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Programa Viva a Vida colhe bons resultados

Geral Comentários 19 de outubro de 2012

Cerca de 150 jovens já foram acolhidos no programa, que recentemente, ganhou também um serviço voltado exclusivamente à mulheres


O programa Viva a Vida, criado em 2010 pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, colhe hoje as sementes que foram plantadas e cultivadas com muita dedicação e trabalho. Esta ideia surgiu de um problema concreto: a necessidade de acolher e dar atenção devida aos dependentes químicos para a libertação do vício.
As drogas, além dos problemas que causam à saúde, podendo, inclusive, levar à morte, tem sido a causa também da destruição da vida de muitos jovens. A dependência química leva-os a roubar, matar e, em alguns casos, até mesmo a cometerem suicídios. É ainda motivo de sofrimento para as famílias dos envolvidos e de desagregação dos lares. Para este indivíduo que teve sua vida totalmente alterada pelo uso das drogas, a família, os professores e os verdadeiros amigos têm um papel fundamental para a sua recuperação. Pensando nessas pessoas, e nessa dor, foi criado o Viva a Vida.
A reabilitação do programa segue um cronograma de atividades esportivas, culturais, educacionais, artísticas e ocupacionais, além de tratamentos odontológicos, acompanhamento médico e psicológico. A diretora da Escola Agrícola, Maria Aparecida de Paula, onde funciona o programa atualmente, diz que a força de vontade e a determinação do jovem é o principal fator para alcançar um resultado de sucesso. “Nós deixamos eles livres para as escolhas, tanto querer ficar na escola, quanto para abandonar o programa. A nossa vontade é que todos concluam os nove meses planejados”, explica.
O Viva a Vida se torna um exercício de cidadania, que permite transpor barreiras e preconceitos em beneficio do outro. Faz com que o indivíduo aprenda a desenvolver o seu papel na sociedade, além de despertar o sentimento de solidariedade. Cerca de 150 jovens já passaram pela escola desde a sua inauguração, e vinte por cento deles se recuperaram. Um número significante de pessoas que lutaram e encontraram uma vida melhor.
Dando pequenos passos, o programa vai se adaptando e colecionando novas atividades. Por lá, aulas de música, catequese e jardinagem já são atividades comuns. A novidade é que está sendo implantada uma sala de informática e, através dela, serão utilizados recursos como a internet, softwares educacionais e atividades multimedia personalizadas, aliados ao embasamento pedagógico. “A implantação da informática constituirá numa poderosa ferramenta para a formação dessas crianças e adolescentes que se desvirtuaram para o mundo das drogas”, destacou Maria Aparecida.
Outras secretarias municipais e instituições também aderem ao programa e apoiam a continuidade dos trabalhos. São elas: as secretarias municipais de Saúde, de Educação, de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Pastoral da Sobriedade da Associação Beneficente Jesus Libertador- ABEJEL.
Atualmente, onze alunos ‘especiais’, como são chamados, estão persistindo e buscando a cura para as suas dependências. O Viva a Vida recebe crianças e adolescentes de oito a 18 anos.

Mulher
Recentemente, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social lançou o Viva Vida Mulher que, como diz o nome, é uma instituição que irá acolher jovens drogativas. A nova unidade funciona no setor Chácara Residencial Morumbi.
O Viva a Vida Mulher é a primeira casa especializada para mulheres que precisam de tratamento contra a dependência química em Anápolis e uma das poucas em Goiás. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Francisco Rosa, a sua criação se deu em razão de que houve um considerável aumento na procura de tratamento por pacientes do sexo feminino. Os principais objetivos do Viva Vida Mulher – Projeto Esperança, de acordo com o secretário, são oferecer um espaço para promover o bem-estar e estimular suas potencialidades para sua recuperação. Serão realizados atendimentos psicossociais e incentivos de reinserção social das pacientes. As ações visam garantir um suporte socioassistencial aos usuários e às suas famílias e oferecer um tratamento clínico em parceria com a rede municipal de saúde.
A Associação Missionária Esperança é a principal parceria do projeto. O seu coordenador, Rodrigo Gomes, destacou que a casa não vai fazer apenas o acolhimento das mulheres, mas também prestar todo o apoio social e promover atividades terapêuticas às mulheres inclusas no programa. “Vamos dar todo o suporte que normalmente uma comunidade terapêutica oferece”, comentou. (Com informações da SecomAnápolis)

Autor(a): Diego Bartelli

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