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Principal suspeito do assassinato está preso

Violência Comentários 09 de agosto de 2013

A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito que vai apurar a morte do professor de Educação Física, crime que chocou Anápolis


Está preso, temporariamente, por 30 dias, Alexandre Gonçalves de Oliveira, 18 anos, suspeito de ser o assassino do professor de Educação Física Maurício Salles de Moraes, 58 anos, servidor público municipal e estadual. Ele foi encontrado morto pelos bombeiros que foram chamados para debelarem um incêndio na casa em que vivia (um sobrado na Rua Construtor Puglise), no Bairro Maracanzinho, na manhã do último domingo (04). Ao apagarem o fogo, os bombeiros descobriram o corpo de Maurício Salles totalmente carbonizado O crime chocou a opinião pública de Anápolis, tendo em vista ser a vítima muito conhecida e pertencer a uma família tradicional da Cidade.
No dia do crime, Alexandre Gonçalves chegou a ser preso, pois teria sido visto dirigindo o carro de Maurício (Fiat Doblô) naquela manhã, estacionando-o em frente ao Feirão da Vila Santa Izabel. Mas, por falta de maior consistência nas acusações, ele acabou sendo liberado. Entretanto, diante do clamor popular e das evidências, no dia seguinte (segunda-feira, 05) a Justiça decretou sua prisão temporária. Foram elencados como embasamento, o fato de haverem sido encontradas uma faca e uma calça jeans, sujas de sangue, na residência do suspeito, que fica poucos metros abaixo da casa da vítima.
Em seus primeiros relatos, Alexandre confessou que tinha um relacionamento de amizade com Maurício, que frequentava sua casa e sua chácara, mas negou ter sido o autor do assassinato. Segundo ele, a faca encontrada em sua casa, pertence a um conhecido que a trocara por uma pedra de crack. Ressalte-se que Alexandre procede de uma família problemática, com pessoas, inclusive, cumprindo pena em Brasília. O delegado Carlos Antônio da Silveira, titular do Segundo Distrito Policial disse que o principal suspeito é, de fato, Alexandre, também chamado de Alex, 18 anos e conhecido na região onde mora como um “garoto problemático”. Maurício Salles recebeu cerca de 20 facadas e seu corpo foi totalmente carbonizado. O reconhecimento só foi feito com exames da arcada dentária.
O delegado Carlos Antônio disse que não descarta nenhuma possibilidade para a explicação da morte de Maurício Salles e que todas as denúncias, sinais e evidências vão passar por rigorosa apuração. Há inclusive, suspeitas da participação de mais de uma pessoa na execução do crime.
Durante o velório e o sepultamento do professor, surgiram várias informações a respeito do caso. Nos dias que se seguiram, outras interpretações foram acrescentadas, como a de que ele tinha uma elevada quantia em dinheiro guardada em casa. Maurício, além de professor de Educação Física, ainda trabalhou em vários jornais e revistas como cronista social, na Secretaria Municipal de Comunicação e era um apaixonado por desfiles de fanfarras e bandas marciais. Sua morte foi lamentada nos mais diferentes setores da comunidade.

Autor(a): Da Redação

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