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Praticar esportes melhora a saúde

Saúde Comentários 15 de janeiro de 2010

Logo depois do carnaval, o movimento nas academias de ginástica aumenta significativamente. Professor ensina qual a melhor maneira dar início a uma atividade e quais as melhores opções para cada idade e objetivo


Uma das opções para quem pretende ficar em forma nas férias são as academias. Com a chegada do verão e do carnaval, então, o movimento nesses estabelecimentos chega a dobrar. Além dos famosos aparelhos de musculação, muitos oferecem aulas de dança, jump, boxe, ioga, ginástica localizada, entre outras. Hoje, já existem, até mesmo, academias especializadas no atendimento a gestantes; idosos; pessoas hipertensas, cardíacas e diabéticas.
Antes de dar início a qualquer tipo de atividade física, entretanto, é necessário fazer uma avaliação geral de saúde. Segundo o professor de educação física, Hugo Leonardo Ferreira Rios, quando a pessoa procura uma academia, tem de passar por uma espécie de triagem, em que responde a perguntas simples sobre sua condição física e seu estado de saúde. Os treinos são montados de acordo com o resultado desse questionário. “Se o aluno já está ciente de seu estado de saúde e tem algum problema, sugerimos que ele traga seus exames. Assim, podemos elaborar um plano de exercícios específico e adequado às necessidades desse aluno”.
Ainda, segundo Hugo, 30 minutos é o tempo ideal para quem está começando. Com o avanço nos treinos esse tempo pode chegar a 50 ou 60 minutos. Mas o professor ensina que se deve evitar extrapolar esse tempo, pois a permanência prolongada na academia é uma das grandes causas da evasão. “Passar mais de uma hora na academia acaba por entediar o aluno, além de atrapalhar outras atividades diárias. O ideal é controlar o tempo e balancear as coisas”, alerta. Para aqueles que querem perder peso, a dica é apostar em atividades aeróbicas como esteira; bicicleta; jump, aeroboxe, ou dança. Além, é claro, da atenção com a alimentação - que deve ser mais equilibrada e conter mais alimentos saudáveis. No caso das pessoas que pretendem modelar o corpo, o professor indica a musculação, ou a ginástica localizada. Mas, avisa: “não há definição, modelagem, sem ganho de massa muscular”.
Outro ponto importante, diz respeito ao tempo para resultados. Muitos “apressadinhos” desistem dos treinos logo no primeiro mês devido à falta de resultados. Hugo lembra que com 15 dias de trabalho, pode-se notar um melhor condicionamento físico, uma melhora na qualidade do sono e pequena diminuição abdominal. Mas os exercícios não são milagrosos. “Existe um tempo de adaptação do organismo à atividade”.

Crianças e Idosos
Crianças e idosos também podem aderir sem preocupação à prática de exercícios físicos. O professor explica que, no caso dos pequenos, não há contra-indicações fisiológicas. Contudo, o ambiente das salas de musculação é frequentado, em sua maioria, por adultos. Assim, aulas de artes marciais como boxe - que tem turmas específicas para crianças - são a melhor opção, pois estimulam o convívio social. O oposto acontece com as pessoas mais velhas, para quem a musculação é a melhor opção. “Os exercícios de musculação evitam a perda das massas óssea e muscular - processo comum durante o envelhecimento - aumentando a força e a resistência física”, afirma. A dança, a ioga e o pilates também são boas pedidas para a melhor idade. “As aulas de dança e ioga melhoram a coordenação motora e promovem a sociabilização”. Hugo lembra, ainda, que é de extrema importância uma parceria entre médicos e instrutores.

Por que a preocupação com o sedentarismo?
No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso País. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública.
Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vivem nas cidades.
Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres; idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência.
Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona, pelo menos em parte, à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é gasto assistindo a televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.

Procure a atividade física adequada

A escolha deve ser feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:

• Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que não se sinta bem praticando.

• Aptidão necessária: Algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando por atividades mais leves.

• Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.

Autor(a): Carolina Umbelino

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