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Prefeito contesta demolição

Cidade Comentários 29 de novembro de 2013

Decisão precipitada da justiça afeta a mobilidade e a qualidade de vida da população


“Você não pode tomar a decisão de demolir um espaço que é usado por todos nós, principalmente pelo trabalhadores de Anápolis. É importante que a gente tenha ciência de que uma decisão precipitada como essa, em vez de buscar a solução, traz um problema maior: nós temos que ter bom senso para manter a tranquilidade e a normalidade que existe em Anápolis, atualmente, também no transporte coletivo”, ponderou o prefeito Antônio Roberto Gomide a respeito da sentença judicial que deu 120 dias de prazo para a demolição da ala sul do Terminal Urbano de Anápolis, “até a sua destruição total”, para desobstruir o prédio tombado da antiga Estação Ferroviária, como determinara o Ministério Público.
Para o chefe do executivo municipal, esta sentença é semelhante ao caso Bretas: “às vezes, demolindo você cria outro problema. Os prejudicados seriam os trabalhadores e todos os usuários daquele espaço”.
Por determinação judicial, a gestão pública municipal abriu, em 2008, a licitação para a nova formatação do transporte coletivo, mas o processo encontra-se paralisado no Tribunal de Justiça do Estado, em grau de recurso. Junto com a decisão do processo licitatório foi determinada a demolição da ala sul do Terminal Urbano para desobstruir o prédio da antiga estação.
Com o caso parado na justiça, o prefeito faz a intermediação junto à procuradoria, a TCA, a promotoria, o judiciário e os segmentos organizados da sociedade para a preservação do patrimônio público, onde passam 75 mil pessoas/dia ou 2,5 milhões/mês.

GOMIDE 1
“Se houvesse a demolição quem iria construir um novo terminal, a prefeitura ou qual empresa”, indaga Antônio Roberto Gomide ao alertar que “se não temos uma definição não podemos tomar uma medida drástica para prejudicar aquilo que está dando certo e gerando tranquilidade”

GOMIDE 2

“Se tem esta determinação de demolir deveria haver também a vontade de fazer o processo da licitação andar mais rápido para saber qual será a empresa vencedora e responsável pela reconstrução do terminal, caso venha ocorrer a demolição”

FIM DA INTEGRAÇÃO
O prefeito Antônio Roberto Gomide observa com cautela os aspectos jurídicos da licitação e da determinação de demolição do terminal, sem esconder a sua preocupação com o fim da integração. A articulação dos dois terminais assegura a integração total das linhas e a mobilidade das pessoas que dependem do ônibus urbano para fazer seus deslocamentos. A falta de espaço físico no terminal exigiu, em 1995, a construção da ala sul, ligada à ala norte por uma passarela para garantir o conforto e segurança aos usuários do sistema. Enquanto o quantitativo da frota ativa de ônibus da TCA dobrou o contingente diário de pessoas que fazem a integração triplicou.

CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS
Não há como operar o sistema unicamente na ala norte do terminal, um espaço insuficiente para a articulação da integração. O impacto na economia da cidade e na qualidade de vida dos usuários do transporte coletivo seria desastroso. Sem condições de se fazer a integração de todas as linhas no terminal mutilado, tão pouco na rua, a população pagaria a conta da queda de qualidade do sistema e de substanciais aumentos tarifários provocados pela perca da tecnologia troca-linha informatizada, única no mundo, que funciona em Anápolis há 20 anos. Esse programa gera a racionalização da frota e resulta em serviço de qualidade, enquanto a mobilidade urbana da grande maioria das cidades de médio e grande portes, do Brasil e do mundo, sofrem com sistemas vulneráveis.
A demolição da ala sul do terminal acabaria com a logística de um dos melhores sistemas de transportes coletivos do Brasil, afetando a normalidade e a tranquilidade da cidade e a qualidade de vida da população, conforme alerta o prefeito Antônio Roberto Gomide. O atraso em massa das viagens de 20 mil trabalhadores, diariamente, não poderia ser suportado pelas empresas do Daia. O funcionamento das escolas públicas também seria prejudicado com os inevitáveis atrasos, enquanto o trânsito no centro da cidade entraria em colapso, com prejuízos incalculáveis para o comércio varejista, bancos e prestadores de serviços.


“O Terminal Urbano é patrimônio
da população de Anápolis e deve ser
preservado, a despeito do cumprimento
de uma decisão judicial que coloca
o passado da cidade à frente do futuro”

Autor(a): Manoel Vanderic

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