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Presos permanecem por pouco tempo na cadeia de Anápolis

Segurança Comentários 09 de julho de 2015

Dado foi apresentado pelo secretário Joaquim Mesquita, que inaugurou um núcleo de inteligência policial na sede da 3ª Regional da Polícia Civil


Uma triste realidade: 42 dias é o tempo médio que pessoas que cometem crimes como roubo; tráfico; estelionato; formação de quadrilha, abuso sexual e, até, homicídios, estão ficando na cadeia em Anápolis. Este número é bem próximo ao levantamento feito no ano passado pela Secretaria de Segurança Pública na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia, que apontou o tempo médio de 41 dias, na comparação feita com a data de entrada e o registro de saída do preso.


Os números foram apresentados nesta quinta-feira, 09, pelo secretário estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, que esteve em Anápolis para inaugurar as reformas nos prédios da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI) e da 3ª Regional da Polícia Civil. Além disso, acompanhado do staff das polícias Militar e Civil, ele também lançou, de forma oficial, o Núcleo de Análise Criminal do Observatório de Segurança Pública.


Segundo Joaquim Mesquita, o Núcleo de Análise Criminal é uma versão compacta do Centro de Comando de Inteligência que existe na Capital, mas com a mesma tecnologia, ou seja, um conjunto de softwares para a formação de um banco de dados georreferenciado que armazena todas as ocorrências da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Com isso, é possível identificar, no caso das polícias, as chamadas “manchas criminais”, que são os locais de maior incidência de um ou outro tipo de crime. Com estes dados sistematizados, as forças de segurança têm uma ferramenta melhor para planejarem as suas ações, seja em relação à prevenção ou ao trabalho ostensivo.


Joaquim Mesquita salientou que a instalação deste Núcleo já é mais uma resposta às demandas que foram levadas à Pasta pelo jornalista Vander Lúcio Barbosa, representando o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor, o Rotary Clube e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Anápolis, em relação ao roubo de cargas na região. “Estas ferramentas também poderão ser utilizadas para combatermos melhor estes crimes”, assinalou o secretário, afirmando que, recentemente, outras ações foram deflagradas e culminaram com a prisão de receptadores de cargas roubadas na Cidade. “Vamos continuar e ampliar essas ações”, garantiu.


Segundo o Delegado Regional, o Núcleo já começou a ser operado, inclusive, o Contexto publicou, em cima de alguns dados levantados no sistema, uma matéria sobre a evolução dos crimes de furto e roubo de cargas em Anápolis e região. No Núcleo, estão instaladas três estações, sendo uma para cada corporação - Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.


Reiteração


Na apresentação que fez na sede da 3ª Regional da Polícia Civil, Joaquim Mesquita, também, apresentou outro dado alarmante, a taxa de reiteração, ou seja, de reincidência criminal em Goiás chega a 70%.  Ele apresentou 11 casos que nos últimos anos tiveram grande clamor popular, dentre eles, o da publicitária Polyana Arruda, de Anápolis, que foi morta por uma quadrilha de roubo de carros. Neste caso, como nos demais relatados, como, por exemplo, as chacinas do Morro Mendanha e a Chacina da Serra das Areias, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, os autores identificados já tinham diversas prisões. O secretário apresentou outros casos, Num deles, de um homem que, no “prende e solta”, acumulou nada menos que 10 prisões. Felizmente, este ainda se encontra atrás das grades.

Autor(a): Claudius Brito

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