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Programa Viva a Vida acolhe menores infratores para tirá-los das drogas e do crime

Geral Comentários 28 de dezembro de 2013

A instituição trabalha para ensiná-los valores e como reconquistar a dignidade


Imagine uma criança de oito anos com um cigarro aceso em uma mão e um copo de bebida alcoólica na outra. Achou um absurdo? Mas esta é uma realidade que pode ser contada pelos 12 meninos que fazem parte do programa de reabilitação “Viva a Vida”, mantido em parceria pela Associação Beneficente Jesus Libertador (Abejel) e a Prefeitura de Anápolis. Hoje, todos já têm 12 anos ou mais e lutam para se livrarem do vício das drogas ilícitas que foram conhecendo no decorrer do tempo.
O Programa Viva a Vida funciona na Escola Agrícola de Anápolis e recebe meninos de oito a 18 anos incompletos que precisam ser reabilitados. Eles são menores infratores enviados por decisão do juiz da Infância e Juventude do município. No local, permanecem por 9 meses onde participam de reforço escolar, prática de esportes, terapias ocupacionais e tarefas diárias como arrumar o quarto e cuidar da horta. Além disso, eles recebem apoio espiritual, assistência médica, psicológica e odontológica.
O presidente da Instituição, Mauro Lima, explica que o Viva a Vida é diferente de outras casas de recuperação que podem ser encontradas na cidade. Segundo ele, o local é todo aberto e os internos passaram por uma triagem, que elucida como será o dia a dia deles, e precisaram concordar em respeitar as regras. “Aqui, eles entra uma pessoa e saem outra diferente. Nós impomos aos meninos regras e limites para que eles possam sair daqui preparados para o mundo lá fora”, falou.
O projeto também é direcionado para ajudar a família dos internos. Para isso, são realizadas reuniões semanais que tem como foco instruir aos pais como devem ser a rotina dos meninos quando retornarem para casa e alertá-los sobre os riscos eles correm nas ruas. “A família precisa apoiar, mas também ser firme com a criança. Quando um menino sai daqui formado, os pais devem saber como dar continuidade ao trabalho que realizamos aqui”, observou Lima, que já viu diversos casos em que o interno se recuperou e também outros em que alguns voltaram a cometer crimes e usar drogas.
Os jovens G.J.O. e D.M. completaram 18 anos na instituição e já estão prontos para voltar para casa. Eles deixam o programa de reabilitação neste fim semana, após terem concluído um curso de mecânica de motocicletas oferecido pelo SENAI. Ambos já estão encaminhados. G.J.O. vai voltar para uma fazenda onde pretende trabalhar, retomar os estudos e constituir família futuramente. “Tomei a decisão certa em vir para cá. Tudo em mim mudou. Agora, vou pensa mais na minha família e no meu bem estar”, garantiu. D.M. pretende conseguir um emprego na área de mecânica. “Quero recuperar o que eu perdi, principalmente a confiança da minha família e minha escolaridade”, contou.
Quando saem, esses meninos começam a enfrentar uma segunda batalha: o preconceito das pessoas. Eles precisarão de apoio da família e da sociedade para garantir uma real mudança e vida para vir garantir um futuro digno.

Autor(a): Wanessa Mereb

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