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População jovem diminui em Goiás. Mulheres e homens estão quase empatados

Geral Comentários 18 de setembro de 2014

Foi divulgada nesta quinta-feira,18, o resultado da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, que revela o perfil de Goiás e do Brasil


A PNAD 2013 mostra que a população residente em Goiás era de cerca de 6,456 milhões de pessoas em 2013, com um acréscimo de 885 mil pessoas em relação a 2004 (15,9%), quando a população era de 5,571 milhões de pessoas. As mulheres eram em 2013, 3,229 milhões (50,02%) e os homens 3,226 milhões (49,97%).
No Brasil, a população de cerca de 201,467 milhões de pessoas em 2013 é 10,9% superior à de 2004. As mulheres correspondiam a 51,5% da população (103,685 milhões). A mudança nos padrões etários da população também pode ser visualizada na pesquisa. A participação da população de Goiás nos grupos de idade abaixo de 25 anos
diminuiu de 46,1% em 2004 para 38,8% em 2013. Já a participação da população com 25 anos ou mais de idade aumentou de 53,9% em 2004 para 61,2% em 2013. No Brasil, a proporção da população na faixa etária inferior a 25 anos diminuiu de 46,3% em 2004 para 38,8% em 2013; já a população na faixa etária com 25 anos ou mais de idade aumentou de 53,7% em 2004 para 61,2% em 2013.

Migração
Tratando-se de migração, as estimativas mostraram que em Goiás, no ano de 2013, 1,894 milhão de residentes (29,3%) nasceram em outras Unidades da Federação ou outro país. As Unidades da Federação com o maior número de nascimentos de residentes em Goiás eram: Minas Gerais (380 mil), Bahia (265 mil), Distrito Federal (230 mil), Maranhão (209 mil) e Tocantins (150 mil). Quanto à naturalidade no município de residência, a pesquisa mostrou que 3,384 milhões de residentes em Goiás (52,4%) não nasceram no município em que residem.
No Brasil, a população que nasceu em Unidades da Federação diferentes daquela de residência é de 31,747 milhões de pessoas (15,8% da população total). Já as que nasceram em outros municípios em relação à residência atual compreendem 79,443 milhões de pessoas, correspondendo a 39,4% da população total do país.
As Unidades da Federação com residentes não naturais com o maior número absoluto de pessoas são: São Paulo, com 10,496 milhões de pessoas (24,0%); Rio de Janeiro, com 2,465 milhões de pessoas (15,0%); Goiás, com 1,894 milhão de pessoas (29,3%), Paraná, com 1,893 milhão de pessoas (17,2%); e Minas Gerais, com 1,708 milhão de pessoas (8,3%). Já em números relativos, as Unidades da Federação com o maior volume de residentes não naturais são Mato Grosso (59,8%), Rondônia (59,5%) e Tocantins (56%).

Educação
Em Goiás, 27,2% da população (1,756 milhão) eram estudantes em 2013, e destes, 1,276 milhão (72,7%) estudavam em rede pública de ensino, enquanto 479 mil (27,3%) estudavam em rede particular de ensino. A maior proporção estava concentrada na faixa etária de 5 a 19 anos, com cerca de 1,364 mil estudantes e uma representação de 77,7% do total de estudantes (86,5% do total da população dessa faixa etária). Na faixa de 20 a 24 anos, 148 mil estudantes (8,4% do total de estudantes). Já os estudantes com 25 anos ou mais de idade somavam cerca de 150 mil pessoas (8,5% do total de estudantes).
No Brasil, o número de estudantes em 2013 era de 56,212 milhões de pessoas (27,9% da população), dos quais 42,616 milhões (75,8%) estudavam em rede pública de ensino e 13,597 milhões (24,2%) estudavam em rede particular de ensino. A faixa etária entre 5 e 19 anos compreendia 42,855 milhões de pessoas e representava 76,2% do total de estudantes (87,3% do total da população dessa faixa etária). Entre os 20 e 24 anos, existiam 3,790 milhões de estudantes (6,7% do total de estudantes) e entre a população com 25 anos ou mais de idade, 5,085 milhões de pessoas (9,05% do total de estudantes).

