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Profissionais contam suas histórias no Jornal Contexto

Geral Comentários 06 de novembro de 2014

Desde que foi fundado, em 2004, o maior periódico de Anápolis contou com vários profissionais da comunicação, que contribuíram para o desenvolvimento de suas páginas. Articulistas deram um toque a mais, emitindo suas opiniões sobre o cotidiano


Nos dez anos de existência, muita gente passou por este veículo de comunicação. O alcance das publicações, o interesse do leitor e o conteúdo das matérias alcançaram um patamar comparável a grandes jornais do Estado. Diversos profissionais contribuíram e ainda contribuem para as vitórias alcançadas. A jornalista Giselle Garcia foi uma dessas que ajudaram a construir o Jornal Contexto que os leitores conhecem hoje. Foi editora do periódico no ano de 2006.
“Acredito que (o Contexto) é uma marca consolidada. Tanto que, em pesquisas, já há vários anos, tem sido a marca mais lembrada pela opinião pública quando se trata de jornal impresso”, destacou a profissional da imprensa, que hoje atua na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), como repórter da TV Brasil. “A aceitação (do Jornal) sempre foi muito boa, sempre foi um jornal muito respeitado pela população e pelas autoridades”, continuou.
Ela entende também que o Jornal contribuiu para o seu desenvolvimento profissional: “O Contexto foi muito importante. Foi a minha primeira experiência na gestão de equipes. Assumir a editoria foi um grande desafio pra mim. Eu amadureci, aprendi muito, ganhei muito profissionalmente. Agradeço ao Vander Lúcio Barbosa e ao Arinilson Mariano, diretores do Contexto na época, pela grande oportunidade que me deram e pela confiança que depositaram em mim. Só tenho boas lembranças”.
Giselle Garcia lembrou-se de “várias” edições que marcaram sua passagem pelo Contexto. “A eleição de Alcides Rodrigues (2006) para o Governo do Estado foi uma edição suada. A edição do Centenário de Anápolis (2007) foi muito marcante: tivemos um caderno especial brilhantemente conduzido pelo jornalista Nilton Pereira. Ficou linda! A edição da vinda da Hyundai (2007) para a Cidade foi polêmica. A equipe era muito dedicada. O trabalho, sempre, foi feito com muita paixão”, rememorou Garcia.
Sobre o fato de Anápolis não ter, ainda, um jornal de circulação diária, a jornalista disparou: “Não temos grandes anunciantes. Os veículos de comunicação sobrevivem, principalmente, com a verba de mídia dos governos, que é pulverizada entre as várias rádios, semanários e pequenos veículos. Não é uma equação simples de se resolver. Eu acredito que há demanda, que a população quer e que Anápolis precisa de um diário. Mas, para que ele saia, é necessário que haja um compromisso real de alguns setores no desenvolvimento desse projeto”.
O jornalista Henrique Morgantini foi editor do Jornal Contexto desde o final de 2004 até meados de 2006. “A proposta da direção do Jornal sempre foi a de gerar conteúdo amplo e informativo, propondo debates e levantando discussões saudáveis à Cidade usando, para isso, uma estética editorial inovadora, que era inédita na Cidade àquela época. Criamos uma redação que pudesse gerar este tipo de conteúdo e que fizesse a cidade passar pelo jornal”, destacou.
Morgantini acrescentou que “a criação do Contexto foi baseada em uma demanda de Anápolis em ter um veículo de informação que, mesmo semanal, mantivesse agilidade na geração de debates. Estamos falando de um momento interessante para a comunicação porque era o início de um processo incisivo de popularização da internet e engatinhamento no país das redes sociais”. Conforme indicou o jornalista, o Contexto cumpria um papel importante na geração de conteúdo noticioso. “Desta forma, jornais, sobretudo em Anápolis, eram fontes ainda mais fundamentais para a obtenção de informação e geração de discussões sobre temas polêmicos ou de grande interesse. O Contexto criou o preenchimento para essa lacuna”, explicou.
