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Primeiro debate entre os candidatos a Prefeito foi relativamente calmo

Política Comentários 19 de agosto de 2016

Encontro entre os prefeituriáveis, promovido pela Rádio Manchester, não teve trocas pesadas de acusações, mas deixou um pouco a desejar em termos de propostas


Foi realizado na manhã desta quinta-feira, 18, pela Rádio Manchester, o primeiro debate com os candidatos a Prefeito de Anápolis. O encontro contou com a participação de cinco dos sete concorrentes ao cargo: Valeriano Abreu (PSC); João Gomes (PT); Carlos Antônio (PSDB), Roberto do Órion (PTB) e Pedro Canedo (DEM). Os candidatos José de Lima (PV) e Ernani de Paula (PSDC) não participaram, mas justificaram a ausência à direção da emissora.
O primeiro momento do debate foi para que os candidatos pudessem se apresentar. Abrindo esta parte, o candidato Valeriano Abreu disse ter 32 anos de idade, ser casado e pai de dois filhos e afirmou que o principal objetivo de ter se candidatado é para que sejam assegurados aos anapolinos os princípios defendidos pelo seu partido, o PSC, em relação aos ideais cristãos e ao fortalecimento da família.
O candidato do PT, João Gomes, apresentou-se dizendo que há 32 anos chegou a Anápolis e integrou-se à vida da Cidade como empresário, como líder classista e como agente político. Na sua exposição ele fez um apanhado das obras que após esta gestão deve ter continuidade.
O candidato do PSDB, Carlos Antônio, destacou na sua apresentação vem se preparando para administrar Anápolis e que, inclusive, fez curso superior na área de gestão tendo. Disse, ainda, percorrido toda a cidade com o objetivo de conhecer mais de perto as demandas da população. O tucano afiançou que a candidatura é um momento histórico em sua vida.
O candidato Roberto do Órion convidou os eleitores para que conheçam a sua história durante a campanha eleitoral. Ele relatou a sua trajetória profissional como professor e empresário do setor educacional. E enfatizou que representa, nesta campanha, o lado da mudança, por não pertencer aos dois lados antagônicos que representam o governo do PT no Município e o governo do PSDB, no Estado. Conforme sublinhou, sua campanha é uma campanha independente.
Fechando o bloco, o candidato Pedro Canedo apresentou-se como médico-oftalmologista, casado e pai de quatro filhos e avô de quatro netos. Ele pontuou que, sendo eleito, pretende desenvolver uma gestão administrativa ética, honesta e pautada no respeito à aplicação dos recursos públicos e em consonância com um plano de metas estabelecido para balizar a administração nos seus diversos setores.

