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Preço do produto pode estar com alinhamento

Geral Comentários 20 de dezembro de 2018

Levantamento do PROCON encontrou variações mínimas nos supermercados


As festas de final de ano se aproximam e para ajudá-los a economizar, a Prefeitura de Anápolis, via Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon), realizou uma pesquisa a fim de comparar os preços de 33 itens que costumam fazer parte do cardápio da ceia de Natal, entre eles: carnes, bebidas, frutas, grãos, panetones e chocolates. E para a surpresa do órgão, foi constatado um alinhamento de preços em muitos produtos, com destaque ao peru, dando indícios de formação de cartel.
O produto em questão foi encontrado em diferentes lugares com apenas 0,06% de variação de preço – o menor valor encontrado foi R$ 14,98, sendo que o maior R$ 14,99. “O problema é que estabelecimentos comerciais que vivem em condições completamente diferentes, como questões de aluguel, estacionamento, ponto, proporção do espaço que afeta o valor pago em água e luz, não é possível que eles tenham os mesmos gastos, o que é naturalmente embutido no valor do produto final”, esclareceu o secretário municipal de Defesa do Consumidor, Robson Torres.
Ao mesmo tempo, outros itens a variação é extrema. É caso do pêssego nacional, onde foi constatado diferença de 178,36% no seu custo. “Como este produto fica mais caro nesta época do ano, é possível substituí-lo por um pernil suíno ou peixe assado”, comentou.
Para chegar a tais resultados, o Procon avaliou seis supermercados de Anápolis, entre os dias 17 e 18 de dezembro. Agora, a equipe de fiscalização do órgão irá voltar em tais locais e analisar seus documentos fiscais, para verificar os motivos destes alinhamentos. “Caso não haja uma justificativa plausível, o fato pode resultar em multas por desrespeito às normas consumeristas”, assegurou Robson Torres.

ECONOMIZE
O secretário municipal de Defesa do Consumidorpontuou sete dicas para ajudar a população anapolina a comprar que forma consciente. Confira:
1) Planejar os gastos é importante:é preciso ter noção das receitas, incluindo 13º, gratificações, bonificações, despesas, e se possível, despesas futuras, como os tributos de início de ano. Isso ajuda a ter noção do que pode ser gasto. Segundo estatísticas, no final do ano, os brasileiros costumam gastar entre 30% e 40% em comparação dos meses anteriores, prejudicando o orçamento dos meses futuros, e muitas passam a fazer parte dos super endividados.
2) Planejar as compras: após o planejamento, os consumidores devem fazer uma lista do que pretendem adquirir e, antecipadamente, ir à pesquisa de preços, o que permite o consumidor fazer comparações e pechinchar. Quando se deixa as compras para última hora, ele fica refém dos preços mais altos.
3) Evite comprar por impulsos: o consumidor deve seguir a risca sua lista de para evitar problemas com o orçamento. As compras por impulso, geralmente, indicam aquisições desnecessárias. Durante a escolha de peças de roupas, por exemplo, devem poder ser coordenadas com aquelas que já têm o consumidor já possui, para que possa fazer parte de ‘looks’, do contrário, é quase certo que será descartada em um canto do armário.
4) A ceia: organizar um bom jantar, não exige gastar muito. Antes de ir às compras, o consumidor deve fazer, como já falamos, uma lista com tudo que será preciso, inclusive, a quantidade necessária de cada item, e, para tanto, outra lista deve ser feita com presentes no evento. Tal preparação evita desperdício de comida e compras desnecessárias. Frutas nacionais e da estação são mais baratas e agradam a todos. Damascos, avelãs e nozes não costumam vir em embalagens padronizadas e, por isso, o preço varia bastante.
5 )Pechinchar não é vergonha: isso demonstra compromisso e fidelidade consigo mesmo. O brasileiro costuma pagar sem perguntar a possibilidade de obter descontos. Muitas lojas costumam dar 10% de desconto (ou até mais), quando é pago a vista. Se não for possível pagar tudo na hora, o consumidor deve prestar atenção nas condições de parcelamento.Por fim, registre todas as compras feitas e o número de parcelas que deverão ser debitadas a cada mês.
6) Requisição de Nota Fiscal: para o exercício de direitos do consumidorcomo trocas ou substituições, descontos proporcionais, possível devolução da quantia paga e relativa ao produto ou serviço adquirido, e para eventuais substituições de peças ou consertos, tanto quanto para quaisquer tipos de denúncias ou ações judiciais correspondentes.
7) Deixar as crianças em casa e desconfiar das promoções: a primeira técnica evita compras desnecessárias e por impulso. Já a segunda evita problemas relativos a golpes e fraudes. Ambas trazem prejuízos financeiros aos consumidores.


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