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Prática da acupuntura revela inúmeros benefícios

Saúde Comentários 09 de outubro de 2014

Para a Medicina Tradicional Chinesa, a má distribuição de energia vital é a causa das enfermidades. Assim, a acupuntura estimula alguns dos cerca de mil pontos existentes no corpo para reequilibrar o organismo


Quando um órgão está debilitado, determinados pontos da pele manifestam maior sensibilidade. Observando esse fenômeno, há mais de 3 mil anos, os chineses concluíram que cada órgão possui um correspondente ponto específico que, uma vez estimulado, pode aliviar a dor, prevenir e até tratar doenças. Assim nasceu a acupuntura, uma das mais importantes técnicas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), introduzida no Brasil há mais de 40 anos. Considerada terapia complementar, desde 1995 é também reconhecida como especialidade médica. Em 2006, o Ministério da Saúde incluiu a técnica entre as Práticas Integrativas e Medicinas Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como funciona

Segundo a médica Gislaine Cristina Abe, especialista em acupuntura e responsável pelo ambulatório de Medicina Tradicional Chinesa do Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o mecanismo de ação da terapia ainda não foi totalmente elucidado: “Sabe-se que existe uma relação muito estreita com o sistema nervoso e o movimento da água no organismo”. De acordo com a fisioterapeuta anapolina Silma Parreira, pós graduada em acupuntura, a terapia apresenta ótimos resultados nas patologias gastrointestinais, respiratórias, musculares, uncológicas, endocrinológicas, psicológicas, imunológicas e ginecológicas. A acupuntura é especialmente indicada para a redução de dor em casos de náuseas e vômitos em pacientes que submetem a quimioterapia e tensão emocional. A acupuntura atua através de estímulos específicos em certas regiões do corpo denominadas de pontos de acupuntura, agindo sobre os neurotransmissores como serotonina e endorfina. Silma Parreira destaca que existem sete conselhos de saúde oficiais que reconhecem a acupuntura: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, farmacêuticos, psicólogos e biomédicos

Quem pode fazer
Os especialistas garantem que a técnica é indicada para todos, até mesmo para as crianças. “Há uma exceção quanto à técnica com agulhas, pois ela não deve ser usada por pessoas que apresentem alterações na coagulação sanguínea. Doenças crônicas, em fase avançada, também devem ser avaliadas com cuidado no aspecto risco/benefício”, informa a médica Gislaine Abe. A única particularidade é que, de acordo com os fundamentos da MTC, o paciente deve ser avaliado de forma integral: mente e corpo são partes de uma mesma unidade. Assim, o médico o escutará, perguntará e fará o exame físico, que inclui a verificação de seu pulso (parte fundamental do diagnóstico), bem como sua língua. Exames complementares podem ser solicitados.

“O tabagismo, o alcoolismo e crises de abstinência, a acupuntura se mostra eficaz, pois estimula a produção de endorfina e dopamina ( hormônios de prazer e bem estar), evitando a depressão, insônia, ansiedade e angustia, usando em casos mais difíceis a auriculoterapia”, informa Silma Parreira, que ainda revela uma boa notícias para as mulheres que sofrem com a TPM “A acupuntura é um dos mais indicados tratamentos para a TPM, cuja eficácia é em média entre 60 a 70% na melhora clínica, Isso, porque a acupuntura libera neurotransmissores que aliviam a sintomatologia e regulam o sistema hormonal a progesterona e o estrógeno”. E para aqueles que temem as “picadinhas” na pele, Silma garante que elas não causam dor: “o paciente pode ter uma leve sensação de choque, mas nada que gere desconforto ou impeça a prática da técnica”.

Os tipos mais comuns
A Organização Mundial da Saúde incentiva a prática da acupuntura sistêmica. Mas existem técnicas que usam pontos auriculares ou regiões cerebrais, indicada para sequelas de AVC.
Cuidados com as agulhas: As agulhas devem ser descartáveis; a inserção deve ser feita em uma profundidade adequada e compatível com a estrutura do paciente e do local a ser estimulado; a assepsia (limpeza) é imprescindível.
Doenças tratáveis: A terapia é indicada para dor em geral: muscular, osteomuscular, cefaleia, dores agudas, entre outras. Outras moléstias tratáveis são: náuseas e vômitos pós-quimioterapia, dependências químicas, asma etc.
Riscos mínimos: Surgimento de dor e/ou sangramento. Riscos mais graves são infecções de estruturas externas e quebra de agulhas, mas são raros.
Efeitos colaterais: Se praticada por profissionais rigorosamente treinados, a técnica é segura. Por isso é importante obter informações sobre as credenciais do terapeuta. As complicações da má prática são muitas e variadas: desmaios, perfuração do pulmão, infecção auricular, meningite, encefalite, mastoidite etc.

Autor(a): Da Redação

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