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Produzir: Mais de R$ 70 bi em incentivos fiscais

Economia Comentários 06 de novembro de 2009

Incentivos contribuem para o crescimento da economia goiana, que hoje tem como um dos seus principais destaques o Distrito Agroindustrial de Anápolis


Criado em 1999 e reconhecido hoje como um dos maiores programas de incentivo à atividade industrial no País, o Produzir completa este mês R$ 70 bilhões contratados em financiamento de incentivos fiscais, através das empresas e do Governo de Goiás, via GoiásFomento.
No fechamento do mês de outubro, o Produzir soma 574 empresas contratadas em 103 municípios de todas as regiões do Estado. Esses projetos envolvem investimentos fixos de mais de R$ 9 bilhões por parte das empresas, que projetam a geração de 171 mil novos empregos.
Os contratos somam o financiamento de incentivos fiscais na ordem de R$ 68,9 bilhões, com destaque para setores como Alimentação e Bebidas; e Energia, Combustíveise e Petróleo. Com os processos que estão ainda em tramitação na GoiásFomento, o número de contratos firmados deve chegar a 600 até o final deste ano.
Goiás é um Estado que historicamente se desenvolveu com base na criação de gado e na agricultura. A partir da década de 1970 essa realidade começou a mudar com a construção do Distrito Agroindustrial de Anápolis - Daia. Dez anos depois foi criado o Fomentar, programa de incentivo à indústria. No final dos anos 1990 veio o Produzir.
Estatística
O resultado do crescimento da indústria goiana pode ser confirmado pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged. Em setembro foram gerados mais de 5,2 mil empregos no Estado. O desempenho é o melhor do Centro-Oeste. De janeiro a setembro deste ano foram criados mais de 6,2 mil postos de trabalho, estatística 7,13% superior ao mesmo período do ano passado, que também foi o melhor resultado da região.
O levantamento feito este ano pelo IBGE em 14 capitais do País também ressalta a força da indústria goiana, que no mês de agosto se recuperou da crise financeira mundial e registrou alta de 3,2%, único resultado positivo entre todas as cidades pesquisadas. A média do País no período foi de queda de 7,2%.

Autor(a): Da Redação

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