(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Procurador da Enel diz que empresa investirá cerca de R$ 6 bilhões

Cidade Comentários 17 de abril de 2019

Advogado rebate denúncias de irregularidades no cumprimento do contrato


Já quase na etapa final da sessão da CPI da Enel em Anápolis, o advogado da empresa, Lúcio Flávio de Paiva, teve a palavra para falar sobre os vários temas que foram mencionados ao longo da sessão, que começou às 9h30 e terminou às 12 horas, sem intervalo.
Ele disse que a Enel, “devota enorme respeito por Anápolis e por Goiás” e que a mesma tem o compromisso de apresentar a resolução dos problemas.
O advogado, que é presidente regional da OAB, lembrou que a Enel está há apenas dois anos e dois meses em operação em Goiás, período, segundo ele, muito curto para resolver todos os problemas.
O defensor da concessionária observou que a CELG-D estava tão “negligenciada” que havia a iminência de perder a concessão e, com isso, perderia totalmente o seu valor de mercado, ou seja, “não valeria nada”. Em 2012, a Eletrobrás veio a Goiás realizar uma gestão compartilhada com a CELG-D e, no ano de 2015, a estatal federal adquiriu 51% do controle acionário da empresa, no processo conhecido como federalização, o que evitou a perda da concessão. A CELG-D ficou com 49% das ações. Em 2017, a Enel adquiriu a integralidade, ou seja, 100% das ações, adquirindo um contrato de compra e venda pagando pelo mesmo valor de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, o qual foi totalmente integralizado à Eletrobrás e ao Governo de Goiás, conforme as cotas de cada um.
O advogado rebateu a colocação de que a Enel estaria obrigada, contratualmente, a fazer investimentos anuais de R$ 1 bilhão. Conforme ressaltou, essa obrigatoriedade não existe e informou que, em 2017, no primeiro ano da concessão, a Enel investiu R$ 782 milhões em Goiás e, no ano seguinte, mais R$ 750 milhões, com uma média, nos dois anos, em torno de R$ 760 milhões. Ao passo que a CELG-D, entre 2007 e 2012, investiu uma média anual de R$ 191 milhões, valor que, conforme apontou, seria insuficiente para manter o sistema. E, a meta da Enel, nos próximos cinco anos - disse Lúcio Flávio - é aportar cerca de R$ 6 bilhões em investimentos em Goiás.
O advogado da Enel salientou, ao responder sobre a questão dos imóveis, que todos foram precificados para o leilão. E, não só os ativos, mas, também, os passivos. Tanto que, no primeiro leilão, conforme lembrou, não apareceu comprador porque havia dúvidas em relação ao passivo, com uma variação de R$ 600 milhões e R$ 1,5 bilhão. Em razão da questão do passivo é que foram criadas duas garantias: o Fundo de Aporte da CELG e o crédito outorgado. Diante disso, toda obrigação do passivo, até início de 2020, será obrigação do Estado.
Lúcio Flávio terminou sua exposição dizendo que a Enel tem “total interesse em contribuir (com a CPI) e no esclarecimento de dúvidas (sobre a privatização e as operações da concessionária)”.


Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Cidade

Prefeitura e Saneago retomam diálogo sobre concessão, mas falta acordo sobre valores

27/04/2019

O presidente da Saneago, Ricardo José Soavinski, acompanhado de diretores da estatal, esteve em Anápolis nesta sexta-feira,...

Prefeitura garante repasse para que Santa Casa mantenha UTI pediátrica funcionando

27/04/2019

Na manhã desta sexta-feira, 26/04, o Prefeito Roberto Naves recebeu a diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis....

Revitalização do centro é desafio na segunda etapa do mandato de Roberto

26/04/2019

Um passo crucial para a revitalização da região central de Anápolis, a retirada dos ambulantes que ocupam as calçadas, ...

Cidade terá exposição de Mangalarga Marchador

25/04/2019

Criadores da raça Mangalarga Marchador de quatro estados brasileiros e do Distrito Federal, estarão em Anápolis durante o ...