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Projeto cai e oposição faz críticas

Política Comentários 19 de junho de 2009

Num fato atípico, os vereadores rejeitaram em segunda votação por 7 a 5 a proposta de flexibilização de multa para os bancos. Na primeira votação, o placar foi de 11 a 3 a favor


Apesar da ampla maioria com que conta na Câmara Municipal de Anápolis, o prefeito Antônio Gomide (PT) teve, durante a última semana de sessões ordinárias da Casa, pelo menos duas dores de cabeça. Mas que, segundo ele, são fatos próprios da democracia e da independência que deve existir entre os poderes Legislativo e Executivo. No plenário, os vereadores derrubaram por 7 a 5, o projeto de lei que flexibilizaria as multas para as agências bancárias da cidade que descumprem uma outra lei municipal, que estipula tempo de espera nas filas, conforme reportagem publicada na última edição do CONTEXTO.
Na primeira votação, curiosamente, os edis haviam firmado o placar de 11 a 3 favorável à propositura. Porém, com a repercussão na imprensa local e na opinião pública, os ventos sopraram contra o prefeito, que teve de amargar a derrota. Mas, Antônio Gomide assim não considerou. Disse, em entrevista, que foi uma decisão soberana dos vereadores e respeita. Embora, defenda que o seu projeto seria mais exeqüível e que nunca tomou conhecimento, no Brasil, de alguma agência bancária que tenha sido fechada por imposição de uma lei local.
A outra “marola” veio do vereador oposicionista Fernando Cunha (PT) que, na tribuna, cobrou do prefeito um posicionamento acerca do contrato para o serviço de limpeza da cidade, já que o contrato com a empresa GC Ambiental expira em 24 de julho próximo e, até agora - disse o vereador - não houve sinalização sobre o edital de concorrência. O vereador afirmou que encaminhou à Secretaria Municipal de Planejamento um expediente solicitando informações sobre o contrato. Mas não obteve resposta.
O vereador tucano enfatizou que há muitos problemas com o serviço de varrição e coleta de lixo, falta de contêineres, situação de trabalho irregular no lixo, dentre outros. Fernando Cunha cobrou que o prefeito deveria “ter a mesma transparência de quando era vereador”. E disse estar temeroso de que, não lançando o edital, o contrato com a GC Ambiental seja prorrogado.
Em entrevista à imprensa, o prefeito Antônio Gomide rebateu as críticas do vereador. Conforme disse, se for necessário irá prorrogar o contrato, pois o objetivo da Administração Municipal é celebrar um novo contrato melhor do que o atual, contemplando uma gama maior de serviços a serem prestados pela empresa vencedora da licitação. “Não vamos fazer de afogadilho”, pontuou, considerando também como normal o posicionamento do vereador que, em sua opinião, “está cumprindo o seu papel”.

Autor(a): Claudius Brito

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