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Profissionais que falam mais de uma língua têm maiores chances

Cidade Comentários 24 de julho de 2015

Ter uma segunda língua hoje é pré-requisito importante durante uma seleção de emprego. E profissionais com inglês recebem mais, diz pesquisa.


Conseguir um novo emprego, ou mesmo, se manter nele, tem sido tarefa árdua para a maioria dos trabalhadores brasileiros. A taxa de desemprego no País é a maior dos últimos anos. Só nos primeiros quatro meses de 2015, o Brasil perdeu mais de 130 mil postos de trabalho com carteira assinada. Entre maio do ano passado e maio deste ano, o desemprego subiu de 4,9% para 6,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, o desemprego bate, primeiro, na porta de quem estudou menos.


 


Essa realidade não é diferente em Anápolis. Por isso, hoje, dominar um segundo idioma não é mais luxo, é pré-requisito básico para se conseguir uma vaga de emprego. “Atualmente é quase indispensável saber uma segunda língua. Quem não tem inglês, por exemplo, em qualquer profissão, em qualquer área, está comprometido”, afirma a especialista em RH, Mary Avelar.


 


Mary é sócia de uma empresa de Recursos Humanos e presta consultoria para grandes empresas de Anápolis. Ela conta que durante a seleção de profissionais, muitos ficam de fora por não dominarem bem uma língua estrangeira, principalmente o inglês. “Hoje, todos os profissionais se utilizam da tecnologia, que geralmente é importada. Então, é preciso, pelo menos, saber ler e escrever em inglês. Se não, o mercado é muito seletivo, e quem não sabe, está fora”, diz.


 


André de Oliveira Gomes, que é sócio de uma escola de idiomas em Anápolis, concorda com a profissional. “Atualmente toda a tecnologia das empresas possui suporte em outros idiomas. Na maioria dos casos em inglês. Então, querendo ou não, o profissional tem que se especializar”, afirma.


 


“Esse é o momento de se investir, o máximo, no engrandecimento do currículo. E, a língua inglesa é peça fundamental para se garantir uma vaga. Além, é claro, o fato de que, hoje, grandes empresas não consideram a vantagem de se ter um idioma por si só. Mas, também, o enriquecimento cultural do funcionário que tenha feito um segundo idioma”, complementa o empresário.


 


Caroline Oliveira Ribeiro, também, é dona de uma franquia especializada em idiomas. São vários cursos oferecidos: inglês; espanhol; alemão; italiano; chinês; japonês, francês e português para estrangeiros. O carro-chefe da empresa, também, é o inglês. Mas, segundo a empresária, hoje não basta mais saber, apenas o inglês. É preciso dominar, pelo menos, três línguas para ter um diferencial no mercado.


 


“Hoje em dia é preciso saber o inglês; o espanhol, o francês ou o alemão. Para você ter uma ideia, muitas empresas do DAIA, utilizam maquinário alemão. Então, os manuais são em alemão. E, é preciso, também, saber essa língua”, diz Caroline.


 


A empresária afirma que apesar da crise, o profissional ainda não acordou para a importância de se buscar um curso de idioma. “Percebemos que as pessoas não se aperfeiçoam, não buscam um curso de idiomas. E, o que acontece? Com isso, as empresas do DAIA estão buscando profissionais fora, porque os nossos não estão qualificados”, completa.


 


De acordo com a coordenadora do Sistema Nacional de Emprego (SINE) de Anápolis, Fernanda Ribeiro, hoje, apenas 10% das vagas oferecidas por lá exigem do candidato um curso de inglês. Só que, as vagas que exigem são para cargos mais altos. “As que nós temos aqui, onde o candidato precisa saber o inglês, são para supervisão, gerência, executivos e RH. Também, é comum exigir-se o inglês para recepcionistas de hotel”, diz.


 


Em busca de reconhecimento - A técnica em segurança do trabalho, Débora Brito viu a necessidade de aprender uma segunda língua. No começo desse ano, se matriculou em um curso de inglês e já sentiu a diferença no ambiente de trabalho. “A notícia de que eu estou fazendo inglês já se espalhou. Todos na empresa sabem. E, agora, as pessoas me olham de forma diferente. Sinto-me mais respeitada”, diz.


 


Débora trabalha em uma cimenteira multinacional e diz que se sentia um peixe fora d’água sem saber, pelo menos, o inglês. Além disso, os próprios chefes colocaram para ela, como meta de crescimento, aprender uma nova língua. “Por enquanto, ainda não houve diferença no meu trabalho. Mas, isso é pré-condição para eu poder crescer lá dentro”, diz.


 


Uma pesquisa recente, feita por um site especializado em contratação de mão de obra, mostra que o salário de um trabalhador com o mesmo cargo muda se o profissional souber o inglês. Profissionais com nível superior chegam a ganhar 47% a mais se dominarem este idioma. Em cargos de alta direção a diferença chega a 52%.


 


Caroline Ribeiro diz, também, que, hoje, investir em um curso de idiomas ficou bem mais acessível. “Um curso de inglês para iniciantes, por exemplo, custa R$138,00. Isso sem o desconto que damos para pontualidade. E, muitas empresas fazem parceria com a gente também. Empresas que investem em seus funcionários. Para o profissional, é um investimento muito acessível que vai gerar um retorno enorme depois”, finaliza a empresária.


 


Mais que retorno financeiro, hoje, saber uma segunda língua é quase que um meio de sobrevivência no mercado de trabalho.


 


“Em um período de profundas transformações e concorrência acirrada, a busca de um segundo idioma torna-se extremamente relevante para a pessoa que almeja adentrar, ou, se manter no mercado de trabalho. Com a globalização, a demanda pelo conhecimento de outros idiomas cresce cada dia mais. A crescente internacionalização dos mercados levou as nações a adotarem o inglês como o idioma oficial do mundo dos negócios e, considerando a importância econômica do Brasil como país em desenvolvimento, dominar esta língua se tornou sinônimo de sobrevivência profissional”, finaliza Ana Shéley Neves, coordenadora de uma escola de idiomas em Anápolis.

Autor(a): Ana Cláudia de Oliveira

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