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Projeto Escolas pelo Mundo está em exposição aberta ao público

Geral Comentários 19 de julho de 2018

Mostra exibe a realidade das escolas públicas em nove países da América do Sul, visitadas por artista goiano


Depois de quase dois anos de viagens por capitais de países da América do Sul, visitando escolas públicas, o artista Cristiano Cunha Pereira vai apresentar em Anápolis o resultado do projeto As Escolas pelo Mundo, um trabalho patrocinado pela Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte, através do Fundo Estadual de Arte e Cultura, desenvolvido desde o início de 2017.
Trata-se da edição América do Sul do projeto Escolas pelo Mundo, a ser mostrada em duas exposições (a primeira em Anápolis e a outra em Goiânia) onde o expositor procura materializar o universo das escolas no processo artístico. Cristiano Cunha explica que o objetivo do projeto é fazer arte como ferramenta para chamar a atenção das pessoas sobre a influência da realidade da educação e de seus espaços físicos no processo de aprendizagem. Ele trabalha há dez anos nesta área, tendo atuado por nove anos como coordenador do projeto SESC Educação Ambiental.
Já atuou, também, como coordenador do projeto Boca de Lixo, realizado em escolas públicas de Anápolis, com oficinas de circo, teatro e música e, ainda, como consultor de meio ambiente dos ministérios da Cultura e do Meio Ambiente. O projeto de Cristiano Cunha foi premiado em 2016, quando passou a contar com o patrocínio do Fundo Estadual de Arte e Cultura do Estado.
O artista conta que, nesta edição, o projeto cruzou a América do Sul em busca de registros visuais e sonoros de escolas públicas nas capitais mais importantes de nove países do continente e que após completar o roteiro de viagens, o material recolhido será apresentado nas duas exposições. A exibição será no formato de interação, entre exposição de fotos e desenhos com instalações físicas e sonoras. Explica que por ser uma exposição de cunho artístico, a proposta é retratar espaços físicos e ideológicos de instituições de ensino.

Olhares distintos
“Vamos apresentar detalhes do material coletado na vivência da equipe do projeto em escolas das zonas periféricas e centrais das capitais do Brasil; Uruguai; Argentina; Chile; Paraguai; Bolívia; Peru, Equador e Colômbia”, disse o artista revelando que o seu lançamento inicial será no Museu de Artes Plásticas de Anápolis, onde os trabalhos ficarão expostos entre os dias 11 e 17 de agosto e, depois, na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, onde fica até o final de outubro.
Cristiano Cunha disse que serão apresentados olhares distintos de espaços físicos e ideológicos de escolas públicas que possibilitam ao espectador informações que proporcionam o resgate de lembranças e, a partir deles, reflexões pessoais através de realidades vividas. “Este recorte envolvendo o continente sul-americano faz parte do ideal do projeto, que pretende, de forma sequencial, dar continuidade à produção artística, buscando mais jornadas e aventuras pelo universo infinito da paisagem e mensagens das escolas pelo mundo”. E, explicou que outro objetivo do projeto é repensar a escola na forma de fazer educação.
Ele informou que o material captado em suas viagens inclui áudios com características do universo das escolas; entrevistas com alunos, professores, diretores e pais e que nelas eles falam sobre educação de um modo geral, com ênfase em experiências boas e ruins como forma de entender o universo escolar. Cristiano Cunha viajou por quase todo o Brasil e conheceu escolas públicas, a maioria com os espaços físicos “caindo aos pedaços” e com muita influência da violência em suas aparências e vivencia interna que atrapalham o processo de aprendizagem.
Nas visitas feitas no Brasil e em outros países da América do Sul, foi fácil perceber que muitas escolas absorvem a violência do mundo, atraindo-a para o seu interior. Disse, no entanto, que foi, também, possível perceber avanços no enfrentamento de muitas questões como o bullying, preconceitos, questões de gênero, etnia, de inserção em processos tecnológicos, dentre outros. “Diante de tudo isso, estamos utilizando a arte para provocar as pessoas a refletirem sobre a Educação”, finalizou.

Autor(a): Ferreira Cunha

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