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Projeto atende a quase 800 pacientes que estavam na fila

Saúde Comentários 26 de maio de 2017

Em menos de dois meses, Secretaria da Saúde já desidratou a lista de espera e pretende zerá-la até o fim do ano


Há dois anos, a auxiliar de limpeza, Lídia dos Reis, 38, sentia fortes dores de vesícula. As pedras acumuladas no órgão já a impediram de trabalhar e também de curtir a família nos fins de semanas. Dor, cólica e vômito eram reações constantes. “Fiquei até com medo de perder um emprego. Fui parar no hospital e, como era novata no trabalho, achei que foi um milagre não ter sido demitida”, relembra.
Se Lídia tivesse de arcar com a despesa, iria desembolsar R$ 7 mil, recursos indisponíveis para quem tem a responsabilidade de cuidar de duas filhas. Foi quando recebeu um telefonema da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde. Lídia conta que, daí pra frente, tudo foi rápido. Prova que já está finalizando o período de recuperação e logo pretende voltar a pegar no batente, sem mais sentir as dores nauseantes.
Já Thainara Alves de Oliveira, de três, se queixava de dores próximas à região abdominal. Há cerca de um ano, sua mãe, Marcilene Alves de Andrade, buscava soluções de posto em posto. Em vão. “Consegui agora. Ela fez a cirurgia, recentemente, na Santa Casa e, hoje, veio para o médico dar uma olhada”, diz a mãe.
As histórias de Lídia e Thainara estão longe de serem casos isolados. Elas são alguns dos pacientes que aguardavam na fila de cirurgias do município e que foram atendidas numa ação planejada e realizada pela Prefeitura de Anápolis em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Anápolis e o Hospital Evangélico Goiano, além do Hospital Municipal. O trabalho, iniciado no mês de abril, visa zerar, até o fim do ano, uma fila que engrossa a cada ano – atingindo até 3,1 mil pessoas nessas condições.
Balanço repassado pela Secretaria Municipal de Saúde aponta que até o início dessa semana, foram feitas, ao todo, 753 cirurgias: sendo 247 cirurgias gerais, 125 cirurgias ortopédicas de traumas, 12 cirurgias ortopédicas de joelho, 12 cirurgias de otorrinolaringologista e mais de 100 cirurgias pediátricas, além de outros 257 procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital Municipal.
“É preciso esclarecer que não é um mutirão, é uma ação contínua. Estão sendo feitos os atendimentos represados e também os novos. É concomitante”, diz a secretária municipal de Saúde, Luzia Cordeiro.
O cirurgião pediátrico, Olegário Vidal, afirma que a proposta é zerar a fila de cirurgias pediátricas nesse primeiro semestre. Nesses casos, são cerca de 20 cirurgias por semanas. “É um problema crônico que, com que o apoio dessa gestão, vai acabar e todo o custo é pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz. Os casos mais comuns são operações de hérnia, fimose e pequenos tumores.
COMO FUNCIONA
Na prática, os hospitais conveniados cedem seus centros cirúrgicos, materiais e estrutura física, e a Prefeitura entra com o corpo clínico. A ação não gera nenhum custo extra para o município, já que os hospitais recebem os valores de acordo com o que já é pactuado com o SUS.
Os pacientes que aguardam a cirurgia são contatados por telefone, pela Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde. São agendadas 50 triagens por semana.
Depois da triagem, o agendamento da operação é feito conforme a disponibilidade dos centros cirúrgicos dos parceiros e dos profissionais, levando-se em conta a classificação de risco, em que pacientes com maior gravidade e idade mais avançada têm preferência. As cirurgias podem acontecer durante o dia ou noite, inclusive finais de semana e feriados. São 17 cirurgiões de diversas especialidades envolvidos nesta ação.

Autor(a): Da Redação

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