Trabalho
O contingente de pessoas com 15 anos ou mais de idade (população em idade ativa - PIA) em Goiás em 2013 era de 5,032 milhões de pessoas e no Brasil de 156,6 milhões. Já a população economicamente ativa (PEA) ou Força de Trabalho (pessoas ocupadas e não ocupadas que estavam procurando trabalho na semana de referência) em Goiás era de 3,4 milhões de pessoas, enquanto que no Brasil era de 102,5 milhões de pessoas.
A taxa de atividade em 2013, indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa que estavam na força de trabalho, foi de 67,7% em Goiás e 65,5% no Brasil. A população ocupada em Goiás em 2013 era de 3,220 milhões de pessoas (64,0% da população em idade ativa). No Brasil essa proporção era de 61,2%, com 95,855 milhões de pessoas ocupadas.
A taxa de desocupação (pessoas não ocupadas e que estavam procurando trabalho na semana de referência) em Goiás foi de 5,5% no ano de 2013, acima da taxa registrada em 2012, que foi de 4,7%. No Brasil essa taxa foi de 6,5% em 2013, acima da registrada em 2012 quando a mesma era de 6,1%. A taxa de desocupação das mulheres em Goiás foi de 7,5% enquanto que para os homens de 4,0%; e no Brasil foi de 8,5% para as mulheres e de 5,0% para os homens.
A população mais jovem também tem taxa de desocupação maior. Em Goiás, a população economicamente ativa na faixa etária de 15 a 17 anos e de 18 a 24 anos tem taxas de desocupação de 19,1% e 11,9% respectivamente. No Brasil, as mesmas taxas são de 23,1% e 13,7% respectivamente.

Rendimento
Em 2013, o rendimento médio mensal realA de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais de idade ocupadas e com rendimento foi estimado em Goiás em R$ 1.660,00, superior em 4,07% ao valor de 2012 (R$ 1.595,00). No Brasil, esse rendimento médio mensal real foi estimado em R$ 1.681,00 em 2013, incremento de 5,7% em relação a 2012, quando era R$ 1.590,00.
Em Goiás, a proporção do rendimento de trabalho das mulheres em relação ao rendimento dos homens foi de 66,7%, o rendimento médio mensal real dos homens em 2013 foi de R$ 1.917,00 contra R$ 1.278,00 das mulheres. No país, essa proporção foi de 73,7%, R$ 1.890,00 contra R$ 1.392,00. Essa informação também revela que o rendimento médio mensal dos homens em Goiás foi superior à média nacional, enquanto que o das mulheres foi inferior à média nacional.
O Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho em Goiás foi de 0,458 em 2013, sendo de 0,453 para os homens e de 0,436 para as mulheres. No Brasil, o Índice de Gini em 2013 foi de 0,498, sendo de 0,503 para os homens e de 0,477 para as mulheres. (O Índice de Gini mede a desigualdade de distribuição de renda, sendo que quanto mais próximo de 0, menos a desigualdade e quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.).

Domicílios
Em Goiás, foi estimada a existência de 2,153 milhões de domicílios no ano de 2013 e, entre eles, a rede geral de abastecimento de água estava presente 82,3%; a rede coletora de esgoto em 45,1% e a coleta de lixo em 92,8%.
No Brasil, com existência estimada de 65,1 milhões de domicílios, 54,9 milhões (85,3%) possuíam rede geral de abastecimento de água, 38,405 milhões (64,3%) possuíam rede coletora de esgoto e 89,8% possuíam coleta de lixo. A iluminação elétrica estava presente em 99,7% (2,148 milhões) dos domicílios em Goiás e em 99,4% (64,825 milhões) dos domicílios brasileiros.
A pesquisa também investigou a existência de alguns bens duráveis nos domicílios e mostrou que, em Goiás, 98,7% deles possuíam geladeira, 99,4% possuíam fogão, 97,2%
possuíam televisão, 71,1% possuíam filtro de água e 55,6% máquina de lavar roupa. No Brasil, estes números eram em 2013 de 97,3% para geladeira, 98,8% para fogão, 97,2% para televisão, 53,5% para filtro de água, e 58,3% para máquina de lavar roupa.
Outro item que se destacou e que obteve o aumento mais expressivo entre os bens duráveis pesquisados e existentes nos domicílios desde 2004 foi o microcomputador, que, em 2004, estava presente em apenas 11,1% dos domicílios goianos, e chegou a 45,9% deles em 2013 (428,9% a mais). No Brasil, o aumento foi de 283,7%, presentes em 16,3% dos domicílios em 2004 e em 49,5% deles em 2013. (Fonte: Unidade do IBGE em Goiás)

Autor(a): Da Redação

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