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Projeto de Anápolis adaptado no Rio de Janeiro

Geral Comentários 08 de maro de 2013

Experiência de 30 anos na recuperação de mendigos e viciados vai ser aplicada na cidade mais famosa do Brasil


A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro ‘comprou’ a experiência adotada pela Missão Evangélica Vida, de Anápolis e vai desenvolver política pública semelhante para a recuperação de moradores de rua, principalmente pessoas envolvidas com o alcoolismo e o consumo de drogas, em especial do crack. A ideia, segundo o secretário de Serviços Sociais daquela cidade, Deputado Federal Rodrigo Bethlem, é “criar-se uma nova metodologia para tratar do assunto, que é um desafio para administrações municipais em todo o País”. Ele recebeu, na semana passada, a visita do Reverendo Wildo Gomes dos Anjos, Presidente da Missão Vida e, juntamente com outras autoridades cariocas, debateu procedimentos a serem aplicados de imediato, já com vistas a diminuir a incidência de grupos nômades, formados por moradores de ruas e egressos das favelas onde foram instaladas as unidades pacificadoras, com a presença ostensiva da polícia. Estas pessoas, segundo o Secretário, têm feito aumentar o índice de criminalidade, o que pode prejudica a imagem do Rio de Janeiro que se prepara para sediar parte da Copa do Mundo, no ano que vem, e, as olimpíadas, em 2016. O governo municipal do Rio pretende combater, sistematicamente, este problema.
O Prefeito Eduardo Paes, viu, pela TV (programa Fantástico da Rede Globo), o trabalho da Missão Vida e buscou, recentemente, informações mais completas sobre o assunto, com o Presidente da ONG “Rio de Paz”, Antônio Carlos Firmino, o que culminou com o convite para que o reverendo Wildo fosse até seu Gabinete. Lá, o pastor foi convidado a assumir todo o projeto, proposta recusada por vários motivos, dentre eles, suas condições de saúde, que não estão muito satisfatórias e pela necessidade de transferir residência para o Rio, o que prejudicaria o trabalho da Missão em Anápolis e, em várias outras cidades de sete estados brasileiros. Ficou acertado, porém, que o Reverendo Wildo prestará uma consultoria à Prefeitura do Rio, com base na experiência acumulada ao longo de três décadas.

O encontro
Em seu encontro com o Prefeito do Rio, o Reverendo Wildo ouviu dele que, no ano passado, a prefeitura daquela cidade gastou R$ 15 milhões para a recuperação de 90 moradores de rua, o que deu uma média de R$ 166 mil por indivíduo. De acordo com o Reverendo Wildo, a Missão Vida gasta, em média, um Salário Mínimo por pessoa a cada mês. “Basta aplicar o dinheiro com honestidade”, alegou. Ao ser perguntado pelo Secretário Rodrigo Berthallen, os motivos por que convidou o Revendo Wildo para dirigir o projeto, o Prefeito Eduardo Paes disse: “Simplesmente porque ele faz isso há 30 anos. Aqui não temos ninguém com tal experiência e com tantos resultados práticos”. O Prefeito da cidade do Rio de Janeiro disse, mais, que a única saída para se resolver o problema dos moradores de rua, em qualquer cidade do Brasil, passa pelas igrejas.
Durante a audiência, o Reverendo Wildo sugeriu que a Prefeitura do Rio promovesse um encontro com todas as entidades que trabalham na recuperação de pessoas moradoras de ruas e/ou com envolvimento no mundo das drogas, faça-se um inventário sobre o histórico e a atuação de cada uma e que invista naquelas reconhecidamente idôneas. “Há muita gente no Brasil que faz desse trabalho seu meio de vida. Isto não é correto”, disse Wildo Gomes ao Prefeito Eduardo Paes.
Segundo o que ficou acertado, a partir de agora, com a assessoria da Missão Vida, o Serviço Social do Rio de Janeiro fará a abordagem dos moradores de ruas de forma humanística e, não, policialesca. Internação compulsória só nos casos extremos.

Números
A Missão Vida foi fundada em Anápolis no mês de setembro de 1983. Hoje está em sete estados (Goiás; Distrito Federal; Bahia; Minas Gerais; Rio de Janeiro, Amazonas e Paraná). O objetivo é chegar-se a 10 estados, faltando Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo. São 18 ministérios que vão desde escola infantil; creche; seminário; abrigo, centros de recuperação e outros. São 560 leitos oferecidos aos recuperandos, que recebem quatro refeições diárias, atendimento médico/odontológico e outras assistências. Emprega 170 obreiros, dentre eles, pastores; médicos; psicólogos, enfermeiros e outros profissionais.

Autor(a): Nilton Pereira

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