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Prefeitura atua com rigor para combater invasões públicas

Cidade Comentários 04 de novembro de 2011

Problema crônico, e antigo, em Anápolis, as invasões de áreas públicas trazem prejuízo à comunidade e, até mesmo, riscos a quem ocupa locais impróprios para construções


A Procuradoria Geral do Município está fazendo um trabalho intensivo para a desocupação de invasões em áreas públicas. Segundo informou a Procuradora Andréia de Araújo Inácio Adourian, essas invasões estão espalhadas por vários setores da Cidade, não havendo pontos específicos onde o problema se concentre. É um problema antigo, mas de grandes consequências para a própria comunidade.
De acordo com Andréia Araújo, existem casos de ocupação de ruas, de áreas de preservação ambiental e, áreas de risco para moradia. Para cada caso, a Procuradoria adota uma linha de trabalho. “Nós procuramos, principalmente, resolver as questões no âmbito administrativo. Mas, há casos em que a Postura age com o seu poder de polícia para fazer as retiradas e, quando as soluções esgotam, buscamos a saída judicial”, informou a Procuradora. Além de enfrentar os problemas existentes, é realizado um trabalho para evitar reincidência. Por conta disso, por exemplo, a Prefeitura já cercou várias áreas de preservação na Cidade, com o objetivo de proteger a fauna, a flora, as nascentes e os mananciais de água.
Andréia Araújo salienta que as ocupações irregulares, muitas das vezes, ocorrem onde a Prefeitura poderia construir uma escola, uma creche, um posto de saúde ou uma praça e outros equipamentos públicos para servirem à coletividade. Dessa forma, a ação isolada de uma pessoa, ou de um grupo, traz prejuízo para a comunidade, mesmo por que o Município já não dispõe de muitas áreas públicas para atender às demandas.
A Procuradora enfatiza que este trabalho está sendo feito continuamente e, inclusive, alerta que a população pode ajudar denunciando alguma ocupação ilegal. Além disso, Andréia Araújo lembra que as invasões em áreas de risco, por exemplo, colocam em perigo a própria integridade dos moradores que estão nesta condição. E, o problema não está restrito a áreas onde residem pessoas de baixa renda, mas há, também, as chamadas invasões milionárias, onde famílias de bom poder aquisitivo ocupam parte de terrenos para aumentarem o tamanho de suas propriedades.

Autor(a): Claudius Brito

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