(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Polícia e MPF têm 90 dias para concluir investigações

Geral Comentários 15 de novembro de 2013

Durante esse período, segundo o MPF/GO, bens de Juquinha das Neves e familiares continuam bloqueados


Decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) publicada recentemente, estabeleceu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal o prazo de 90 dias para concluir as investigações e oferecer denúncia na Operação Trem Pagador. O prazo começa a contar do dia em que o MPF for intimado da decisão, o que ainda não ocorreu.
O acórdão da 3ª Turma do Tribunal deu parcial provimento aos embargos de declaração (tipo de recurso) ajuizados pela Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1), órgão do MPF. O recurso buscava anular decisão anterior do próprio Tribunal, que tinha estabelecido prazo para o término das investigações sem haver, para isso, solicitação por parte dos réus. Além disso, o Ministério Público também afirmou que a decisão foi omissa, por não fixar a data certa a partir da qual o prazo seria contado. Somente o pedido que estabeleceu o início para a contagem do prazo foi acatado, e agora, a Justiça só pode manter os bens do empresário José Francisco das Neves e de seus familiares bloqueados por mais 90 dias, prazo em que o MPF tem para oferecer a denúncia.

Entenda a operação
Deflagada em julho de 2012 pelo MPF/GO e pela Polícia Federal, a Operação Trem Pagador investiga o empresário José Francisco das Neves, conhecido como “Juquinha”, ex-presidente da empresa pública Valec, a mulher dele, Marivone Ferreira das Neves, e os filhos Jader, Jales e Karen.
Juquinha é suspeito de usar os familiares como “laranjas” para ocultar patrimônio possivelmente obtido com o produto dos crimes de peculato e de licitação praticados no exercício da presidência da Valec, entre 2003 e 2010. Em março de 2013, eles tiveram recurso negado pelo TRF da 1ª Região que pedia o desbloqueio de todos os imóveis/móveis, benfeitorias e semoventes existentes em nome dos investigados.
A defesa alega que muito tempo já se passou entre a medida judicial de bloqueio de bens e o término das investigações. O MPF, no entanto, defende que o prazo de duração das medidas cautelares varia de acordo com as peculiaridades de cada procedimento e que o prazo pode ser flexibilizado diante da complexidade natural das investigações.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

Vendas de final de ano superaram as expectativas do comércio

12/01/2018

Embora as estatísticas divulgadas pela entidade apresentem números totalmente contrários, as vendas de final de ano no com...

Vias internas do DAIA estão cheias de buracos e geram reclamações

12/01/2018

“Se nenhuma providência for adotada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás, algumas ruas do Distrito Agro ...

CPE quer ampliar parceria com a Câmara Municipal

12/01/2018

O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Amilton Filho (SD), recebeu na manhã da última terça-feira, 09, o comandan...

Governo do Estado afirma que novo presídio vai funcionar em fevereiro

12/01/2018

Como desdobramento da crise carcerária ocorrida em Goiás desde os primeiros dias de 2018, a Secretaria de Segurança Públi...