfeita quanto ao trabalho desenvolvido até então. “Estamos muito satisfeitos com o interesse delas que têm tido um grande aproveitamento de todo o curso, ainda mais por não ser um trabalho tradicionalmente feminino, mas que está se ampliando no mercado de trabalho”, comemora André, que confessa o receio das alunas no início do curso, “No começo, elas vieram receosas já trazendo a bagagem de outros programas de assistência social e, aos poucos, foram conhecendo a forma de ensino do instituto e se adaptando, se sentindo inseridas, o que contribui consideravelmente para um melhor aproveitamento do curso”.
A etapa prática do curso como assentamento de piso e cerâmica, tem acontecido em cômodos das casas de dez alunas, selecionadas pela coordenação e pelos professores do programa, gerando benefícios palpáveis para elas. “Infelizmente, muitas alunas não têm condição de trazer certas benfeitorias para suas casas e nesse sentido, saber criar oportunidades para a melhoria de suas moradias é algo muito importante e aqui temos essa oportunidade”, ressalta André.
Priscilla do Prado Curado viu no projeto Mulheres Mil a oportunidade de se desenvolver e se realizar tanto profissionalmente como quanto mulher. “O curso tem sido a minha possibilidade de ter um maior conhecimento e poder melhorar a minha situação financeira”, relata a aluna que pretende, a partir da profissionalização adquirida, dar uma melhor condição de vida aos seus filhos.
De acordo com o gestor do projeto, outros benefícios, além da profissionalização dessas mulheres, são perceptíveis. “O nosso foco principal não é necessariamente o curso e a empregabilidade que ele venha a gerar, mas é o de recuperar a auto-estima de muitas dessas mulheres que, há muito, em vários casos, pararam de estudar ou trabalhar e se sentiam de alguma forma à margem da sociedade, o que repercute em toda a família delas”, explica. Algumas das participantes do projeto, ao conhecerem melhor as instalações e o método educacional do instituto, buscaram ali se qualificar ainda mais. “Temos alunas do projeto Mulheres Mil que prestaram vestibulares e começaram a estudar licenciatura, dando continuidade a escolaridade delas, a partir do conhecimento que obtiveram em relação à unidade de ensino”, conta.
O projeto que acontece em 200 horas aula tem dado tão certo que André prevê o início e a conclusão de uma segunda turma ainda durante o ano de 2013. “Vamos formar uma turma por ano que contará com a participação de cerca de 50 mulheres, de todas as idades a partir dos dezoito anos”, conclui.

Autor(a): Carol Evangelista

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

Força-tarefa para agilizar fila de processos parados

18/05/2017

Imagine que você tenha terreno e recursos para iniciar uma obra, mas esteja impedido de dar prosseguimento por conta da falt...

Força-tarefa para agilizar fila de processos parados

18/05/2017

Imagine que você tenha terreno e recursos para iniciar uma obra, mas esteja impedido de dar prosseguimento por conta da falt...

Convênios públicos têm nova regulamentação

11/05/2017

A Câmara Municipal realizou audiência pública nesta quinta-feira,11, em conjunto com a Prefeitura de Anápolis, para trata...

Corpo encontrado em lago é de empresário anapolino

04/05/2017

Na noite desta quinta-feira, 04, informação colhida pelo Jornal “A Voz de Anápolis”, junto a um irmão de Edmar Almeid...