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População aprova unidade após uma semana de funcionamento

Saúde Comentários 08 de agosto de 2014

UPA atende de uma simples dor de dente a cirurgias de pequena e média complexidade


Com uma média superior a 100 atendimentos por dia, já na primeira semana, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) implantada em Anápolis com recursos do Ministério da Saúde e a contrapartida do Governo Municipal, é vista como uma importante ferramenta para a solução da grande demanda nesta área da saúde pública. Sua abrangência é de perfil regional, disponibilizando assistência aos moradores de Anápolis e de várias cidades da sua influência geoeconômica, a UPA veio preencher uma lacuna até então existente. Este tipo de assistência, antes, era feito pelo Hospital de Urgências “Doutor Henrique Santillo”, que opera com sua capacidade máxima; pela Santa Casa de Misericórdia, que mantém um pronto socorro e pelo Hospital Municipal “Jamel Cecílio”, fundado na década de 60 e que não suportava mais a carga de clientes que o procuravam diariamente. O restante era na rede particular.
Na UPA da Vila Esperança, o sistema de atendimento é diferenciado, dentro dos novos padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, o equipamento é novíssimo, de última geração e é operacionalizado por técnicos capacitados especialmente para tais fins. Os quartos e enfermarias são dotados de camas elétricas, permitindo regulagens de altura, angulação e posicionamento ergométrico, ou seja, o paciente molda o leito na posição que lhe proporciona mais conforto. A Unidade dispõe de salas de reanimação, centro cirúrgico ultramoderno, leitos específicos para pediatria e uma série de equipamentos não encontrados nem na rede privada de saúde. Em termos de área física construída é uma das maiores UPAs do Brasil, Tem praticamente o dobro das dimensões do modelo padrão.
O critério de atendimento aos pacientes que procuram a UPA, seja de moto próprio, levados por ambulâncias do Corpo de Bombeiros ou do SAMU, assim como por outros meios, obedece a uma triagem e uma seleção eminentemente técnicas. A recepção tem alas de poltronas estofadas, em ambiente ventilado e claro, instaladas em áreas específicas, dividas por cores. Não se obedece, obrigatoriamente, à chamada “ordem de chegada”. O socorro é feito de acordo com a gravidade do paciente, após avaliação de uma equipe de enfermeiros qualificados, assim que o doente dá entrada na UPA. “Há casos em que se pode esperar mais, enquanto outros têm de ser encaminhados imediatamente para o setor específico”, assegura o médico Rodrigo Rodrigues, diretor da Unidade. Para ele, esta é maneira mais prática, justa e democrática de se oferecer atendimento a pessoas com problemas graves de saúde.
Funcionando ininterruptamente, 24 horas por dia, independentemente de feriados, domingos ou datas santificadas, a UPA conta com quadros completos de médicos, enfermeiros, paramédicos e outros profissionais ligados à saúde. Outro detalhe é que a frequência dos funcionários, de todos os níveis, é controlada por reconhecimento visual através de equipamento sofisticado que não permite fraudes. O servidor escalado para determinado plantão, chega e sai nos horários previstos em contrato e, caso não cumpra, arca com as implicações legais e trabalhistas. Isto garante a presença dos servidores dentro do expediente previsto.

Autor(a): Nilton Pereira

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