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População rejeita um novo imposto para a saúde no Brasil

Geral Comentários 20 de janeiro de 2012

Brasileiros dos quatro cantos do País alegam que existem outras formas de se financiar a assistência médico/ambulatorial sem se sacrificar o povo com mais tributos


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), que ouviu 2002 pessoas, em 141 municípios brasileiros, revelou que a necessidade de mais recursos para a saúde pode ser resolvida se o governo conseguir acabar com a corrupção. Essa é a avaliação de 82% dos entrevistados. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria. O estudo mostra, ainda, que 96% da população são contrários à criação de um novo imposto para melhorar o atendimento à saúde. Uma pequena parcela, 04% dos entrevistados, disse acreditar na necessidade de o governo aumentar impostos para obter mais recursos para o setor. O levantamento apontou, também, que um total de 96% da população já utilizou algum serviço público ou privado, durante toda a sua vida.
O IBOPE constatou que em uma escala de 0 a 10 pontos, os hospitais públicos receberam, dos entrevistados, nota média de 5,7 e os privados, 8,1. A demora no atendimento aos pacientes foi citada por 55% dos entrevistados como o principal problema do sistema público de saúde; 61% já utilizaram algum serviço de saúde nos últimos 12 meses, sendo que 79% dos atendimentos foram ambulatoriais. As mulheres utilizaram os serviços de saúde em maior número (68%) nos últimos 12 meses. Dos homens entrevistados, 53% disseram ter precisado de atendimento nesse período. Do total de pessoas ouvidas, 79% utilizaram o serviço de saúde na rede pública nos últimos 12 meses.
Atendimento
Outro fator revelado na pesquisa dá conta de que o aumento no número de médicos foi apontado por 57% da população como uma das medidas que devem ser tomadas para melhorar o serviço na rede pública. Para 71% dos entrevistados, as políticas preventivas de saúde são mais importantes do que a construção de hospitais. A privatização da saúde, com a transferência da gestão dos hospitais públicos para o setor privado, foi apontada por 63% das pessoas ouvidas como medida que melhoraria o atendimento dos pacientes.
Curiosamente, um dos itens que surpreendeu os pesquisadores, foi a concordância de 84% dos entrevistados de que a venda de medicamentos só deve ser permitida com a apresentação e retenção de receita. Segundo a pesquisa, é comum entre os brasileiros procurar o farmacêutico para pedir remédio em vez de ir ao médico. Os medicamentos genéricos foram apontados por 82% da população como tão bons quanto os de marca e 80% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente que o parto normal é melhor do que a cesariana.
As pessoas de maior renda familiar, ou de maior grau de instrução, fizeram avaliação mais negativa sobre a qualidade da saúde pública no Brasil, com ênfase nos municípios com mais de 100 mil habitantes ou nas capitais. As mulheres dão opinião mais negativa sobre o sistema de sua cidade, com 55% das opiniões para ruim ou péssimo, número que entre os homens cai para 51%.

Causas principais
O resumo da pesquisa IBOPE mostra uma realidade vivida pela população brasileira ao longo das últimas décadas. Em que pese a defesa dos governos (Federal, estaduais e municipais) dando conta de que têm investido mais na política de saúde pública, o que se vê nos municípios, com raríssimas exceções, é o sucateamento total dos hospitais, casas de saúde, clínicas e correlatos, mantidos pelo poder público. Sem contar a falta de profissionais disponíveis. Alegando baixos salários e falta de condições ideais para desenvolverem suas atividades, médicos; enfermeiros; técnicos, dentistas e outros agentes de saúde, têm deixado de atender no sistema, preferindo migrar para o setor privado.
Anápolis, por exemplo, é um caso que expõe esta situação. A Prefeitura tem investido na abertura de postos de saúde, ampliação da rede existente, reformas e outros investimentos, mas, mesmo assim, não tem conseguido preencher as vagas oferecidas em concursos públicos. Está em andamento a construção de uma unidade de saúde para a mulher, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e vários outros estabelecimentos para atender a uma demanda cada vez mais crescente. Todavia, na contramão de tudo isso, faltam profissionais. Recentemente a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a desistência de mais de 30 profissionais que, depois de aprovados, não compareceram para ocuparem as vagas. Ressalte-se que, segundo a Prefeitura, os salários da categoria são os mais altos da região.

Autor(a): Da Redação

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