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Procuradores se manifestam pela manutenção da prisão de Cachoeira

Geral Comentários 15 de junho de 2012

Membros do Ministério Público Federal justificam que não houve alteração no “panorama fático” para justificar um possível relaxamento


Carlos Augusto de Almeida Ramos – o Carlinhos Cachoeira – deve permanecer preso. Essa é a posição do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) ao manifestar-se sobre pedido de revogação de prisão provisória protocolado pela defesa. Ele está preso há mais de 100 dias, porém, não houve, de acordo com a análise dos procuradores da República Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira, qualquer alteração do panorama fático que pudesse justificar a sua libertação.
“Sedimentadas as razões iniciais que deram ensejo ao decreto de prisão preventiva e não existindo qualquer alteração do panorama fático-probatório, necessária a manutenção da prisão preventiva de Cachoeira”, argumentam os procuradores.
O Ministério Público Federal destaca que Carlinhos Cachoeira possui um amplo poder de penetração e cooptação junto a órgãos de segurança pública. Solto, a rede criminosa será facilmente remontada.
“A postura dos presos, decorrente do “código de silêncio orquestrado”, típicas, conforme a literatura especializada, das organizações criminosas de parâmetro mafioso, em que um membro do grupo, por seu silêncio, objetiva escudar a própria organização criminosa e seus outros membros, é traço revelador de uma provável e potencial rearticulação do grupo, que demonstra constar em seus quadros pessoas leais ao capo Carlos Cachoeira”.
Para o Ministério Público Federal “não restam dúvidas de que Carlinhos Cachoeira é quem possuía o controle funcional dos fatos criminosos praticada pela quadrilha armada, determinando e controlando sua prática. Como líder da organização criminosa, agia em cumplicidade obrigatória com relação ao comportamento dos executores do projeto criminoso concebido pelo grupo. É aquele que possuía o controle material dos delitos executados”.

Monte Carlo
No fim do mês de fevereiro deste ano, o MPF/GO e a Polícia Federal no Distrito Federal (PF/DF), com auxílio do Escritório de Inteligência da Receita Federal em Brasília, deflagraram uma operação contra a máfia dos caça-níqueis, liderada por “Carlinhos Cachoeira”, com atuação em Goiás e Distrito Federal e em mais quatro estados, que operava há mais de 17 anos com a conivência de algumas autoridades de segurança pública. Foram cumpridas pela PF oito prisões preventivas, 27 prisões temporárias, 10 ordens de condução coercitiva e buscas e apreensões em diversas localidades.
Já em março, o MPF/GO apresentou à Justiça a primeira denúncia resultado da operação. Ao todo, 80 pessoas foram acusadas de participar da organização criminosa que explorava a jogatina em Goiás há mais de dez anos, sendo 78 membros efetivos do grupo criminoso. (Fonte: MPF-GO)

Autor(a): Da Redação

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