De candidato para candidato
O segundo bloco consistiu nas perguntas de candidato para candidato, com direito a réplicas e tréplicas. A série foi aberta com a pergunta do candidato Pedro Canedo ao candidato João Gomes, sobre a questão da falta de ações para a atração de novos investimentos para a geração de empregos no Município. O candidato do PT falou que Anápolis, hoje, representa o segundo maior PIB de Goiás e está entre as 80 maiores cidades do País. E que, na atual gestão, tem envidado esforços para a implantação de dois novos distritos industriais para acolhimento de grandes indústrias. Na réplica, Canedo apresentou números apontando que outros municípios de Goiás têm registrado um crescimento mais acelerado do que o de Anápolis, em relação ao seu PIB. E, na tréplica, João Gomes disse que a Cidade tem avançado muito e que, na época em que o seu opositor era deputado, também empresas foram fechadas no Município, como a Vicunha.
O candidato João Gomes endereçou questionamento ao candidato Carlos Antônio sobre as propostas para a educação e a valorização dos profissionais do magistério. Em resposta, Carlos Antônio atacou dizendo que o petista parece viver realidades diferentes em Anápolis e que ouviu reclamações de representações dos professores sobre o não cumprimento de parte do estatuto e do plano de cargos e salários, pela atual gestão. E falou que, sendo eleito, vai valorizar a classe dos professores e dar a eles condições de trabalho, bem como incentivo para os estudantes da rede. Na réplica, João Gomes afiançou que Anápolis tem, na atualidade, uma das melhores estruturas educacionais de Goiás e que foi na administração à qual pertence que foram implantados o estatuto e o plano de cargos e salários, os quais, segundo afirmou, estão sendo respeitados. Na tréplica, Carlos Antônio reforçou que o setor educacional passa por problemas e que não estaria sendo aplicado o Plano Municipal de Educação.
Na sequência, o candidato Carlos Antônio fez pergunta ao concorrente Valeriano Abreu, sobre a sua avaliação sobre a área de saúde no Município. Em resposta, Valeriano Abreu ressaltou que os cidadãos, na sua administração, caso seja eleito, terão a percepção sobre os recursos que ele paga em impostos e a sua devolução na forma de benefícios, sobretudo, na área da saúde, que destacou como sendo um dos pontos prioritários do plano de governo. Na réplica, Carlos Antônio disse que é preciso que as pessoas conheçam como está sendo feito o atendimento na saúde e que pretende, se eleito, criar um serviço de melhor qualidade, com atendimentos em diversas especialidades médicas. Na tréplica, Valeriano Abreu informou que dentro das suas propostas, estão a oferta do serviço de ambulância para atender a pacientes que não sejam de casos graves e que irá informatizar o sistema para melhorar o atendimento dos pacientes nas unidades de saúde da rede municipal.
Valeriano Abreu fez pergunta ao candidato Roberto do Órion, sobre as suas propostas para a gestão administrativa. O petebista respondeu ser fundamental que a Administração Municipal tenha mais normatização, padronização e modernização. Procedimentos estes que, conforme lembrou, colocou em prática quando esteve à frente da diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (CONBAB) que segundo ele, tem um orçamento três vezes maior do que o de Anápolis, ou seja, cerca de R$ 3 bilhões. E enfatizou que muitas propostas estão sendo repetidas na campanha, porque os candidatos do pleito anterior não trabalharam para dar resolução àquilo que pregavam. Afiançou que, sendo eleito, tomará medidas para que a Prefeitura tenha um serviço de maior qualidade e transparência nas licitações, para que boa parte delas não seja feita por dispensa. Na réplica, Valeriano Abreu enfatizou que Anápolis precisa ser mais bem planejada, para que as pessoas tenham mais percepção do que vai ser feito pela gestão. Na tréplica, Roberto Naves pontuou que a máquina administrativa está “inchada” e que será objeto de análise a necessidade da existência de 21 secretarias.
Por fim, fechando o quadro, o candidato Roberto do Órion dirigiu questionamento ao candidato Pedro Canedo, falando sobre a área de saúde. Canedo respondeu dizendo ser inadmissível que falte insulina e vacinas nos postos de saúde do Município e que um dos principais itens do seu plano de governo para a saúde, será a construção de um grande hospital, para a realização de cirurgias eletivas e atendimento em especialidades. Também defendeu a criação de um prontuário único para os pacientes atendidos pela Rede Municipal e a melhoria salarial para os profissionais que atuam na saúde. Na réplica, Roberto Naves falou que a infraestrutura é um ponto importante do seu plano de governo e citou que pretende, se eleito, criar novos polos comerciais e industriais. Na tréplica, Pedro Canedo reforçou que pretende melhorar as condições de atendimentos nos CAIS e implantar uma nova UPA.

