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Pragas e infecções se espalham na época das chuvas

Saúde Comentários 14 de novembro de 2014

Leptospirose, dengue e, mais recentemente, a febre Chikungunya, estão entre as doenças mais preocupantes durante o período chuvoso. O aparecimento de ratos, baratas e insetos, também é comum nesta época


O período de chuvas é propício para o surgimento de agentes infecciosos e pragas, que encontram, no ambiente úmido, um local propício para se reproduzirem. Entre as principais moléstias que aparecem nesta época está a dengue. “É a doença transmitida por mosquito de mais importância a nível mundial. É a doença que mais incide no mundo como doença transmitida por um mosquito”, destacou o médico-infectologista Marcelo Cecílio Daher.
“Quando começa a chuva, o número de casos de dengue aumenta”, reforçou. Ele destacou que o desafio é controlar a população do mosquito-vetor transmissor da doença, o Aedes Aegypti. “Se conseguirmos diminuir a infestação desse mosquito, podemos diminuir a incidência da doença”, explicou o infectologista.
“Nós não vamos erradicar o mosquito, nunca. Isso já está comprovado. Ele tem uma capacidade de adaptação muito grande. Agora, o que temos de tentar é diminuir a quantidade dele”, acrescentou. O médico sinalizou que, no ano que vem, uma vacina deve começar a ser usada contra a dengue, “mas não é uma vacina que dá proteção de cem por cento”.

Novidade
A Febre Chikungunya, causada por um vírus, também, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, é uma preocupação neste período chuvoso, indicou Marcelo Daher. Ele informou que o vírus, causador da febre e outros sintomas parecidos com os da dengue, já atingiu regiões do Caribe e vários estados brasileiros, como a Bahia; Amapá, Minas Gerais e Mato Grosso.
“O receio é que o Brasil vivencie, agora, um surto combinando, Dengue e Chikungunya, de proporções muito altas”. Diferentemente do que ocorre com a dengue, a população está mais suscetível à febre Chikungunya, conforme explicou Daher. Como pouca gente contraiu esta doença no País, um número baixo de pessoas se tornou imune à Febre, o que deixa “a população toda vulnerável a ela”. No caso da dengue, a alta incidência na população criou certa resistência no organismo de quem já a contraiu.
Quanto aos sintomas, as duas doenças são bem semelhantes. Os infectados apresentam dores no corpo, febre e mal-estar. No caso da Chikungunya, dores nas articulações que duram meses e até anos depois de a febre passar, estão entre as características distintas deste mal, quando comparado com a dengue.
A chuva pode contribuir, também, para a transmissão da leptospirose, causada pela bactéria Leptospira presente na urina de ratos e de outros animais. No caso de enchentes, é comum o aparecimento da doença e, de acordo com o médico Marcelo Daher, “situações de alagamento”, também, contribuem para a contaminação. Conforme disse, “Anápolis tem casos” da Leptospirose.
Por causa da chuva, detalhou Marcelo Daher, os ratos procuram abrigo em casas e acabam urinando nas instalações das residências, contribuindo para a proliferação da doença. A Leptospirose tem como sintomas febre, dor de cabeça e dores pelo corpo. Também, podem ocorrer vômitos, diarreia e tosse. A presença de hemorragias; meningite; insuficiências renal, hepática e respiratória, podem levar à morte.
O médico Marcelo Daher também citou que, nesta época de chuva, há a incidência de “umidade muito grande, levando a quadros respiratórios”, com o aparecimento de doenças alérgicas. Nesta época, é importante controlar a umidade dos ambientes da casa, evitando-se as infiltrações de água, principalmente nas paredes.

As pragas
A bióloga Rosana Silva Barbosa apresentou que animais cuja “taxa de reprodução é muito alta, possuem hábito alimentar muito amplo e conseguem se adaptar a qualquer tipo de ambiente”. Eles fazem parte dos seres vivos que podem se tornar pragas. Em Anápolis, a época de chuvas facilita o aparecimento de cupins; baratas; traças; ratos; escorpiões, formigas e ratos, que se enquadram nestas características.
Além de se constituírem num incômodo para os seres humanos, as pragas transportam agentes nocivos para a saúde, conforme pontuou a especialista. Rosana Silva citou que eles causam “prejuízo material e prejuízo para a saúde”. Cupins, por exemplo, danificam móveis e eletrodomésticos. É comum, também, o aparecimento de formigueiros em aparelhos de televisão e outros eletroeletrônicos.
A bióloga citou maneiras de se evitar o aparecimento de pragas. Retirar o lixo de casa; não deixar vasilhas com comida destampadas e fora da geladeira; tapar ralos de banheiro, fechar janelas no crepúsculo para evitar o ingresso de insetos e tapar buracos de paredes estão entre medidas que podem ser tomadas. Para saber se há animais deste tipo dentro da residência, é possível observar algumas pistas deixadas.
Ratos, por exemplo, deixam, por onde transitam, pelos; urina, fezes e rastros de gordura nas paredes das casas. Ela informou que “baratas e traças vivem em locais úmidos e, sua reprodução é muito alta”. Conforme informou a bióloga, sua gestação é muito curta. Uma só barata fêmea chega a gerar mais de 250 filhotes durante sua vida. Rosana é a favor do controle da quantidade desses animais. “Porque eles trazem prejuízo, principalmente para a saúde”, sustentou.

Saiba mais

Prevenção da dengue
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de reservação de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas; embalagens; copos plásticos; tampinhas de refrigerantes; pneus velhos; vasos de plantas; jarros; garrafas; caixas d´água; tambores; latões; cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. (box)
Fonte: www.dengue.org.br

Autor(a): Felipe Homsi

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