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Polícia e Zoonoses resgatam cães em situação de maus tratos

Geral Comentários 29 de dezembro de 2014

Animais foram retirados de uma propriedade no Recanto do Sol e levados para a Unidade de Vigilância de Zoonoses. Fato será investigado pelo Grupo Especial de Combate a Crimes Contra o Meio Ambiente.


Em uma ação conjunta, a Polícia Civil e a Unidade de Vigilância de Zoonoses de Anápolis (antigo Centro de Controle de Zoonoses) resgataram no Bairro Recanto do Sol, três cães que estavam em um imóvel próximo à Unidade de Saúde da Família da região. “Eles estão abandonados”, informou a moradora Marilene Romero Prado. “Ele (o dono do imóvel) vem uma vez na semana, duas vezes, à noite, ele aparece. Mas nós vemos jogando ração para eles igual se joga milho para galinha. Ele não tem um montinho, uma vasilha. Ele joga esparramado”, relatou. A denunciante informou que os cães “choram, uivam demais à noite, perturbam demais. Pode procurar os vizinhos. Todos sabem da situação aqui”.
A Veterinária Elisângela Sobreira, diretora da Unidade de Vigilância de Zoonoses, informou que “os animais vão ficar aguardando o dono por dez dias. Depois, serão colocados para adoção. Um deles tem o registro no Centro de Zoonoses, uma plaqueta com o número de identificação”. “Nós iremos verificar quem é o dono do animal e entrar em contato com ele, para saber por que o adotou e não está cuidando”, informou. “Os três animais maltratados. Desprotegidos de sol, de chuva, sem alimentação. A vasilha de água estava cheia por causa da chuva, cheia de lodo, fezes por todo lugar, mato grande no quintal. Isso é sinal claro de maus tratos. Sem contar que os cães estão tão carentes que abriram o portão, já tentaram fugir”, acrescentou.
Elisângela Sobreira explicou que o dono de determinado animal, quando procura por ele na Unidade de Zoonoses e o resgata, “assina um termo de compromisso de posse e responsabilidade. A pessoa vacina o animal e o registra”, pontuou a diretora Elisângela.

A Unidade
O papel exercido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses e regido pela Portaria nº 1138, de 23 de maio de 2014, do Ministério da Saúde. Conforme explicou a diretora, não é permitida “a captura de animais errantes sadios nas ruas”, exceto se oferecerem perigo e risco de vida para a população, como no caso dos cães agressivos, que apresentem doenças ou que portem doenças transmissíveis aos seres humanos, como raiva e Leishmaniose.
Ela informa que o “bom senso” é utilizado na hora de avaliar os critérios de captura. Informou que os animais que chega à Unidade e não apresentam risco algum, são oferecidos para adoção, caso o dono não busque pelo seu animal. Existe um trabalho gratuito para a castração de animais, o que evita a reprodução sem controle dos cães, por exemplo. Que tiver interesse em fazer a castração do seu bicho, basta entrar em contato com a Unidade. Para o procedimento. O dono do animal deve adquirir o anestésico veterinário, no valor de R$ 20,00.
A vantagem de realizar a castração na Unidade de Vigilância de Zoonoses, de acordo com Elisângela Sobreira, é financeira. Na rede privada, o procedimento de castração custaria, em cães fêmeos, de R$ 400,00 a R$ 800,00. No trabalho gratuito de castração, a pessoa só leva o anestésico veterinário (R$ 20). Nos machos, o valor seria entre R$ 200,00 e R$ 400,00. Castrar é uma maneira de “evitar o aumento populacional dos animais errantes nas ruas”.

Importância
O trabalho realizado pela Unidade de Vigilância de Zoonoses tem, de acordo com a diretora Elisângela, importância para o destino dos animais abandonados. São feitas parcerias com a ‘Associação Protetora e Amiga dos Animais’ e com o grupo de proteção aos animais ‘Bicho não é lixo’. Ela afirmou que a população pode contribuir com o trabalho realizado junto aos bichos. Caso não tenha condições ou interesse de ficar com seu cão, por exemplo, ela sugere que o dono “procure alguém que goste de animais”.
Algumas medidas podem contribuir para que doenças provenientes de animais não se espalhem, contaminando os seres humanos. Uma das ações seria evitar jogar comida no chão para os bichos se alimentarem, como no caso do proprietário cujos cães foram resgatados no Recanto do Sol. Ela afirmou que mesmo o resto da comida colocada nos vasilhames corretos deve ser guardado. E explicou que esta atitude evita a proliferação de animais que comem restos de alimentos, como baratas;. Escorpiões, ratos e pombos.
Serviço
Unidade de Vigilância de Zoonoses
Telefone: 3313-1336

Autor(a): Da Redação

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