Sobre o gosto por conteúdo do público anapolino, o jornalista Henrique declarou que, “possivelmente, o tema político era recorrente por ser uma época específica de muitas alterações e mudanças. O ano de 2005, o primeiro do então prefeito Pedro Sahium como um gestor eleito pelo povo (já que antes era um vice que assumiu a vaga) foi importante para a geração de conteúdos ligados aos assuntos da cidade e das intervenções do Executivo Municipal, através das ações realizadas”.
Ele acrescentou que “Anápolis sempre teve um caso curioso com relação aos programas de rádios AM como até hoje acontece em bem menor força de influência, é claro, de forma que o jornal só poderia se antecipar ao conteúdo dos programas matinais caso se propusesse a criar debates com maior profundidade e, ainda, reportagens especiais. E assim foi realizado (pelo Contexto)”.
O jornalista Arinilson Mariano é um dos fundadores do Jornal Contexto. Havia sete anos que tinha se graduado pela Universidade Federal de Goiás em Jornalismo e resolveu assumir o desafio de contribuir com o desenvolvimento do Contexto. “Minha experiência profissional se resumia ao rádio e à TV, quando surgiu o desejo de fazermos um jornal impresso para a cidade”, conta. “Fui sócio fundador. Juntamente com meu companheiro Vander Lúcio, fizemos os primeiros investimentos. Além de empreendedores, colaborávamos com a produção de textos e artigos, sugestão de pautas e condução da linha editorial. Por ser advogado, também me tornei responsável pelo jurídico”, continuou.
Arinilson destaca a importância dos seus companheiros de trabalho ao longo do tempo em que atuou no Jornal Contexto: “Tivemos a sorte de ter excelentes profissionais em nossa volta. Foram editores do jornal o professor Nilton Pereira; Giselle Garcia; Joicy Honorato, Marcos Vieira; Letícia Jury; Jaqueline Rust; Henrique Morgantini; Claudius Brito, Flávio Mobaroli e tantos outros jornalistas, repórteres e colaboradores, peças fundamentais nos primeiros anos, para dar ao Contexto o toque de experiência e talento que todo veículo de comunicação precisa”.
Arinilson Mariano, que comanda, todos os sábados, o Programa Sala Vip, na Rádio Manchester de Anápolis atua, também, como advogado, função que exerce prioritariamente. Ele rememorou que a construção do Contexto “foi um processo de aprendizado”. “Cada um que passou pela nossa redação contribuiu um pouco para a formação do jornal que hoje completa dez anos. É com o tempo que vamos aprimorando nossa relação com a cidade, compreendendo suas demandas e desenvolvendo um veículo que seja respeitado”.
Os valores do Jornal, entretanto, não foram alterados, conforme pontuou. “Apenas os padrões éticos e cristãos que idealizamos permanecem até os dias de hoje, sem mudanças. Disso não abrimos mão no início e percebo que o Vander Lúcio Barbosa continua se preocupando”, explicitou. O atual crescimento deste periódico anapolino, conforme indicou, revela uma história de lutas para que o Jornal Contexto se consolidasse. “Passou, sim, pela nossa cabeça a possibilidade de desistir, especialmente pela falta de investimentos do empresariado local e do poder público. Mas, a prova de que os obstáculos foram vencidos é o fato de o Contexto completar dez anos em pleno vigor e com inescusável maturidade comercial e editorial”, destacou.
Ele ainda pontuou que “não há dúvidas da estreita relação que a Cidade tem com o jornalismo, historicamente. Falta apenas um jornal diário, mas consigo enxergar que no tempo certo, o Contexto cumprirá esse papel”.