Perguntas dos repórteres
Na sequência do debate, a equipe de jornalismo da emissora endereçou perguntas aos candidatos, com o critério de sorteio para a escolha dos candidatos. As respostas puderam ser elogiadas ou criticadas por outro candidato, havendo direito à réplica e tréplica.
O repórter Márcio Gomes fez pergunta ao candidato Roberto do Órion, sobre a questão da segurança pública. O candidato afiançou que a obrigação com o setor não é só geográfica, do Governo Estadual, mas de todos os entes governamentais e a Prefeitura, neste caso, segundo ele, deve ter sua responsabilidade. Ele defendeu a implantação da Guarda Municipal, que já existe no papel e, para isso, defendeu a realização de concurso público. “Temos de estar do lado do bem, da polícia, da população”, disse. A Guarda Municipal, continuou, ficará responsável em fazer o videomonitoramento, para reforçar a segurança e, para isso, pretende dobrar o número de câmeras, com melhor qualidade. O candidato, também, enfatizou a necessidade de reforçar o banco de horas da Polícia Militar. E que a segurança, também, depende de outras questões como melhorias na educação e mais emprego.
O candidato escolhido para fazer análise da resposta foi Pedro Canedo. Segundo ele, não há muita diferença nos planos de governo. Defendeu a criação da secretaria municipal de Defesa Civil, que terá um gabinete de articulação voltada para a segurança, chamada de “Sala de Crise”. E instalar postos policiais nas entradas e saídas da Cidade. Na tréplica, Roberto Naves disse que é preciso fazer gestão e enxugar a máquina para que haja recursos a serem aplicados no setor sejam suficientes. A Guarda Municipal, em sua opinião, dará uma liberdade maior de ação para a Polícia Militar.
Na sequência, o repórter Cândido Filho endereçou pergunta ao candidato Pedro Canedo, sobre a questão do abastecimento de água na Cidade. Na resposta, o candidato destacou que Anápolis não pode ficar “refém” da SANEAGO, que “vem aqui e sangra a população anapolina, faz promessas dizendo que não tem problema”. O candidato reforçou que ainda falta água nos bairros e no centro e que a solução não seria pedir ao governador e este pedir aos diretores da SANEAGO que encontre uma solução, mas sem oferecer uma resposta prática. A solução, disse, seria criar um sistema municipalizado, ligado à superintendência municipal de água e esgoto. No encontro de contas, Anápolis vai sair ganhando e vai ter recursos para investimentos. Mas, primeiro, disse, será aberta uma negociação e, se não resolver, aí, sim, partir para a municipalização.
O candidato que analisou a resposta foi João Gomes. Ele destacou que na campanha de 2008, um dos temas foi essa questão foi justamente este: a água. Conforme pontuou, a Prefeitura tem uma “conversa forte” com a SANEAGO para a resolução dos problemas e que teve muitos avanços de lá para cá, inclusive, com obras executadas com aval de financiamento da Prefeitura. “Estamos cobrando a quem é de direito cobrar”, enfatizou. Destacou, também, o projeto de transposição de água do Ribeirão Capivari para o Sistema Piancó como uma das medidas de combate à crise hídrica. “De conversa estamos saturados”, disse o candidato Pedro Canedo, em sua tréplica. “Vou cobrar duro, até onde perceber que vai resolver. Se não resolver, o caminho é a municipalização”, reforçou. Ele disse que várias cidades brasileiras já tomaram este caminho.
O candidato João Gomes respondeu pergunta do repórter Eurípedes Cândido, sobre a questão da infraestrutura e mobilidade urbana. O petista disse que a Cidade sofreu por muitos anos com a falta de planejamento. “Recurso público, cada um dele, tem a sua destinação, não pode colocar onde quiser”, ponderou, acrescentando que dirigir uma prefeitura como Anápolis é uma responsabilidade grande “porque governamos para gente e as políticas públicas precisam chegar às pessoas”, disse ele, afirmando que houve muitos avanços na ampliação dos serviços de água e esgoto, do asfaltamento e, em relação aos viadutos, que compõe parte da estratégia de melhoria da mobilidade urbana. “Temos responsabilidade e transparência em nossas ações”, argumentou. O candidato que replicou a exposição foi Valeriano Abreu. Ele observou que a questão da infraestrutura não é só trânsito e que há outros problemas como os conjuntos habitacionais, sendo que, em alguns deles, não há rede de esgoto. “Isso é muito mais prioridade”, observou, dizendo também que é uma necessidade melhorar as condições de acessibilidade. João Gomes, na tréplica, defendeu que hoje reclamam que não tem o esgoto, mas antes não tinha casa. “Não podemos recuperar o atraso de 30 anos em oito anos”, frisou.
O próximo repórter a fazer pergunta foi Orisvaldo Pires, para o candidato Valeriano Abreu, sobre a questão dos investimentos na área de esporte. O candidato destacou que o esporte “é de extrema relevância no nosso projeto, e isso foi uma questão que pesou na escolha da minha vice Teresa Cristina”, disse ele, observando que o esporte é um meio de promover a cidadania; de atender a crianças que estão em situação de vulnerabilidade. “Precisamos criar condições para que as crianças e adolescentes possam utilizar adequadamente as quadras que estão nos bairros”, defendeu, afirmando que vai fortalecer as práticas esportivas de diversas modalidades, inclusive, disponibilizando os ginásios. Disse que vai ampliar o apoio financeiro aos atletas e promover o futebol de várzea. “Vamos colocar pessoas de competência na área de esporte para assegurar a defesa da saúde que é um princípio da defesa à vida”. Para a análise, foi sorteado Carlos Antônio. Ele ressaltou que é necessário ter “responsabilidade no debate”. O candidato afirmou que o adversário foi muito “genérico” ao expor as suas propostas. Na tréplica, Valeriano Abreu disse que o seu partido e a sua candidatura têm propostas concretas no plano de governo, inclusive, a colocação de monitores nas praças esportivas e a oferta de esporte no contraturno das escolas.
O repórter Lucivan Machado endereçou pergunta ao candidato do PSDB, sobre a questão da previdência municipal. Carlos Antônio afirmou que seu projeto é garantir que os aposentados e pensionistas não tenham sobressaltos para receberem os seus benefícios e admitiu nem discutir a segregação de massa. Ele defendeu a adoção de medidas para reforçar o caixa do Instituto de Seguridade Social. “Vamos buscar as ferramentas corretas para isso”, afiançou. O candidato Roberto Naves analisou que a realização de concurso público aumenta efetivo e, isso, vai aumentar número de aposentadorias. “Mas, é preciso tranquilizar os aposentados, para que tenhamos transferências para o fundo de recursos do ISSA e fazer uma melhor gestão”, defendeu. Já o tucano Carlos Antônio observou que, sendo eleito, a Prefeitura vai continuar fazendo transferências para o ISSA, mas observou ser necessário equacionar o déficit atuarial.

