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Prefeitura celebra convênio com instituição que vai cuidar de mulheres em situação de risco

Cidadania Comentários 24 de maio de 2018

Associação Missionária Esperança assinou convênio com a Prefeitura de Anápolis e vai oferecer serviço inédito no Município


A partir de hoje, as mulheres vítimas de violência em Anápolis têm um lugar para serem acolhidas, juntamente com seus filhos, se necessário. É que nessa quarta-feira, 23, a Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda assinou termo de colaboração com a Associação Missionária Esperança para oferta de serviço de acolhimento às mulheres vítima de violência.
Iniciativa pioneira em Anápolis, o serviço de acolhimento é uma resposta da atual gestão municipal aos anseios de toda a rede de proteção à mulher. O objetivo é oferecer estrutura adequada para recebê-las no momento de sofrimento por situações violadoras, garantindo a integridade física e psicológica das mulheres em risco de morte e de seus filhos, promovendo ainda o exercício dos direitos da sua cidadania e contribuindo para o resgate e fortalecimento da sua autoestima.
O espaço também deve proteger as mulheres e evitar a continuidade de situações de violência, identificando suas causas e produzindo dados para o sistema de vigilância socioassistencial. O serviço possibilita, ainda, a construção de projetos pessoais que visam à superação e desenvolvem oportunidades para a autonomia pessoal e social, além de qualificação profissional para inclusão produtiva. “Oferecemos atendimento integral e interdisciplinar às mulheres e seus filhos, em especial nas áreas psicológica, social e jurídica”, afirmou a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda, Tânia Aparecida da Silva.
O prefeito Roberto Naves ressaltou a importância do trabalho de chamamento público, uma normativa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que é feito pela Secretaria, a fim de auxiliar instituições sérias e comprometidas com a causa. “Tinha verba federal parada porque o procedimento não era feito de forma correta. Fomos atrás, entendemos como deve ser feito e conseguimos firmar esses convênios tão importantes”, informou, se referindo aos termos já assinados com instituições que passaram por processo seletivo para o abrigo de crianças e república (jovens com idade entre 18 e 24 anos).
E também foram publicados os editais para acolhimento de idosos e pessoas com deficiência e serão divulgados, em breve, para espaços que vão receber pessoas com dependência química e casas de passagem, que hospedam familiares de quem está na cidade em tratamento médico.
Sobre o termo de acolhimento às mulheres vítimas de violência, o prefeito disse que é um marco para a cidade. “É um espaço que acolherá essas mulheres, garantindo seus direitos e, principalmente, sua segurança”, frisou. Além do prefeito, da primeira-dama, Vivian Naves, e da secretária Tânia Aparecida da Silva, participaram do evento o vice-prefeito Márcio Cândido, as delegadas Marisleide Santos e Gênia Maria Eterna, os vereadores Lélio Alvarenga, Elinner Rosa, Domingos Paula e Deusmar Japão, a tenente Daiene, da Patrulha Maria da Penha, a presidente da Associação Missionária Esperança, Jusceliane Vieira, entre outras autoridades.

8 DE MARÇO
O edital para seleção da instituição foi lançado em 8 de março - Dia Internacional da Mulher - deste ano, durante evento de conscientização sobre o tema. O processo seletivo escolheu a instituição que obedecia aos critérios estabelecidos, bem como os objetivos propostos e questões de infraestrutura, já que deve abrigar 20 famílias (mulheres e filhos) no período de até 180 dias. “Nosso desejo era fazer esse acolhimento, já que muitas mulheres nos procuravam. Por isso, fizemos um mutirão de reforma e adaptações para atender o edital”, explicou a presidente da Associação Missionária Esperança, Jusceliane Vieira.
A entidade vai receber as mulheres encaminhas pelos Centros de Assistência Social (Cras), Centro Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Referência da Mulher e Patrulha Maria da Penha que, em muitos casos, faz o primeiro contato com a vítima. “É um reforço que temos, a saída que precisávamos. Muitas vezes buscamos a vítima e não temos pra onde levá-las”, disse a responsável pela Patrulha Maria da Penha, tenente Daiene, que aproveitou para divulgar o telefone da patrulha (62) 99939-9581.

Autor(a): Da Redação

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