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Presidente quer correção de erros e retomada de obra da Câmara

Política Comentários 07 de junho de 2018

Amilton Filho disse que a Secretaria de Obras pediu prazo para terminar os projetos, necessários para uma nova licitação


O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, vereador Amilton Filho (SD), repercutiu na tribuna, durante a sessão ordinária do último dia 04, o processo para retomada da obra da nova sede do Legislativo. Segundo ele, trata-se de uma questão que preocupa a todos os vereadores, e que há uma cobrança permanente de toda a sociedade pela conclusão da edificação, paralisada desde junho de 2016.
Amilton Filho reconheceu que houve erros por parte de quem elaborou o projeto da nova sede. “Isso não é competência do ex-prefeito Antônio Gomide, ele não estava lá na prancheta, desenhando projetos, mas houve erro claro, a gente vê indo lá [na obra]. O auditório não tem dois metros de altura. Como forrar, iluminar e colocar ar condicionado?”, questionou.
Amilton seguiu apontando o que ele considera erros graves por parte dos engenheiros responsáveis pelo projeto, como o desencontro da laje do novo prédio com a estrutura antiga. O presidente defendeu declaração do prefeito Roberto Naves quanto à falta de alguns projetos. Ele citou a ausência do estudo para prevenção e combate de incêndios, o que fez a obra ser notificada no passado pelo Corpo de Bombeiros.
Sobre recursos financeiros para a obra, Amilton Filho relatou que, no final de 2016, o então prefeito João Gomes [na época PT, hoje PSDB] utilizou verba de um fundo criado pelo Executivo e o Legislativo que já acumulava R$ 4,509 milhões e que seria para a obra da Câmara. Com isso, a nova gestão assumiu em meio a uma crise econômica grave e sem contar com esse dinheiro.
“Não estou dizendo que esse dinheiro foi desviado, mas o ex-prefeito o aplicou para outra finalidade”, comentou. Amilton lembrou que esse fundo foi criado a partir de um “acordo de cavalheiros” entre o então presidente Sírio Miguel [gestão 2009-2010] e o prefeito Antônio Gomide, com o depósito mensal de R$ 50 mil por cada ente – Executivo e Legislativo- para uso na obra da Câmara. Depois o valor foi ampliado para R$ 70 mil e seguiu sendo honrado pelos presidentes da Casa, inclusive por por ele próprio, atualmente. A sobra de duodécimo no final do ano também foi para essa conta específica.
O presidente defendeu que todos os erros de projeto sejam corrigidos, para que a partir da retomada da obra, ela não pare mais. “Os projetos para uma nova licitação não estão prontos, devemos cobrá-los, mas não podemos cometer atropelos, incorrendo em novo erro”, salientou. Segundo Amilton, a equipe de engenharia da prefeitura tem ido ao canteiro de obras fazer novos levantamentos para elaboração do projeto. Ele disse ainda que a Secretaria de Obras pediu um prazo até 30 de junho para conclusão dessa etapa, o que deve ser respeitado. “Que a prefeitura licite a obra e corrija os erros. Não adianta pressa, se não acontecerá a mesma tragédia”, concluiu.

Autor(a): Da Redação

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