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Projeto descarte de medicamentos é modelo no Rio

Geral Comentários 11 de outubro de 2012

Iniciativa que está sendo desenvolvida em Anápolis, Aparecida de Goiânia e Goiânia pode ser implantada no Rio de Janeiro


Na sede da Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) e a convite da entidade, o presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, apresentou o projeto de logística reversa de medicamentos implantado em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, desde o mês de setembro último.
Até o início deste mês, o projeto, uma iniciativa de toda a cadeia farmacêutica de Goiás, inclusive de autoridades sanitárias e entidades farmacêuticas, contabilizava 65 adesões de farmácias e drogarias em Goiânia; 15 em Aparecida de Goiânia e 31 em Anápolis.
Baseado na simplicidade e na eliminação total de custos para o varejo farmacêutico, os R$ 643 mil investidos neste projeto piloto, denominado “Descarte: Coleta De Resíduos Domiciliares de Medicamentos por Amostragem Subsidiária ao Acordo Setorial”, foram rateados entre indústria, atacado, autoridades sanitárias e prestadores de serviço da área, um esforço conjunto para um bem comum.
“Está na hora de se dar as mãos e trabalhar em parceria. Se o Rio não tiver vontade, nada vai acontecer. Aí, em 2013, virá uma norma de cima para baixo, e o estado terá de cumprir sem questionar”, alertou Marçal Henrique.
Na visão do presidente executivo do Sindifargo, a responsabilidade não é somente da farmácia, devendo ser compartilhada por toda a cadeia. “Temos que ser rápidos para inibir as leis que querem responsabilizar somente o varejo farmacêutico”, comentou.
O projeto piloto de Goiás, que vai até dezembro, tem como objetivo principal levantar os custos da logística reversa nos moldes em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propõe. “Queremos saber quantos quilos serão recolhidos neste piloto para chegarmos ao preço por quilo. Nenhum empresário vai assinar um cheque em branco”, disse.
O Grupo de Trabalho de Goiás que conduz o projeto colocou à disposição do Rio de Janeiro 300 urnas para coleta de medicamentos vencidos e o software que vem sendo utilizado para fazer o controle, gratuito até dezembro próximo. A ideia é ajudar o estado do Rio a dar os primeiros passos.
Ao final da palestra com o presidente executivo do Sindifargo e coordenador do Grupo Técnico de Medicamentos de Goiás (GTM/GO), Marçal Henrique Soares, autoridades de toda a cadeia do Rio de Janeiro começaram a montar um grupo de trabalho para conduzir o processo no estado. O grupo será formado por Ascoferj, atacado, Vital Brazil, Visa Rio, Visa Niterói, Anfarmag, Residual, entre outros participantes. Tudo indica que o setor vai dar as mãos para vencer o desafio da logística reversa.

Autor(a): Da Redação

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