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Projeto ampara crianças em situação de risco

Geral Comentários 21 de setembro de 2017

Iniciativa deu certo em Goiânia e vem para Anápolis.


Será lançado nesta sexta-feira, 22, o Projeto Querobem. A solenidade está marcada para o auditório do Bloco F, da UniEVANGÉLICA, a partir de 8h30. O propósito é o de promover o apadrinhamento de crianças e adolescentes que se encontram em medidas protetivas de acolhimento institucional e apresentam perspectivas remotas de reintegração familiar ou dificuldades de inserção em família substituta pelo Cadastro Nacional da Adoção.
Este programa tem como modelo o Projeto Anjo da Guarda, implantado no Juizado da Infância e Juventude de Goiânia em 2004 e é coordenado pela Equipe Interdisciplinar do Juizado. Voltado para pessoas da sociedade civil (físicas ou jurídicas) que, voluntariamente, desejem se tornar padrinhos ou madrinhas dessas crianças, ele apresenta-se como instrumento para atender ao anseio do Sistema de Justiça de assegurar e garantir os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O apadrinhamento possibilitará a crianças e adolescentes o amparo à saúde; alimentação; educação; esporte; lazer; profissionalização; cultura; dignidade; respeito, liberdade e à convivência social e comunitária, conforme o art. 4º do ECA. Tem, também, o objetivo de criar uma consciência solidária e afetiva na sociedade civil para as necessidades apresentadas pelas crianças e adolescentes e fortalecer a cultura de adoção, visando amenizar o sentimento de desamparo muito comum em menores acolhidos em instituições.
As crianças e adolescentes institucionalizados terão maiores possibilidades de adoção tardia e poderão vivenciar a vinculação afetiva com um grupo familiar, o que favorece o sentimento de pertencimento e ajuda na construção de referências socioafetivas positivas. Outro objetivo do programa é construir laços afetivos e de apoio social que possam dar o devido suporte momentâneo e futuro aos adolescentes após o seu desligamento institucional aos 18 anos de idade. O público alvo do programa são crianças a partir de sete anos e/ou grupos de três ou mais irmãos e crianças e adolescentes com agravos de saúde que estão em medida protetiva de acolhimento institucional em Anápolis.
O padrinho provedor deve financiar cursos, práticas esportivas, material escolar, utensílios pessoais, tratamentos médicos, além de outras formas de apoio que vão contribuir no desenvolvimento saudável do afilhado. Já o padrinho prestador de serviços deve atuar em horas disponíveis em conformidade com a sua área de formação ou atuação dentro da instituição de acolhimento ou em local próprio.
Para participarem do programa, os interessados devem ter, no mínimo, 18 anos, apresentar fotocópias da documentação exigida pelo Juizado e preencherem as fichas de inscrição. O candidato não pode, ainda, estar respondendo a demanda judicial que envolva criança ou adolescente e deve respeitar as regras e normas colocadas pelo Juizado da Infância e Juventude e das Instituições de Acolhimento. O programa não implica em vínculo jurídico entre padrinho e afilhado (s), exceto nos casos de apadrinhamento afetivo com a possibilidade de guarda e responsabilidade ou adoção. (Com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO.

Autor(a): Nilton Pereira

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