Entrevista
Samuel Vieira: “O Jornal contexto reflete esta cidade”
O Jornal Contexto destina um espaço para articulistas, que tratam, na forma de opinião, sobre temas de interesse da sociedade. Samuel Vieira, pastor titular da Igreja Presbiteriana de Anápolis, escreve semanalmente para o Jornal. Ele concedeu entrevista sobre sua participação como articulista do periódico.
Jornal Contexto: Desde quando o senhor é articulista do Jornal Contexto?
Samuel Vieira: Comecei a escrever para o Jornal Contexto desde a sua origem, a convite do Vander Lúcio e, de lá para cá, excetuando umas duas vezes, por causa de problemas de internet, não me lembro de ter deixado de falar sobre muitos temas, alguns controvertidos, outros desafiadores e atuais.

JC: De que maneira seu pastorado e sua atividade em uma comunidade cristã interferem no conteúdo dos seus textos?
SV: Miguel de Unamuno, filósofo espanhol, afirma que “eu sou eu e minhas circunstâncias”. Não dá para você isolar sua função, principalmente numa área que lida com vidas, alegrias (casamentos, celebrações, formaturas) e dores (lutos, tragédias e doenças). Estas partes, ou estes “egos” em mim (o social, o religioso, o familiar, relacional), me influenciam no todo, que se constitui o meu ser.

JC: Das pessoas que o procuram para comentar seus textos, qual é a abordagem feita? A maioria concorda ou discorda com o que você escreve?
SV: Já tive reações das mais surpreendentes. Em geral as pessoas não têm facilidade de comentar quando não gostam. Creio que elas devem achar grosseria, ou têm dificuldade em confrontação. É mais fácil dizer que apreciam, que são desafiados, etc. Um leitor especial coloca no seu comércio, de forma bem atualizada, vários artigos (meus) para serem apreciados pelas pessoas que o procuram, num quadro na sala de espera. Outro, um dia, de forma reverencial, abriu sua carteira e tomou um pedaço de papel todo amassado, para me falar de um artigo que lera, e que fora tão impactante para sua vida que resolvera então guardá-lo carinhosamente entre os seus documentos e carregá-lo consigo. Isto certamente é estimulante. Certa vez, porém, escrevi um artigo político, e um leitor extremado me acusou de tudo. Fascista, bolchevista, legalista e de direita. Como feedback é um retorno, considerei que sua liberdade de expressão refletia ideias e não me vi, no sentido mais radical da palavra, violentado pelas suas concepções acerca do escrevi e sobre minha pessoa. Este é o direito de uma democracia, de dizer o que pensa e sente.

JC: Qual é o seu objetivo em ser articulista em um jornal de circulação local?
SV: Sempre penso que a pessoa que lê o contexto folheia o jornal em busca de coisas rápidas e não muito elaboradas. Portanto, não adianta ser sofisticado demais. Por outro lado, conheço leitores que são muito profundos em suas análises. São professores e intelectuais, e preciso falar uma linguagem que, também, possa satisfazer aos mais eruditos. Em geral, um tema surge de forma quase espontânea. Uma ideia, um pensamento, uma percepção - eventualmente, encontrar a ideia, porém, exige um sacrifício bem maior. É do tipo do livro de Rubem Alves: “Pensamentos que tenho quando não estou pensando em nada”. Nestas situações, a produção literária se torna árdua e cansativa.

JC: Em uma autoavaliação, você considera que seus textos atingem, em termos de linguagem e conteúdo, a grande parcela dos leitores anapolinos do Contexto?
SV: Bem, ainda que esteja equivocado, acho difícil continuar escrevendo sem expectativas do seu trabalho. Faço o melhor que posso, e admito a possibilidade de estar equivocado na minha pressuposição de que o que falo reverbera nas pessoas, mas sem ter esta percepção, que pode ser otimista e equivocada, seria muito sem prazer escrever toda semana, durante estes 10 anos de caminhada.

JC: Você está preparado para receber críticas sobre as suas opiniões?
SV: Críticas são sempre complexas, eventualmente duras de ouvir, mas o meu e-mail está sempre à disposição para que as pessoas deem feedback. A única coisa que nunca exigi de mim mesmo foi responder individualmente às críticas. Opiniões devem ser discutidas e podem ser aceitas ou objetadas. Defender para um leitor um ponto de vista me daria o mesmo trabalho de escrever um artigo e infelizmente a minha agenda não comporta esta atividade.

JC: Qual é a importância do Jornal Contexto para a comunidade anapolina?
SV: Todo veículo de comunicação é formador de opinião. Agrega ou desagrega. Um jornal está trazendo informações e expressando conceitos e sonhos. O Jornal Contexto reflete esta cidade de 350 mil habitantes, que precisa saber o que está acontecendo aqui. Minha coluna não tem um caráter informativo, mas formativo. Esta é a proposta, e tento viver dentro dela.

Autor(a): Felipe Homsi

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