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População de idosos tem crescimento acelerado na região de Anápolis

Geral Comentários 08 de janeiro de 2015

Pesquisa do Instituto Mauro Borges faz um “raio x” sobre o perfil da população acima de 65 anos em Goiás. Envelhecimento da população segue tendência nacional


O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno que vem sendo rastreado por meio de pesquisas. Em Goiás, a realidade não é diferente. O Instituto “Mauro Borges” (IMB), ligado à Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento, acaba de divulgar um estudo denominado: “Análise socioespacial dos idosos em Goiás”, o qual permite um amplo “raio x” sobre a situação da população idosa, inclusive, com recortes por microrregiões, dentre elas, a de Anápolis.
O estudo, elaborado pelos pesquisadores Rui Rocha Gomes e Tallyta Carolyne da Silva, ambos do IMB, foi constituído a partir de uma ampla base de dados: Censo Demográfico; Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar; Sistema sobre Mortalidade, Censo Escolar da Educação Básica e projeções populacionais do IMB e IBGE. Foi delineado, para o estudo, o perfil das pessoas acima de 65 anos de idade.
Consta do trabalho que o processo de aceleração do envelhecimento em Goiás foi bastante acentuado nas seis últimas décadas. Para se ter uma ideia, em 1950 havia a proporção de 5,8 idosos para cada grupo de 100 crianças. Em 2010, a proporção registrada foi de 30 para 100. Alguns fatores, segundo os pesquisadores, tiveram um peso importante para a configuração deste quadro, dentre eles, a redução da taxa bruta de natalidade (número de nascidos vivos por mil habitantes), que caiu de 47 para 14,5, de 1950 para 2010, e da mortalidade (total de óbitos por mil habitantes), que caiu de 32,5 para 6,4 no mesmo período.
“A diminuição da mortalidade, notada a partir das décadas de 40 e 50, é decorrente, dentre outros fatores, dos avanços na medicina e no saneamento básico, do deslocamento da população do campo para cidades e do consequente acesso às infraestruturas e serviços oferecidos pelo ambiente urbano”, destaca o estudo.
Em relação à queda da natalidade, os pesquisadores constaram que este quadro refletiu a diminuição da fecundidade da população. Traduzindo em números, em 1960, tinha-se uma projeção de 6,77 filhos por mulher. Em 1980, foi para 4,73; no ano de 2000, caiu para 2,24 e, no ano de 2010, caiu novamente, ficando em 1,86.
“Em 50 anos, o número médio de filhos por mulher em idade fértil (15 a 49 anos) reduziu mais de 70%, o que equivale a quase cinco filhos a menos neste período. A fecundidade em 1,86 está abaixo da taxa de reposição (2,1 filhos por mulher), de modo que além de repor habitantes mediante novos nascimentos, haverá participação das pessoas nas faixas etárias mais elevadas - o processo de envelhecimento pela base”, detalham os pesquisadores.

Alerta
Conforme o estudo, em 2010, a população idosa (a partir de 65 anos) em Goiás, era de 375.788, sendo 178.699 homens e 197.089 mulheres. As projeções apontam que, em 2030, esta população chegará a 880.724, sendo 395.403 homens e 485.321 mulheres. Os números servem de referência com vistas à formulação de políticas públicas para este segmento da população. Por outro, os pesquisadores destacam a preocupação com a assistência às pessoas idosas. Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), de 2009, revelam que, em Goiás, existiam 157 instituições para a longa permanência de idosos. Mas, em 59% municípios goianos, não havia nenhuma instituição com este perfil. Conforme registros do Conselho Regional de Medicina (CRM/GO), o Estado conta com 39 médicos especialistas em geriatria e, destes, 32 informaram que têm endereço profissional em Goiânia. Os demais declararam endereço em Anápolis (02); Itumbiara (02); Aparecida de Goiânia (01), Rio Verde (01) e Minaçu (01). No Brasil, conforme o Conselho Federal de Medicina, são 1.149 especialistas. Levando-se em consideração uma população de mais de 15 milhões de pessoas acima de 65 anos, têm-se 13 mil idosos para cada geriatra.
Consta, ainda, que em 2013, 20% dos idosos em Goiás faziam parte da População Economicamente Ativa (PEA), sendo que 75% nesta situação eram do sexo masculino. Tal disparidade tem uma explicação: as mulheres, em geral, se aposentam mais cedo. Por outro lado, o rendimento das mulheres no grupo da PEA é inferior em, aproximadamente, 22% em relação ao dos homens.
O estudo revela, também, que as principais doenças que causam mortes de idosos em Goiás, são: doenças do aparelho circulatório, 36,6%; doenças do aparelho respiratório, 17,8% e as neoplasias (tumores), 14,9%.


Idosos podem chegar a 10% da população da microrregião de Anápolis até 2020

Segundo dados do Instituto “Mauro Borges”, no ano de 2010, a população acima de 65 anos de idade, na microrregião de Anápolis, girava em torno de 6,0 a 8,0% do total da população. Em 2020, os estudos apontam que esse percentual deverá chegar à casa de 8,0 a 10%.
A microrregião de Anápolis, de acordo com o IMB, tinha uma população de 465.189 habitantes em 2000 e um total de 24.621 idosos. Em 2010, ela era de 540.220 e a de idosos, de 38.329. Em 2020, a estimativa é de que a população total chegue a 619.700 e, a de idosos, a 55.997.
Um dado interessante é que, de acordo com os pesquisadores, haverá um aumento substancial no grupo de pessoas com mais de 80 anos. Conforme os dados da pesquisa, na microrregião de Anápolis havia, em 2000, 84,2% de pessoas na faixa etária de 65 a 79 anos de idade. No ano de 2010, caiu para 81,7 e, em, 2020, projeta-se que ficará em 81% a participação dessa faixa, no total de idosos. Na faixa etária acima de 80 anos, os percentuais estão em escala ascendente: 15,8%, em 2000; 18,3%, em 2010; e 19%, em 2020 (projeção).
Em 2010, têm-se, ainda, os seguintes registros: 45,5% dos idosos são do sexo masculino e 54,5% do sexo feminino. 90,9% dos idosos residem na zona urbana e, apenas, 9,1% na zona rural. O percentual de idosos analfabetos, na microrregião de Anápolis, caiu de 44% em 2000, para 32% em 2010.
Em relação às doenças que causam mais mortes na população idosa da microrregião de Anápolis, o estudo aponta que em primeiro lugar estão as doenças do aparelho circulatório, 37%; em segundo, as doenças do aparelho respiratório, 20% e, em terceiro, as neoplasias (tumores), 14%.

Autor(a): Claudius Brito

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