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Presidente da CDL diz que lojas tradicionais resistem à crise

Economia Comentários 14 de outubro de 2016

Wilmar de Carvalho acha que a falta de planejamento e de conhecimento são as principais causas do fechamento de lojas antes de completarem dois anos


O fechamento de um grande número de lojas do comércio varejista, especialmente na área central de Anápolis não é, apenas, um reflexo da crise econômica que o País está enfrentando. A opinião é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Wilmar Jardim de Carvalho que reconhece os reflexos negativos da recessão em todos os segmentos da economia, mas acredita que outros componentes, também, influenciam para o sucesso ou o fracasso de qualquer empreendimento.
“As pessoas precisam entender, antes de abrirem qualquer negócio, que é imprescindível a realização de uma pesquisa de mercado para evitar que o fracasso as surpreenda”, frisou Wilmar de Carvalho para quem o grande número de espaços comerciais fechados e com placas de “aluga-se”, além de ser um reflexo da crise é, também, uma consequência da falta de planejamento.
De acordo com o Presidente da CDL, para atuar em qualquer segmento do comércio, antes de abrir um estabelecimento, a pessoa precisa saber se há demanda suficiente para bancar seu negócio. Para provar estas considerações, Wilmar de Carvalho destaca que estudar e conhecer o mercado onde vai atuar é fundamental para evitar que sua proposta de negócio não se transforme em ilusão.
Com vasta experiência no comércio varejista, o presidente da CDL assegura que a grande maioria das lojas fechadas nos últimos meses era de pessoas que abriram seus negócios sem ter preparo e conhecimento. Para ele, “marinheiros de primeira viagem” não sabem como dar os primeiros passos. Por esta razão, recomenda muita leitura, estudos e cursos para que a pessoa tenha domínio e segurança sobre o seu negócio.
“E quanto mais dominarem as informações, mais segurança eles terão”, acrescentou lembrando que o conhecimento constante sobre o seu negócio é fundamental para o sucesso do empreendimento. Reforçando essa tese, Wilmar de Carvalho destaca que um grande número de lojas tradicionais mantém seus negócios abertos, apesar da crise econômica e de quedas nas vendas. “As exceções são as lojas novas na praça que fecham suas portas, no máximo, dois anos após serem abertas, porque a economia do País não vai bem e, mais ainda, pela falta de planejamento e de conhecimento sobre o próprio negócio”, sustenta o presidente da CDL. Ele recomenda aos empreendedores em potencial que, antes de pensarem em abrir um negócio, procurarem o SEBRAE, que oferece cursos, consultorias e, até, dicas para fortalecer os empreendimentos.
Estrutura
Ele reconhece que o preço de locação de imóveis comerciais acaba provocando o fechamento de muitas lojas, ou, então, as transferindo para locais mais afastados, mas acha que esse é um detalhe que precisa ser observado antes de o negócio ser aberto. Para ele, uma das formas de evitar o fracasso do empreendimento é definir a estrutura operacional da empresa, criar um plano financeiro detalhado com o total do investimento, capital de giro, custos e previsão de rentabilidade.
Soma-se a isso, a necessidade de um plano de marketing, para identificar o público alvo, o mercado e estratégias de vendas. “É preciso reservar dinheiro para publicidade, para mostrar o empreendimento e atrair compradores”, disse o Presidente da CDL. Wilmar Carvalho lembra que a Cidade se desenvolveu muito nos últimos tempos, com novos consumidores na praça, inclusive de cidades circunvizinhas que vêm a Anápolis para fazer suas compras.
A CDL não tem um levantamento de quantos estabelecimentos varejistas foram fechados nos últimos meses, apesar de reconhecer que é grande o número de salas comerciais fechadas na área mais central da Cidade. “Mas, o comércio está se descentralizando”, minimiza Wilmar de Carvalho lembrando que muitas avenidas fora da área central e também bairros mais afastados se transformaram em pontos comerciais de grande peso, afastando muitos consumidores das lojas do centro.
Reconhece, também, que o trânsito e a falta de estacionamento são outros dois problemas que prejudicam o comércio formal na região central. “Outro problema é a proliferação desenfreada de camelôs nas calçadas”, acrescentou responsabilizando a Prefeitura por estes problemas. Segundo ele, um projeto que pretendia revitalizar o quadrilátero central ficou, apenas, na promessa e se resumiu na reforma da Praça Bom Jesus. “Não tivemos mais notícias sobre este projeto”, afirmou.
Recentemente, uma reportagem do Jornal CONTEXTO, feita a partir de entrevistas com profissionais do ramo imobiliário, apontou que cerca de 20% dos imóveis comerciais se encontram fechados. Essa realidade não é difícil de constatar, basta um giro pelas ruas do quadrilátero central, para se observar o grande número de pontos comerciais que estão com placas de “aluga-se” ou “vende-se”.

Autor(a): Ferreira Cunha

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