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Preservação das nascentes é debatida em audiência pública

Cidade Comentários 25 de setembro de 2015

Projeto em tramitação na Casa prevê a criação de um programa local de controle das das cerca de 700 nascentes existentes no Município


A Câmara Municipal de Anápolis discutiu questões relacionadas ao meio ambiente nesta quinta-feira,24, durante uma audiência pública realizada pela Vereadora Mirian Garcia (PSDB). O assunto girou em torno da preservação das nascentes de água na cidade e o controle das erosões. O problema existente na via que liga os setores Vila Bela e Jardim Progresso também foi tratado na ocasião.


Mirian Garcia falou da necessidade de cuidar das nascentes do município devido aos constantes problemas com falta de água tanto em Anápolis quanto no Brasil. “Todos nós precisamos de água e, se hoje já está difícil, no futuro ficará pior. Precisamos cuidar disso hoje. Por não serem preservadas, as pessoas constroem em áreas de nascentes de água e depois nascem as erosões”, justificou a vereadora.


Tramita na Casa um projeto de autoria do vereador Gleimo Martins (PTN) que cria o Programa de Conservação e Proteção das Nascentes de Água em Anápolis do qual a tucana foi nomeada relatora. Mirian Garcia disse que preferiu abrir o debate sobre o assunto antes de emitir parecer. “Temos um problema sério hoje em Anápolis no Vila Bela com o Progresso. E é por isso que digo que quero aprender cada vez mais sobre assunto para evitarmos os mesmos casos no futuro”.


Segundo a arquitetura Maria Luísa Adorno, a situação das nascentes de Anápolis é séria. Ao apresentar gráficos com as bacias de água presentes na região, ela informou que existem mais de 700 nascentes no município. “Anápolis é rica em água, mas se não cuidarmos disso aqui, vai faltar Goiás e no Distrito Federal. A água é finita e temos um problema sério na cidade. Vemos construções em cima de rios e dessas nascentes. Algumas são fáceis de serem removidas, mas outras infelizmente não são mais possíveis”, acrescentou.


Maria Luísa Adorno trouxe algumas soluções para os problemas como a recuperação de matas ciliares. “É o meio mais rápido de recuperar as áreas dos rios e das nascentes. Existem outras soluções mais caras e que levam mais tempo”.


A promotora do meio ambiente, Sandra Mara Garbelini, falou que há loteamentos em Anápolis que nunca deveriam ter sido autorizados. “Pagamos um preço altíssimo pela ocupação desordenada e alguns casos da cidade nem tem como mais serem resolvidos. A palavra de ordem hoje é a prevenção. Temos que evitar agora a ocupação nas áreas em que as nascentes são identificadas”.


Sandra Garbelini ainda disse que as construções que já estão edificadas em cima de nascentes precisam de intervenção tecnológica. “Obviamente não vamos pedir a demolição do Fórum, mas precisamos que seja feito um trabalho para ver como aquele local continuar ali sem problemas de erosões”, afirmou.


Engenheiros da secretaria municipal de Obras e Meio Ambiente, Fábio Maurício e Marco Aurélio, garantiram que a Prefeitura de Anápolis está atenta a todos os problemas apresentados durante a audiência pública. Ambos concordaram que é preciso mais esforço na preservação das nascentes e que não se pode mais autorizar loteamentos nessas áreas. Para eles, os novos empresários precisam deixar legados ambientas para a cidade.


 


Erosão


A respeito do problema na rua situada entre o setor Vila Bela e Jardim Progresso, recentemente visitado pela vereadora Mirian Garcia, a promotora Sandra Mara Garbelini disse que o Ministério Público (MP) já pediu explicações para o problema. “Pedimos informações para a Prefeitura e estamos aguardando o diagnóstico de especialistas para vermos como esse problema pode ser solucionado. A situação é grave e somente após esse estudo, que é feito pela secretaria municipal de Obras, é que poderemos investigar a autorização que foi dada para a construção. A solução tem que ser tomada antes do período de chuva”.


O engenheiro da secretaria de Meio Ambiente disse que esteve no local e que a Prefeitura tem tentado fazer intervenções. “Já vamos começar a parte de drenagem para baixar um pouco o lençol e começar a obra de recuperação. Aquele local não agüenta esperar 12 meses, mas aquela situação é atípica”, concluiu.


Ao final, a propositora da audiência pública, Mirian Garcia disse que ficou satisfeita com as explicações tanto do MP quanto da Prefeitura. “Só de saber que estão cuidando do problema e que as pessoas que estão nesse local de erosão serão amparadas já é um bom sinal”. A tucana encerrou ao afirmar que continuará a trabalhar para a preservação das nascentes de água em Anápolis e que fará emendas ao projeto para o qual foi nomeada relatora.

Autor(a): Da Redação

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