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Prefeitura garante repasse para que Santa Casa mantenha UTI pediátrica funcionando

Cidade Comentários 27 de abril de 2019

Instituição atende pacientes do Município e de 61 localidades e, desde dezembro, estava sem o repasse de um convênio com o Estado


Na manhã desta sexta-feira, 26/04, o Prefeito Roberto Naves recebeu a diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis. A instituição vem passando por uma grave crise financeira, com risco iminente de paralisação de um importante serviço: a UTI pediátrica, que atende pacientes do Município e de outras 61 localidades da região do médio Norte de Goiás.
O agravamento da crise naquela unidade de saúde, segundo Roberto Naves, deu-se por uma série de fatores, dentre eles: a suspensão do repasse que a Prefeitura fazia na gestão de 2014, no valor de R$ 129 mil; a descontinuidade do contrato com o Estado, desde o mês de dezembro para cá, no valor de R$ 429 mil/mês; além de questões outras como gestão e baixa remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reunião contou a com presença do presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, ao qual foi incumbida a tarefa de chamar para uma café da manhã os donos de laboratórios. A ideia é que as empresas do segmento – terceiro maio polo produtor de medicamentos do País - possam colaborar com a Santa Casa através da doação de remédios e insumos. O presidente da Câmara Municipal, Leandro Ribeiro, ficou encarregado de fazer contato com empresários do ramo atacadista, a fim de obter deles ajuda para na parte de alimentação para suprir carências da unidade.
A Prefeitura de Anápolis, por sua vez, reativou o convênio e, até segunda-feira, 29/04, deve depositar na conta da Santa Casa, duas parcelas do referido convênio, no valor de R$ 200 mil, de um total de R$ 600 mil.
Em outra frente, o próprio Prefeito, deputados e outras lideranças estão trabalhando no sentido de sensibilizar o Governador Ronaldo Caiado, para que o convênio com o Estado seja retomado. Em conversas anteriores com o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, foi pontuado que a questão esbarra em entraves jurídicos e que não seria possível retomar o convênio e pagar retroativo, ou seja, de janeiro até agora. Neste hiato, a Santa Casa deixou de receber cerca de R$ 1,7 milhão e, em momento algum, deixou de prestar atendimento.
Roberto Naves assinalou que o Governador, por ser um anapolino, está sensível ao problema e acredita que ele estará empenhado em encontrar uma solução rápida. “Não vai ter serviço nenhum fechado, porque Anápolis vai abraçar a causa”, conclamou Roberto, destacando, ainda, a importância da imprensa em ajudar a esclarecer para a população sobre os serviços que são prestados na rede de saúde. Ele citou que há casos em que um paciente com dor de garganta vai à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), quando poderia ser atendido numa Unidade Básica de Saúde (UBS). A própria Santa Casa, disse, recebe milhares de pacientes na emergência e boa parte dos casos, poderiam ser resolvidos no posto de saúde. Se não fosse isso, a instituição teria como atender melhor naquilo que ela efetivamente oferece e os recursos, obviamente, seriam também melhor aproveitados. Além disso, citou que a unidade tem carências outras, como, por exemplo, de voluntários para as áreas médica e de enfermagem.

Regionalização
O diretor da Santa Casa de Misericórdia, Cláudio Campos, que está em substituição à Irmã Rita Cecílio, explicou que a unidade conta, hoje, com 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil, podendo chegar a 12, em caso de necessidade, como está ocorrendo agora. Esses leitos atendem pacientes do Município e de 61 localidades da região do médio Norte de Goiás. Agora, por exemplo, estão internados dois pacientes de Anápolis e 10 de outras cidades.
Quanto ao convênio com o Estado – de R$ 429 mil –, conforme explicou, R$ 129 eram destinados à qualificação da UTI e R$ 300 mil para atender a rede de urgência e a maternidade. O recurso a ser repassado pela Prefeitura, conforme afirmou, “ajuda muito, mas não vai resolver”, já que, segundo observou, é necessário o aporte do Estado, como vinha ocorrendo. Ele ressaltou que não trata a ausência dos repasses, de janeiro até agora, como uma dívida, mas vê que seria importante ao Governo, enxergar a importância que o atendimento da Santa Casa - que é regionalizado - tem para o sistema de saúde de Goiás como um todo e não apenas para Anápolis.

Autor(a): Claudius Brito

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