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Presídio: Empresa que abandonou obra ganhou novamente licitação

Geral Comentários 21 de junho de 2013

Dessa vez, com um valor maior, promessa é acelerar a obra. A informação foi dada pelo secretário estadual de Segurança Pública


A empresa que abandonou a obra do presídio de Anápolis, entrou na nova licitação, com um valor maior estimado para a execução do serviço e com a promessa de antecipar a entrega de 18 para 15 meses. A informação foi dada pelo secretário estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, que esteve em Anápolis na última quarta-feira,19, participando de audiência pública na Câmara Municipal.
Conforme dados apresentados pelo Vereador Wilmar Silvestre (PT), autor do requerimento para a realizado do debate, no final de maio ocorreram 80 homicídios em Anápolis, o que significa 16 mortes por mês. Em um comparativo com o ano de 2005, em que foram totalizadas 19 mortes, no final de 2012 foram 183. “É assustador o crescimento da criminalidade na nossa cidade, o índice de assassinatos e também o crescimento do tráfico de drogas”, acrescentou o parlamentar.
Presente ao debate, o secretário estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, ouviu várias queixas dos vereadores presentes. O presidente da Câmara, Luiz Lacerda (PT), lembrou que nas várias reuniões feitas com a população no programa Câmara Para Todos um dos pedidos das comunidades é mais policiamento. “Em todos os bairros ouvimos o povo pedir postos policiais. Queremos saber que respostas podemos dar e o que se pode fazer”.
O Vereador Vespa (PSC), relatou casos de assaltos que acontecem no bairro Parque Brasília. “Muitos comerciantes têm que pagar segurança clandestina porque ali tem muito roubo às lojas e estabelecimentos comerciais”. Gleimo Martins (PTN) reforçou o discurso do petista. “Eles estão muito vulneráveis porque geram emprego. Não deve ser difícil prevenir os assaltos porque é ponto fixo, ou seja, já sabe onde o vai acontecer”.
Os vereadores Amilton Filho (PSC) e Eber Mamede (PT) questionaram sobre o efetivo da polícia e a possibilidade de aumentar o número de policiais em Anápolis. Já Wederson Lopes (PSC) e Professora Geli Sanches (PT), membros da Frente Parlamentar de Combate às Drogas, mencionaram as bocas de fumo na cidade e solicitaram medidas para as mesmas deixem de existir.
Representante da Polícia Militar na Câmara, o vereador Sargento Alberto (PTN) disse que conhece as dificuldades de trabalho dos policiais, principalmente ao conduzir os presos de delegacias para o presídio nos finais de semana. Por fim, Jerry Cabeleireiro (PSC) pediu reforço na segurança durante a madrugada.

Soluções
Os responsáveis pela segurança pública em Anápolis, o comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) coronel Juverson Oliveira, o delegado regional Álvaro Cássio e o secretário Joaquim Mesquita responderam as dúvidas dos vereadores e apresentaram algumas soluções.
O coronel Juverson Oliveira afirmou concordar com vereadores sobre a falta de policiamento em alguns setores e reconheceu os números de assaltos a comércios. Segundo o comandante, Anápolis enfrenta problemas com o efetivo da PM. “Os regressos das Forças Armadas estão chegando. Anápolis vai receber 80 desses regressos. Já tem um concurso em andamento para 1180 policiais”.
O delegado Álvaro Cássio afirmou que será instalada mais uma central de flagrante na cidade. “Já está também autorizado pelo governador Marconi Perillo um concurso na Polícia Civil com 500 vagas”, acrescentou.

Sobre outra preocupação constante em Anápolis, a cerca da construção do novo presídio, Joaquim Mesquita informou que a mesma empresa que havia abandonado as obras ganhou novamente a licitação para dar continuidade ao serviço, com um valor maior. “O prazo é de 540 dias, ou seja, 18 meses, mas já temos a informação que pode ser concluído em 15 meses”. O secretário ainda disse que a segunda obra do Centro de Inserção Social também terá início. “Superamos todos os trâmites burocráticos e está tudo dentro do cronograma”.
Após as explicações, o vereador Wilmar Silvestre lembrou que é importante ter a colaboração da comunidade para melhorar a segurança na cidade. “As pessoas têm que denunciar também. Quando perceberem os vizinhos com drogas ou identificarem algum ponto, liguem para o 190 e avisem a polícia”. O petista ainda entregou ao secretário de Segurança Pública um pedido em nome da Câmara Municipal solicitando o aumento do efetivo para a cidade.

Autor(a): Da Redação

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