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Presidente descarta novas varas para Comarca de Anápolis

Justiça Comentários 10 de fevereiro de 2017

Desembargador Gilberto Marques Filho afastou essa possibilidade ao participar de solenidade de posse na Comarca


Ao participar da solenidade de transmissão de cargo do novo diretor do Fórum, juiz Ricardo Silveira Dourado, em substituição ao também juiz Carlos Limongi Sterse, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargador Gilberto Marques Filho descartou a possibilidade de criação de novas varas na Comarca de Anápolis e também a realização de concurso público para a contratação de servidores para o Judiciário local.
Gilberto Marques Filho reconheceu, no entanto, que as grandes comarcas, como a de Anápolis carecem de novas varas, de mais juízes e servidores, mas lembrou que o Estado e o País vivem um momento de graves dificuldades causadas pela crise financeira e econômica, exigindo de todos, incluindo o Judiciário, aguardar o momento mais apropriado para o atendimento dessa demanda. Ele lembrou também que a criação de novas varas, a designação de novos juízes e a contratação de mais servidores não depende apenas de uma decisão do presidente do TJ, mas de uma análise e avaliação que passa por várias instâncias, as últimas delas a sua aprovação pela Assembleia Legislativa e o aval financeiro do governador do Estado.
Sem revelar outros pleitos, disse, porém que irá atender as reivindicações que lhes foram apresentadas pelo novo diretor do Fórum em audiência que o desembargador concedeu ao juiz Ricardo Silveira Dourado, observadas as limitações que a crise financeira lhe impõe. Em seu discurso, Gilberto Marques Filho enalteceu a forma de escolha do novo diretor do Fórum, eleito de forma democrático por todos os juízes da Comarca de Anápolis, em um processo implantado pelo presidente do Tribunal de Justiça nas grandes comarcas do Estado.
Balanço
Em seu discurso, feito de forma bastante informal, o ex-diretor do Fórum, juiz Carlos Limongi Sterse, fez referências elogiosas ao trabalho desenvolvido pelo desembargador Gilberto Marques Filho na presidência do TJ. Disse também que em sua gestão, com a ajuda de uma eficiente equipe, trabalhou intensamente e que nesse período pode fazer o bem para pessoas que buscam o Judiciário quase sempre muito fragilizadas, atendendo-os com respeito, consideração e agilidade.
Por último, lembrou o trabalho de levantamento judiciário que realizou em sua gestão, revelando que conseguiu ouvir mais de 90% dos servidores para saber o que faltava em suas ocupações e se sentiam felizes no trabalho. “Sinto bem em ter atendido as partes porque aqui não existe diferença entre juízes e servidores, mas apenas graus diferenciados de responsabilidades”, concluiu Carlos Limongi agradecendo a Deus por servir pessoas que procuram a Justiça como último socorro e por ter realizado uma administração pautada em valores aprendidos em família.
Responsabilidade
De sua parte, novo diretor do Fórum, juiz Ricardo Silveira Dourado iniciou o seu discurso destacando a responsabilidade de assumir o cargo e se comprometendo atuar com disposição no intuito de consolidar o trabalho realizado pelo seu antecessor e de buscar novas conquistas. Disse que assume essa missão como servidor público e o compromisso de promover a justiça, “com o que temos de melhor”.
Ele afirmou que na condição de juiz sempre busca a prática de servir bem, incluindo o hábito de respeitar, desde os mais jovens e humildes até as mais experientes e cultas pessoas que lhe ocupam. “Além disso, como servidores públicos, devemos sempre agir com generosidade, agilidade, honestidade e dignidade na condução da justiça, bem como atuar com proficiência na realização deste mister”.
Ele afirmou que uma grande nação não dispensa da presença de um Poder Judiciário forte, livre e independente, frisando que seu trabalho será pautado pelo equilíbrio e bom senso e nunca eivado por covardia ou fraqueza. “Venha de onde vierem as questões, sejam quais forem as pedras que pelo caminho a trilhar devam ser enfrentadas e ultrapassadas”, acrescentou o juiz assinalando que acredita que o Poder Judiciário, particularmente o goiano e o da Comarca de Anápolis, detém essas prerrogativas e consegue chegar as metas superiores às dificuldades que se apresentam cotidianamente.
Por fim, ressaltou que o cidadão,” se, por um lado é um ente singular, por outro ele é também um ser plural, já que, por natureza, nasce social. Assim, mesmo que, como singular indivíduo, esteja eu sendo designado à diretoria do Foro, comigo carrego os atores de ter chegado a este cargo”, concluiu o juiz, antes, porém agradecendo ao desembargador Gilberto Marques Filho pelo acolhimento de sua indicação “feita pelos meus colegas juízes”.

Autor(a): Ferreira Cunha

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