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Prefeitura economizou R$ 36 mi nas compras em 2010

Economia Comentários 07 de julho de 2011

Novo sistema adotado para a realização dos pregões, tomadas de preços e licitações, proporcionou uma sistemática economia aos cofres municipais


Durante o ano de 2010 a Prefeitura de Anápolis deixou de gastar nada menos que R$ 36 milhões a mais, em compras para as suas secretarias e departamentos. Isto, segundo o Secretário Municipal de Administração, Edir Gomes Xavier, por conta de uma nova sistemática adotada na aquisição de suprimentos em geral. A principal medida adotada, segundo ele, foi unificar o trabalho, criando-se uma central de compras, ao invés do funcionamento de várias equipes nas diferentes secretarias. “Isto economizou tempo e dinheiro”, justificou o secretário, afirmando que, no início, houve certa dificuldade, mas que, agora, o sistema flui naturalmente.
Edir Gomes Xavier disse que adotou o modelo que aprendeu quando trabalhou no Banco do Brasil. “O Banco tem milhares de agências espalhadas por todo o País e, somente, uma central de compras. Então, uma prefeitura como a de Anápolis poderia, muito bem, funcionar com uma só”, alega. Ele acrescenta que outra medida importante adotada para se economizar na aquisição de bens e serviços para a Prefeitura foi a “Ata de Registro de Preços”. Por este modelo, as empresas interessadas em vender para o Governo Municipal encaminham documento em que constam os preços praticados na operação. Caso a Prefeitura se interesse em adquirir, faz a contra-oferta e compra o que for necessário. Se, depois, houver a necessidade de novas aquisições do mesmo produto, o Governo Municipal já tem um parâmetro de preços e consulta a empresa fornecedora se ela ainda tem interesse em vender mais, pelo mesmo valor. “Isto evita a especulação”, justificou Edir Xavier.
Ainda dentro desse raciocínio, o Secretário disse que foi estabelecida uma nova prática nas licitações. Hoje, a Prefeitura compra por espécie de produto e, não por pacotes como era anteriormente. E, justificou: “Quando queremos comprar canetas, por exemplo, fazemos a licitação somente para canetas. E, assim por diante. Isto impede uma prática antiga em que havia a compra de vários itens através de uma só tomada de preços, muito conhecida como pacote” alegou.
Para Edir Xavier, medidas como estas podem justificar a “sobra” de dinheiro para obras sociais e físicas, numa alusão a críticas de que a Prefeitura esteja “nadando em dinheiro”. Ele disse que o segredo em qualquer instituição, seja pública ou privada, é a economia e a aplicação correta dos recursos disponíveis.

Autor(a): Nilton Pereira

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