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Presidente Dilma pode ser investigada, diz Caiado

Política Comentários 13 de maro de 2015

Senador do democratas diverge de posição do procurador geral da República, Rodrigo Janot


O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), questionou há pouco a posição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que a presidente da República, Dilma Rousseff, não pode ser investigada durante o exercício do seu mandato, no caso do Petrolão. Caiado argumentou que não existe nenhum artigo na Constituição Federal que proíba essa ação. E mais: mostra que a Carta Magna é clara em determinar que todos os que zelam pelo patrimônio público devem agir com transparência e estão passíveis de ser responsabilizados quando houver indícios e provas de desvios.
“Não existe qualquer artigo, inciso ou parágrafo que exclua quem quer seja da investigação. Essa tese defendida pelo procurador-geral da República e pelo ministro da Justiça carece de respaldo constitucional. Nossa Constituição republicana preza por exigir transparência de todos os atos e da responsabilização de todos os que zelam pelo patrimônio público. Esse é o fundamento da Constituição que o Brasil com competência soube redigir e aprovar em 1988”, disse, em discurso no plenário do Senado.
O parlamentar lembrou que a tese de Janot e Cardozo sobre a Dilma ganhou força após a divulgação da lista de parlamentares investigados. E afirmou que todas as atitudes de Dilma buscaram apagar as digitais dos crimes cometidos na Petrobras. “Quantas vezes a presidente da República foi citada na delação do doleiro Alberto Youssef? 11 vezes? Qual foi a base de que sequer não se pode abrir investigação? O que vemos foi o silêncio de quem foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Com todos os escândalos, a presidente resistiu, quando todo o Brasil pediu, em demitir a Graça Foster, presidente da estatal”, afirmou.
“Pergunto: quando existe crime, quais são as primeiras providências? Cercar o local, chamar a polícia técnica e científica e buscar os indícios, provas porque no decorrer do tempo as provas desparecem. É importante que possamos investigá-la para saber se existe a conivência a utilização do mandato na manutenção de uma diretoria que tem o objetivo de apagar as digitais, indícios ou provas daquele escândalo de corrupção praticado na Petrobras”, pontuou.

Autor(a): Da Redação

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