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Produção de 2017 daria para alimentar goianos por 13 anos

Economia Comentários 08 de setembro de 2017

Presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás traça perfil do setor agropecuário que, hoje, é destaque na economia e em desenvolvimento tecnológico


Em 2017, a produção agrícola de Goiás alcançou 22 milhões de toneladas. Esta produção seria suficiente para alimentar cerca de 88 milhões ou para alimentar os goianos por 13 anos. Na década de 80, a produção era de 3,6 milhões de toneladas, o que daria para alimentar 14 milhões de pessoas ou alimentar os goianos por quatro anos e meio. Vê-se, portanto, um crescimento muito significativo da produção, que foi acompanhada com a evolução tecnológica no campo.
Os dados foram apresentados para o empresariado local na última quarta-feira,06, durante reunião na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), pelo presidente do Sistema Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner.
Ao avaliar o desempenho do setor agrícola, Schreiner destacou que um divisor de águas que impulsionou a agricultura e a pecuária no País, foi a criação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que num determinado momento levou cerca de 2 mil profissionais brasileiros para fazer doutorado fora do País e trazer conhecimento. Criou-se, então, tecnologias próprias para a agricultura tropical, que é diferencial que hoje o Brasil possui.
O presidente da Faeg lembrou que há 40 anos atrás, o Brasil importava alimentos, como carne de Chernobyl (na Ucrânia, onde ocorreu uma catástrofe nuclear no ano de 1986); arroz do Vietnã; dentre outros. Hoje, o Brasil é considerado um grande celeiro agrícola do mundo e possui um grau elevado de tecnologia embarcada. Ele comparou que, a produção de milho carrega tanta ou mais tecnologia do que, por exemplo, um aparelho de smartphone. Isso, graças aos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Ainda em sua exposição, Schreiner falou sobre a crise no mercado da carne. Segundo ele, segmento começa a se recuperar após as operações Carne Fraca e Carne Fria. Ele observou que o País levou 17 anos para entrar no mercado norteamericano e depois veio o embargo, como uma reação às operações que, na sua opinião, foram “irresponsáveis”. Em relação à crise atual na JBS, o dirigente da Faeg afiançou que a empresa é muito importante para o mercado e cumpre uma ação social que é também fundamental, do ponbto de vista da geração de empregos. Porém, disse condenar as condutas de executivos do grupo que estão no olho do furacão da crise política que abala o País.

Rastreabilidade
O presidente da Faeg falou também sobre a retirada de pauta do projeto do Governo de Goiás que previa a rastreabilidade on-line bovídea, ou seja, por meio de chips que deveriam ser colocados em todos os animais. José Mário Schreiner ponderou que a proposta não tinha menor condição de aplicabilidade, principalmente, para os pequenos produtores, bem como condições estruturais de energia, internet e outras condições para este nível de acompanhamento. Ele lamentou que não houve diálogo quando da apresentação do projeto.

Autor(a): Claudius Brito

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