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Problemas na visão não são males da idades

Saúde Comentários 09 de outubro de 2009

A falta de prevenção e consultas periódicas de avaliação abre espaço para doenças. Médico ensina que alimentos com anti-oxidantes podem ajudar na prevenção


Os cuidados com a visão devem ser redobrados para as pessoas da terceira idade. Tropeços, desinteresse em assistir televisão, abandono do hábito de leitura ou de jogos como cartas ou dominó podem ser indicativos importantes de que o idoso não está enxergando normalmente. Já está claro para os geriatras que ver bem é fator fundamental para a qualidade de vida na terceira idade, uma vez que o idoso preserva a segurança, a autonomia e a liberdade.
Acreditar que perdas, inclusive da visão, fazem parte do processo de amadurecimento é um equívoco. O que ocorre na prática é que muitas pessoas perdem a visão por falta de cuidados preventivos e pela falta de avaliações oftalmológicas. Segundo o médico oftalmologista José Roberto Carneiro Araújo, quase todas as doenças que acometem os pacientes idosos podem ser prevenidas com visitas regulares ao especialista. Após os 60 anos, recomenda-se visita anual ao oftalmologista para avaliação clínica e realização de alguns exames de rotina. A demora em reconhecer e tratar adequadamente doenças, é que favorece o desenvolvimento de lesões definitivas.
Os problemas oftalmológicos mais comuns em pacientes da terceira idade são: catarata, o glaucoma, a maculopatia relacionada à idade, retinopatia diabética, entre outras. “O principal sintoma da maioria dessas doenças é a baixa visual”, explica o doutor José Roberto. Entretanto, cada um desses problemas tem suas características próprias e é preciso estar atento para se garantir um diagnóstico precoce.

Catarata
“Todos nós temos no interior dos olhos uma lente transparente chamada cristalino. A perda de transparência dessa lente é denominada catarata”, explica o oftalmologista. Em geral, ela começa a aparecer depois dos sessenta anos, porém esse processo pode ter início mais cedo. O envelhecimento natural das células do cristalino é a causa mais comum da catarata, embora existam outras origens: hereditariedade, traumatismo, doenças sistêmicas, congênitas, medicamentos e infecções oculares. “Assim sendo, todos nós temos certo grau de catarata. Não há nenhum método capaz de evitá-la ou preveni-la”. O único tratamento eficaz conhecido até hoje é a intervenção cirúrgica. Mas o aparecimento da doença não pressupõe a necessidade imediata de cirurgia. Algumas cataratas são lentas e outras progridem com maior rapidez.
Os sintomas mais comuns da presença de catara são a distorção das imagens; sensibilidade à luz, que será mais intensa quanto mais madura estiver a catarata. Quando na presença de luz intensa, aos pacientes com catarata enxergam luzes refletidas em torno de lâmpadas e clarões. Esse problema é normalmente indolor, e algumas vezes pode inicialmente melhorar a visão de objetos próximos, mas em alguns casos pode levar ao desenvolvimento de glaucoma - o que pode ser doloroso.

Glaucoma
O nervo óptico é a parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro, formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando se eleva a pressão no olho, essas células tornam-se comprimidas, o que as danifica, e eventualmente, pode até causar sua morte. O que resulta em perda permanente da visão.
A grande dificuldade no sentido de evitar que os portadores de glaucoma fiquem cegos está no diagnóstico. Isto porque a pessoa vai perdendo a visão muito lentamente e, exatamente por ser um processo vagaroso, o indivíduo vai se acostumando involuntariamente à nova situação. Olhando para a frente, consegue-se ver nitidamente os objetos distantes, mas não se enxerga o que está nas laterais. Entretanto, o glaucoma não apresenta sintomas específicos.
As causas da doença são desconhecidas. Não se sabe ao certo se existe alguma influência do ambiente ou da alimentação. Por isso, não existe prevenção, mas, sim, a busca do diagnóstico precoce.

Maculopatia relacionada à idade
A mácula, parte central e mais sensível da retina, é responsável pela visão para leitura e definição de formas e de cores - proporcionando uma visão nítida e detalhada. Quando ela não funciona de maneira correta, acontece o embaçamento ou escuridão no centro do campo visual. A maculopatia afeta tanto a visão de longe quanto a de perto e pode dificultar ou impedir algumas atividades, tais como assistir televisão ou ler. Embora reduza a visão na parte central da retina, não prejudica a visão lateral, ou periférica, do olho. “O tratamento da maculopatia depende do tipo da doença, para maculopatia úmida o tratamento é a cirurgia a laser; e para a seca aplicamos o tratamento clínico”, explica o médico.
O doutor José Roberto ensina que para prevenir esse mal, deve-se comer alimentos que possuam anti-oxidantes. Entre eles estão a castanha do Pará e as verduras verdes como alface, couve e brócolis.

Retinopatia diabética
Os pacientes com diabetes são mais propensos a desenvolver problemas oculares, mas as doenças que afetam a retina são as principais ameaças à visão. A maioria dos diabéticos desenvolve mudanças na retina após aproximadamente 20 anos. Esse efeito do diabetes na retina é chamado Retinopatia Diabética.
O diabetes afeta o sistema circulatório da retina causando danos aos vasos sangüíneos. O que pode resultar no vazamento de fluído ou sangue - que pode causar fibrose e desorganizar a retina. Isto pode distorcer ou tornar as imagens enviadas ao cérebro borradas.
Os efeitos da retinopatia diabética na visão variam dependendo do estágio da doença. Alguns sintomas comuns da doença além da visão borrada, são as moscas volantes e flashes e a perda repentina da visão.

Pterígio
O médico alerta para outra doença muitas vezes confundida com a catarata. “O Pterígio, vulgarmente chamado de “carne no olho” é uma neoformação derivada da conjuntiva - membrana transparente que recobre a parte branca do olho (esclera) - que invade a córnea”, explica. Os sintomas mais comuns da doença são olhos avermelhados, coceira, ardor e, nas formas avançadas, borramento da visão. “Esse mal é mais comum em países tropicais, devido à grande exposição ao sol - raios ultravioleta”.

Autor(a): Carolina Umbelino

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