Considerações finais
O último bloco foi dedicado às alegações finais dos candidatos. O primeiro sorteado para falar foi Roberto do Órion, que agradeceu à emissora, familiares, dirigentes de partidos. “Sei que está muito difícil acreditar na política e até pouco tempo pensava igual, mas se a gente quer mudar tem que agir”. Disse que não tem apoio de máquina pública e que está numa “candidatura independente”. Destacou, ainda, que a sua candidatura foi viabilizada e ganhou musculatura com nove partidos e 170 candidatos a vereador o apoiando. “Chega das mesmas falácias”, disse, argumentando que pretende fazer um governo diferenciado. “O que eu peço é uma oportunidade de mostrar o meu trabalho”.
O candidato Carlos Antônio, nas considerações finais, também fez agradecimentos sobre a oportunidade de ser candidato, “abraçado pela população”. Lembrou que foi o vereador mais votado e depois se elegeu duas vezes deputado estadual e que a candidatura a Prefeito surgiu de um apelo popular. E reforçou que se preparou para ser prefeito da Cidade, “aquele que você vai ver e que vai assumir todos os problemas do Município”, disse, afirmando que não vai transferir responsabilidades em relação à segurança, água e saúde. Agradeço ao PSDB por me acolher e me lançar candidato, agradeço ao PHS pelo vice Elismar Veiga e aos nossos candidatos a vereador”, arrematou.
O candidato João Gomes disse que todas as cidades têm problemas e em Anápolis “eles estão sendo enfrentados”, disse, afirmando que é candidato à reeleição para continuar a gestão com planejamento e transparência e que o seu lado é o lado do povo. E que é candidato para que a cidade continue no caminho certo para garantir a resolução do problema da água, para continuar pagando em dia os servidores e os aposentados e dentro do mês trabalhado. E, também, que é candidato para valorizar os profissionais da área de saúde e da educação. Disse ainda que é candidato para desenvolver projetos factíveis para todas as áreas da Administração.
O candidato Valeriano Abreu colocou, nas disposições finais de sua participação, que as pessoas, com razão, estão descrentes da política. “Muitos que agora realizam seus discursos continuam com as práticas que causaram esta descrença” e que seu governo não terá “corrupção e arranjos”. Ele convidou os eleitores a olharem para o seu projeto e para a história de vida sua e da candidata a vice, Teresa Cristina. Segundo ele, o que será mostrado na campanha não é um projeto de marketing, eleitoreiro. O candidato também fez referência ao trabalho que desenvolveu à frente do PROCON de Anápolis.
O candidato Pedro Canedo considerou o candidato “respeitoso”. Ele defendeu fazer uma gestão “honesta, moderna e inovadora” e de exigência aos governos estadual e federal. Disse que vai montar equipe competente para todas as áreas. Reforçou as propostas da guarda municipal e a construção de uma nova UPA. E, ainda, a criação da secretaria da Juventude e a implantação de um sistema educacional moderno e uma rede de atendimento para as pessoas idosas. “Vamos cuidar bem de Anápolis, como cuido de minha família”, salientou, conclamando os vereadores e voluntários para reforçarem a campanha.

Autor(a): Claudius Brito

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